GP da Malásia – Balanço final

Esses foram os resultados finais do GP da Malásia de F1 2011:

1°. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 56 voltas
2°. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 3s2
3°. Nick Heidfeld (ALE/Renault), a 25s0
4°. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 26s3
5°. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 36s9
6°. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 57s2 (depois de punido c/ acréscimo de 20 seg.)
7°. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 1min06s4
8°. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 1min09s9 (depois de punido c/ acréscimo de 20 seg.)
9°. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 1min24s8
10°. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 1min31s5
11°. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes), a 1 volta
12°. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 1 volta
13°. Sébastien Buemi (SUI/Toro Rosso-Ferrari), a 1 volta
14°. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso-Ferrari), a 1 volta
15°. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault), a 1 volta
16°. Timo Glock (ALE/Virgin-Cosworth), a 2 voltas
17°. Vitaly Petrov (RUS/Renault), Abandonou
18°. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth), Abandonou
19°. Jérome D’Ambrosio (BEL/Virgin-Cosworth), Abandonou
20°. Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault), Abandonou
21°. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), Abandonou
22°. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth), Abandonou
23°. Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth) Abandonou
24°. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth), Abandonou

Foi uma corrida razoável, a chuva infelizmente não apareceu para embaralhar e melhorar as coisas e os bons pegas que ocorreram foram na base do “muque” mesmo, ultrapassagens interessantes, disputas renhidas e asa móvel funcionando melhor do que na Austrália. Vamos ver como foi a corrida de cada equipe:

RED BULL – Depois de mostrar menos competitividade do que o esperado na classificação, em ritmo de corrida voltou a ser suprema, ainda que sem aquela superioridade que esboçou na Austrália. Vettel teve a corrida sob seu controle o tempo todo e Webber veio remando sem KERS depois de largar mal e cair para décimo até chegar num razoável 4º lugar. “Razoável”, aliás, tem sido o adjetivo que melhor descreve o desempenho do Australiano até agora ao passo que Vettel reina cada vez mais absoluto.

McLAREN – Mostrou força na classificação, dando a entender que daria canseira em Vettel, mas em ritmo de corrida ainda precisam melhorar. Button, mais cerebral, conseguiu fazer melhor uso dos pneus e chegar a um bom 2º lugar ao passo que Hamilton teve maior desgaste e ficou em 7º, depois 8º com a punição por ziguezaguear na frente de Alonso (nada perto do que ele fez com Petrov na mesma pista ano passado).

FERRARI – Reverso da moeda da McLaren, mostrou mais força em ritmo de corrida que em classificação, mas no somatório de desempenhos esteve um pouco atrás do time inglês (que dirá do Austríaco). Massa teve um desempenho positivo mas nada espetacular, terminando à frente de Alonso apesar do problemático pit-stop (se tivessem mais voltas, creio que não). Já o espanhol cometeu um erro tolo que lhe custou uma parada a mais e possivelmente um lugar no pódio, mas esteve melhor que Massa no cronômetro.

RENAULT – Mais um pódio para a equipe que já foi francesa. Dessa vez foi Heidfeld quem recebe os louros pelo bom resultado e a equipe firma-se como quarta potência, dando trabalho à Ferrari como terceira. Nick “The Quick” fez uma corrida forte, madura e segurou bem Webber no finzinho. Petrov não foi mal, mas não repetiu o brilho da Austrália, mas pelo menos nos brindou com um belo voo livre de seu carro.

SAUBER – Mais uma vez a boa economia de pneus sem acarretar em drástica queda de desempenho lhes valeu um lugar nos pontos, dessa vez sem desclassificação. Kobayashi mostrou-se combativo como sempre e Sérgio Perez teve problemas mecânicos. A equipe disputa com Mercedes a condição de 5ª melhor equipe e por enquanto parece ter a balança pendendo a seu favor.

MERCEDES – As promessas de “agora vai” não se cumpriram uma vez mais. Uma equipe desse porte abrir mão da asa traseira móvel porque o carro não se comporta bem é a admissão que há algo errado com o projeto e mais ainda com a equipe em si, lembrando-nos que no fundo a Mercedes ainda guarda muito da fracassada Honda, sua antecessora. Rosberg teve um largada ruim e ficou perdido no 12º lugar. Schumacher foi ultrapassado quatro vezes por Kobayashi mas no fim ainda salvou um suado 9º lugar.

FORCE ÍNDIA – O desempenho da equipe nessa etapa foi bom se lembrarmos que eles tem um carro que mostrou não ser especialmente bom em nenhuma área no inverno e na Austrália. Paul di Resta marcou um pontinho e Sutil, prejudicado pelo seu toque no pneu traseiro esquerdo de Barrichello, (lhe custou a troca do bico e uma parada prematura) conseguiu se recuperar bem e terminou bem atrás de seu companheiro

TORO ROSSO – Outra equipe que foi melhor na classificação do que na corrida, pelo menos mostrou que pode sim disputar a rabeira dos pontos com alguma frequência. Buemi foi punido com um Stop-and-go, que terminaram com as suas chances de brigar com as Mercedes e Force-Índia e Alguersuari chegou logo atrás dele.

WILLIAMS – Ah, a Williams… O que dizer… Não terminaram a corrida de novo por falta de confiabilidade dos carros. Desempenho fraco em classificação, mesmo com Barrichello tirando tudo do carro e o ritmo de corrida não foi melhor. Tanto o brasileiro como Maldonado não fizeram uma largada brilhante. Maldonado abandonou na nona volta quando estava em 18º e Barrichello foi acertado por Sutil logo ao fim da primeira volta, tendo que se arrastar uma volta inteira com o pneu furado. Resultado: Uma troca prematura e uma volta de desvantagem. Depois disso pouco pode fazer, pois na condição de retardatário tinha que abrir pra todos lhe passarem e seus tempos de volta iam pra cucuias. Como se não bastasse, o câmbio (de novo) lhe deixou na mão e abandonou na 22ª volta. Se havia uma luz amarela acesa na equipe agora ela é vermelha, pois o carro é lento e nada confiável e com isso estão atrás até da Hispânia na tabela do campeonato. Com a palavra Sam Michael.

LOTUS / VIRGIN / HISPÂNIA – A Lotus melhorou bem em relação à Austrália, mas ainda tem que tornar seus carro mais rápidos e confiáveis se quiser se meter nas disputas do pelotão intermediário Trulli abandonou e Kovalainen gostou do comportamento do carro com os dois tipos de Pneus. Na Virgin o quadro é de orgulho por Glock ter conseguido segurar Trulli enquanto o italiano esteve na pista, mas o carro ainda deve em velocidade. Já a Hispânia conseguiu largar, o que é positivo, pois ficaram dentro dos 107%. Ambos os carros abandonaram “preventivamente” para evitar quebras, mas pra uma equipe defunta até que evoluíram. Terminar provas é a próxima meta, depois disso é bom a Virgin ficar esperta.

Daqui 5 dias já tem treino livre do GP da China 

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