GP da Hungria – Análise e resultados

Uma grande corrida numa pista que não costuma reservar grandes emoções para os telespectadores. Agradeça a chuva, que no começo e no meio da corrida deu o ar da graça, ainda que de leve.

McLaren: Depois de uma boa largada ambos se posicionaram em bons lugares mais uma vez mais foi Button quem soube capitalizar melhor a bagunça da corrida sendo cerebral e poupando os pneus. Hamilton foi rápido como sempre, mas uma troca de pneus na hora errada e uma punição por voltar à corrida arriscadamente depois de rodar sozinho sepultaram suas chances de vitória, mas ainda assim chegou num bom 4º lugar. Parece que a McLaren pode realmente dar trabalho para a Red Bull nesse segundo semestre, mas lutar pelo título já seria um pouco demais.

Red Bull: Ainda com um ótimo carro, mas já não tão superior, Vettel correu com a cabeça e não se arriscou em disputas desnecessárias tendo a enorme vantagem de pontos que tem para lhe dar conforto na corrida pelo título, mas nem por isso deixou de passar quando teve as oportunidades certas. Webber desde a classificação não acompanhou o ritmo de Vettel, mas ainda segue na vice-liderança.

Ferrari: O desempenho do carro não foi grande coisa, dando a impressão que a McLaren avançou um pouco mais que eles tanto em velocidade como em ritmo de corrida mas Fernando conseguiu capitalizar melhor e chegou ao pódio, mesmo depois de rodar e espalhar algumas vezes. Massa, que também rodou, perdeu mais tempo nas ultrapassagens e no breve momento que disputou com Alonso foi superado facilmente. Pra quem largou em quarto, chegar em sexto é ruim. 1 minuto atrás daquele que largou atras de si, pior. Com isso Alonso continua com mais do que o dobro de pontos do brasileiro, que precisa melhorar mais rapidamente em sua aparente reação.

Force-Índia: Mais uma vez a equipe indiana fica na cola das equipes grandes. Ok, não exatamente na cola, pois seu ritmo era bem inferior, mas pouco a pouco vão descontando os pontos para a Sauber. Parabéns para Di Resta que não fez besteira chegando em 7º e uma palmada na mão de Sutil, que fez, chegando lá atrás em 14º.

Toro Rosso: E Sebastien Buemi mostra como se faz uma corrida de recuperação. Sair do fundão para pontuar tem sido seu forte. Dessa vez se superou: de 23º para 8º é digno de nota sim, mostra que o carro é razoavel e o piloto e a estratégia de boxes funcionaram direitinho. Alguersuari só não chegou melhor porque rodou ao tentar passar Kobayashi onde não dava, mas ainda assim marcou seu pontinho.

Mercedes: Depois de uma boa largada de Rosberg e Schumacher, decepcionou tanto em ritmo de corrida como em estratégia. Schumacher quebrou, mas chegou a liderar circunstâncialmente. O carro não deve evoluir muito mais visto que a equipe já foca no modelo 2012.

Sauber: Dessa vez a estratégia de parar uma vez a menos não funcionou e Kobayashi protagonizou uma das maiores sequências de ultrapassagens já vistas nesse ano, só que no polo passivo. Perez também não fez milagres e ambos não pontuaram.

Renault: Depois de não conseguir se firmar entre as equipes mais rápidas na classificação, o mesmo se deu na corrida. Heidfeld pegou fogo quando não fazia nada demais e Petrov terminou a corrida não fazendo nada demais. Me desculpem os diretores da equipe, mas não adianta culpar Heidfeld pela desgraça da equipe pois é o carro que não evoluiu, mesmo que os pilotos não sejam brilhantes nem lideres natos.

Williams: Parece que as novidades ajudaram minimamente o carro. Minimamente, nada dramático. É outra equipe que deve estar focando seus esforços no carro de 2012. Nessa corrida Barrichello poderia concretamente ambicionar pontos, mas o consumo elevado dos pneus e uma troca errada de pneus arruinaram essas chances (quando ele, Maldonado e outros colocaram pneus intermediários e a chuva sumiu). Ainda assim fez tempos de voltas melhores. Pastor penou mais e só chegou à frente das nanicas. Vamos ver se até Spa a novela da renovação do Brasileiro desincalacra de uma vez.

Lotus Virgin e HRT: As Lotus abandonaram, mas davam mostras de terem melhor ritmo que antes, se descolando de suas colegas de fundo de grid mas ainda não rápidas o suficiente para incomodar Williams e Sauber, por exemplo. No mais palmas para Ricciardo que em sua terceira corrida chegou à frente de seu experiente companheiro Liuzzi e ainda colocou D´Ambrosio no bolso.

Veja o resultado do GP da Hungria de F1

1º. Jenson Button (ING/McLaren), 70 voltas
2º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), a 3s5
3º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 19s8
4º. Lewis Hamilton (ING/McLaren), a 48s3
5º. Mark Webber (AUS/Red Bull), a 49s7
6º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 83s1
7º. Paul di Resta (ESC/Force India), a 1 volta
8º. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso), a 1 volta
9º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 1 volta
10º. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso), a 1 volta
11º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber), a 1 volta
12º. Vitaly Petrov (RUS/Renault), a 1 volta
13º. Rubens Barrichello (BRA/Williams), a 2 voltas
14º. Adrian Sutil (ALE/Force India), a 2 voltas
15º. Sergio Pérez (MEX/Sauber), a 2 voltas
16º. Pastor Maldonado (VEN
17º. Timo Glock (ALE/Marussia Virgin), a 4 voltas
18º. Daniel Ricciardo (AUS/HRT), a 4 voltas
19º. Jérôme D’Ambrosio (BEL/Marussia Virgin), a 5 voltas
20º. Vitantonio Liuzzi (ITA/HRT), a 5 voltas

Não Terminaram:

Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus)
Michael Schumacher (ALE/Mercedes)
Nick Heidfeld (ALE/Renault)
Jarno Trulli (ITA/Team Lotus)

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