Tensão na Williams?

“Não deveríamos mais nos chamar “equipe Williams”, mas sim “equipe Toto”, diz Tom McCullough, um importante e veterano engenheiro da equipe inglesa à jornalista alemã Karin Sturm do site Motorsport Magazin.

Com esse início a colunista começa a trazer a público a tensão interna pela qual passa a tradicional equipe inglesa que dispensou Rubens Barrichello ano passado e agora Bruno Senna.
Tom foi engenheiro de corrida dos dois brasileiros e deveria cumprir a mesma função com Valteri Bottas em 2013, mas ele se adianta: “Eu não estarei de volta ano que vem, nem eu nem alguns outros, pois não posso mais suportar que os interesses individuais de um certo individuo (Toto) se sobreponham aos da equipe.” Quem também admite que o clima interno é de certa discórdia é o atual team manager Dickie Stanford. Além disso, vamos lembrar que Mark Gillian, um dos responsáveis pelo bom carro de 2012 também saiu recentemente, dizendo querer “passar mais tempo com a família”, mas que pode ter algo mais como pano de fundo – Comenta-se que tanto Gillian como McCullough poderiam estar a caminho da Caterham, o que poderia ser bom para Senna.

Isso tudo, em grande parte, se deveria à postura de Toto
Wolff, o austríaco sócio minoritário da Williams e que vem ganhando cada vez mais poder interno e declarou recentemente em uma entrevista à TV inglesa que “está na hora dos mais velhos da F1 passarem o bastão.” Para acentuar a cisma, a troca de Bruno Senna por Valteri Bottas (empresariado por Toto, que em paralelo com os testes na Williams não o colocou para ganhar experiência na GP2 ou na Renault World Series, bagagem que seria bem vinda na sua formação) também não foi bem vista por boa parte da equipe. O próprio Frank Williams era um dos que teria tentado manter o brasileiro, mas não, ainda segundo essas informações, não resistiu à pressão do sócio austríaco. McCullough acreditava que Bruno estava numa curva acendente e que teria uma temporada 2013 melhor – se corresse nas mesmas condições que Maldonado, sem o fardo de ter que emprestar o carro nas sexta-feiras, por exemplo. Esse ano, por exemplo, Bruno enfrentou dificuldades como correr 5 GP´s com uma asa dianteira que não funcionava direito. Tom também lembra que dar voltas rápidas num treino de sexta-feira é bem diferente de fazer um bom ajuste no carro para uma boa classificação e corrida.

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Além disso, a saída do brasileiro abriu um buraco de 15 milhões de dólares no orçamento da equipe que não deverá ser reposto pelo piloto finlandês e caberá a equipe absorver isso de alguma maneira, com eventuais perdas no desenvolvimento do carro, já que haveria menos recursos, lembrando que a Jaguar abortou o esportivo que produziria em parceria com a equipe, somando mais um revés…

Não sei até que pontos esses relatos são de vozes isoladas dentro da equipe (toda mudança gera algum descontentamento) ou se há realmente uma divisão interna, mas de qualquer maneira, parece que Wolff não está com essa bola toda, gerando tensão entre seus liderados e isso pode refletir nos resultados (ou na falta deles) nessa próxima temporada. Seria uma pena que a Williams perdesse o bom momento que criou em 2012, onde fez pole e ganhou corrida, por inépcia ou egolatria de seu novo líder. A ver…

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