GP da Alemanha – Análise, resultados e fotos

Quem achava que as Red Bull teriam vida fácil se enganou. A corrida esteve bem aberta a maior parte do tempo e Ferrari, mais do que Red Bull, foi quem mais chegou perto de ameaçar a vitória da McLaren de Lewis Hamilton numa corrida que prometia uma chuva que acabou não aparecendo.

McLaren: Depois de treinos livres com resultados discretos a equipe inglesa mostrou, sob a condução de Hamilton, possibilidades mais realistas de ser competitiva ao registrar a segunda colocação na qualificação. Na corrida o piloto foi impecável, tomando a posição de Webber na largada e a retomando no único momento que cometeu um deslize, mas depois disso foi rápido e incisivo nas disputas com Alonso e correu para uma vitória merecidíssima. Button teve uma corrida mais discreta, ficando muito tempo atrás de Sutil, também com uma estratégia de parada a menos. Se não tivesse quebrado poderia ter chegado no bolo de Vettel e Massa. Dois abandonos consecutivos não devem estar alegrando Button.

Ferrari: Depois da vitória em Silverstone a equipe italiana mostrou que de fato parece ter ganhado novo fôlego com as novidades no carro. A classificação não tão boa entretanto atrapalhou um pouco os planos deles e na corrida Alonso e Massa fizeram um bom trabalho, com destaque ao espanhol que disputou a vitória em um ritmo bom, terminando quase 50 segundos à frente do brasileiro, que se prejudicou ao ficar muito tempo atrás de Rosberg, e só perdeu a posição para Vettel graças à incompetência de sua equipe no pit-stop.

Red Bull: Outrora intocável e inalcançável a equipe dos energéticos hoje teve que suar a camisa para disputar com Ferrari e McLaren seus valiosos pontos graúdos. A vitória foi parecendo mais distante conforme a corrida transcorria. Vettel, administrando larga vantagem nos pontos e com problemas nos freios fez uma corrida discreta e ainda não convenceu que é muito bom em ultrapassar adversários fortes. Webber comboiou Alonso e Hamilton a maior parte do tempo embora, nos momentos em que estiveram juntos, tentou oferecer resistência. A supremacia, aparentemente, acabou.

Force Índia: Depois de ter seu nome atrelado a rolos judiciais por brigas em bar e ser eclipsado pelo novato Paul di Resta, Sutil marcou hoje 8 sólidos pontos para sua equipe com a estratégia de duas paradas. Sua corrida foi muito boa graças também a sua boa qualificação e largada. Paul di Resta foi mais discreto. Apagado é o termo. Parece que a equipe tem ritmo para aos poucos poder descontar a diferença e encostar na Sauber.


Mercedes: Esperava mais da equipe. Esperava mais de seus pilotos também, que só fizeram corrida “ok” e com uma rodada pra lá (de Schumacher) e uma fritada de pneu espalhada pra cá (Rosberg, ao ser passado por Button) mostram como os pilotos estão tentando e nem sempre conseguindo tirar no braço o que o carro não lhes provê, mas já parece claro que a Renault deixa cada vez mais de lhes incomodar, seja por seus méritos, seja por demérito da equipe francesa.


Sauber: Depois de deixar a impressão que saíram perdendo com a volta dos escapamentos sopradores/mapeamento dos motores, parece que voltaram a mostrar alguma melhora nessa corrida, mas não necessariamente porque tenham um carro mais rápido, e sim porque fizeram um carro que come menos pneus e com isso conseguem um ritmo decente com uma parada a menos. Koba encarou belas disputas e marcou seus pontinhos escalando lá de trás, da 18ª posição. Perez passou perto, mas não foi dessa vez que voltou a pontuar, e olha que largou à frente do japonês.

Renault:
Heidfeld saiu numa batida evitável, tanto ele como Buemi extrapolaram um pouco, mas foi lance de corrida. A alternativa dele era ir pra grama ou recolher antes de chegar naquela situação sem retorno. O azar – mas não a culpa – foi dele, que já não anda com a popularidade em alta na equipe e pode ver Grosjean em seu lugar em Singapura. Petrov fez o que pode, aprendeu com Schumacher como se faz uma ultrapassagem e deixa claro que não dispõe do mesmo bom carro que tinha na Austrália. A falta de dinheiro reflete no desenvolvimento, ora!

Toro Rosso: Corrida sem grandes brilhos para ambos os pilotos. Buemi entretanto se prejudicou na batida com Heidfeld (abusou, ao meu ver) e teve que trocar o pneu antes da hora, arruinando-lhe a estratégia que poderia, com sorte, ter-lhe garantido um ou outro pontinho. Alguersuari fez tudo certinho e não se meteu em confusões, entretanto não chegou a ameaçar nada melhor que esse apagado 12º lugar, com seu igualmente apagado carro.

Williams: Ah, a Williams… Já está virando tradição começar minhas análises dessa equipe com essa interjeição. Depois de uma largada muito boa de Barrichello que mesmo sem a impulsão do KERS saltou de 14º para 11º, a corrida dele já estava com o destino traçado por um vazamento de óleo. Uma pena, pois com a estratégia de uma parada a menos ele poderia sonhar com um pontinho, isso se o carro permitisse um ritmo condizente. Maldonado largou em 13º e terminou uma posição atrás, mesmo com uma parada a menos. Parou cedo demais e os 2 stints (trecho entre cada parada) foram muito longos para os pneus aguentarem. O carro realmente é ruim, tsc tsc tsc…

Lotus,Virgin e HRT: As três sempre lá atrás, fazendo sua figuração de luxo, não tiveram nenhum lance espetacular. A ressaltar apenas que Ricciardo soube se manter à frente da mais rápida Lotus, após a rodada de Chandhok. Liuzzi abandonou por quebra.

Pos. Piloto Equipe Voltas Tempo Vel.Média Grid Pontos
1 3 L. Hamilton McLaren 60 1:37:30.334 189.911 2 25
2 5 F. Alonso Ferrari 60 + 3.980 s 189.782 4 18
3 2 M. Webber Red Bull 60 + 9.788 s 189.594 1 15
4 1 S. Vettel Red Bull 60 + 47.921 s 188.368 3 12
5 6
F. Massa Ferrari 60
+ 52.252 s 188.230 5 10
6 14 A. Sutil Force India 60 + 86.208 s 187.153 8 8
7 8 N. Rosberg Mercedes 59 + 1 Volta 186.561 6 6
8 7 Schumacher Mercedes 59 + 1 Volta 186.245 10 4
9 16 K. Kobayashi Sauber 59 + 1 Volta 185.964 17 2
10 10 V. Petrov Renault 59 + 1 Volta 185.954 9 1
11 17 S. Pérez Sauber 59 + 1 Volta 185.532 15
12 19 J. Alguersuari Toro Rosso 59 + 1 Volta 185.342 16
13 15 P. di Resta Force India 59 + 1 Volta 185.327 12
14 12 P. Maldonado Williams 59 + 1 Volta 185.130 13
15 18 S. Buemi Toro Rosso 59 + 1 Volta 184.148 24
16 20 H. Kovalainen Lotus 58 + 2 Voltas 182.312 18
17 24 T. Glock Virgin 57 + 3 Voltas 179.748 19
18 25 J. d’Ambrosio Virgin 57 + 3 Voltas 179.433 21
19 22 D. Ricciardo HRT 57 + 3 Voltas 178.641 22
20 21 K. Chandhok Lotus 56 + 4 Voltas 175.541 20
XX 23 V. Liuzzi HRT 37 Aband. 179.495 23
XX 4 J. Button McLaren 35 Aband. 185.620 7
XX 11
R. Barrichello Williams 16
Aband. 180.947 14
XX 9 N. Heidfeld Renault 9 Bateu 180.179 11
Volta mais rápida: 1:34.302 – Lewis Hamilton (volta 59)
Anúncios
Esse post foi publicado em análise, corrida, fotos, GP da Alemanha, Lewis Hamilton, Nurburgring. Bookmark o link permanente.

Deixe seu comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s