GP do Japão – Resultado e análise equipe-por-equipe

Sebastian Vettel é o mais novo bicampeão mundial de Formula 1. Aos 24 anos de idade ele pilotou impecavelmente durante toda a temporada e, sabendo valer-se de um carro superior, extraiu tudo dele sem entretanto assumir riscos desnecessários que colocassem em risco o acumulo de pontos que garantiria seu título, Suzuka foi um claro exemplo disso, tanto que Button venceu e Alonso chegou à sua frente.

Antes de seguir para análise das equipes quero fazer um mea culpa. No fim da transmissão da corrida comentei no Twitter: “E os brasileiros levaram uma lavada dos companheiros: Massa 7º (Alonso 2º), Senna 16º (Petrov 9º) e Barrichello 17º (Maldonado 14º)“, uma declaração que apesar do seguinte complemento “Antes de saírem apedrejando os 3, vamos esperar as entrevistas para ver se aconteceu algum problema.” foi errada, pois julguei num primeiro momento os números frios da corrida sem antes analisar os dados completos de cronometragem (que agora disponho) nem o que os próprios pilotos e equipes tinham a contar da realidade que só eles viveram dentro dos carros e boxes, por isso peço desculpas a todos os meu leitores e seguidores do Twitter @inacio1 que não merecem ler informações incompletas que poderiam criar distorções na percepção final de suas opiniões sobre o GP, em especial dos brasileiros citados. Erro cometido – admitido – lição aprendida.

E vamos à análise:


McLaren: Apesar de perder a pole position, a McLaren deu a entender desde os primeiros treinos que tinha carro para lutar pela vitória e um Button inspirado e confiante foi o responsável pela glória. De modo geral o sorridente inglês foi bem superior à Hamilton em ritmo de prova ao recuperar-se de um fechada de Vettel, saber preservar melhor seus pneus e a julgar pelas mensagens de rádio de Lewis, também em regular melhor seu carro para a corrida. Hamilton fez uma corrida discreta e para variar se meteu em polêmica ao bater em Massa (não o viu no espelho, que vibrava muito). Que fase…

Ferrari: Graças a um ritmo forte, boa estratégia de Box e contando com um certo conservadorismo de Vettel, Alonso chegou a um ótimo 2º lugar quando claramente seu equipamento seria para chegar em quinto, atrás de Red Bull e McLaren. Massa teve uma boa largada, permanecendo à frente de Alonso mas depois o espanhol o passou e o ritmo de prova dos dois foi diferente, justificando o pódio de Fernando. Massa ainda foi (pra variar) tocado por Hamilton, que danificou sua asa dianteira e teria prejudicado um pouco seu ritmo pelo restante da prova, mas que convenhamos, não foi isso que o tirou do pódio, por exemplo.

Red Bull:  Com um carro que não parecia tão superior como em outras pistas, viu as McLaren levarem a melhor mas como não precisavam de muito para carimbar o título para Vettel, um terceiro lugar bastou. Webber chegou em quarto e fez uma tática de boxes conseguindo capitalizar lá os lugares de Massa e Hamilton, que à época estavam na sua frente, depois manteve-se na retaguarda de Vettel.

Mercedes: Com Rosberg largando em 23º, vê-lo chegar na zona de pontos foi bastante positivo para seus engenheiros. Já Schumacher, que largou em 8º chegou na 6ª posição fazendo a tática que a maioria dos pilotos escolheu: 3 paradas. Terminar à frente de uma Ferrari é algo positivo se considerarmos que tem menos carro que os vermelhos.

Sauber: Na competição interna da Sauber os resultados se inverteu: Perez chegou à frente de Kobayashi, apesar do japonês ter largado à frente. Isso se deve ao melhor ritmo do Mexicano que mesmo gripado conseguiu capitalizar melhor a tática de uma parada a menos (os dois só pararam 2  vezes) em relação à seus adversários. Além disso Kobayashi fez um trecho muito longo com seu último jogo de pneus, mais da metade da prova.

Renault: Outra equipe onde os resultados foram díspares: Senna foi espremido (dentro das margens da esportividade) por Petrov na primeira curva e acabou perdendo posições que depois se revelaram difíceis de recuperar pelo seu ritmo de prova inferior, consequência do carro ainda estar mal acertado depois que bateu e foi remontado para a classificação. Petrov marcou 2 pontos e agora supera o aposentado Heidfeld na pontuação.

Force Índia: Após um GP de Cingapura competitivo, se esperava mais dessa equipe que ficou com seus dois carro fora da zona de pontos, afastando-se da ambição de passar a Renault no campeonato de construtores. Sutil e Di Resta fizeram corridas corretas e sem erros. O carro não se adaptou bem ao circuito.

Williams: Depois dos dois carros largarem mal (estavam com pneus mais duros, que tracionam menos que os macios da concorrência), fizeram uma boa recuperação, com destaque para Barrichello que ultrapassou Maldonado, Senna e chegou a ficar em 8º, mas aí veio o Safety-car e toda a vantagem que o brasileiro havia capitalizado em cima dos rivais foi para o ralo e seu ritmo com pneus médios não foi suficiente para manter a posição antes aos rivais de pneus macios. Maldonado, que ia fazer 2 paradas acabou fazendo 3 e assim contou com um “inesperado” jogo de pneus macios para o final, mas também não pode ir além da 14ª posição.

Toro Rosso: Esse foi mais um GP onde os carros da equipe não pontuou, se afastando da Sauber na pontuação. Buemi abandonou porque a equipe não prendeu sua roda direito, num lance triste. Alguersuari se sustentou em 14º até perder o posto para Maldonado na última volta.

Lotus, Virgin, Hispânia: Se a Lotus verde ainda está longe de poder disputar posições com as equipes estabelecidas em condições normais, ao menos está cada vez mais descolada de Virgin e Hispânia como pode ser medido nos tempos de voltas dos seus pilotos. Resultado? Lideraram o trio de novatas com folga. E depois Virgin e Hispânia, na ordem de forças (ou fraquezas) tradicional.

RESULTADOS:

1º Jenson Button (McLaren), 1h30min53s427
2º Fernando Alonso (Ferrari), a 1s160
3º Sebastian Vettel (Red Bull), a 2s006
4º Mark Webber (Red Bull), a 8s071
5º Lewis Hamilton (McLaren), a 24s268
6º Michael Schumacher (Mercedes), a 27s120
7º Felipe Massa (Ferrari), a 28s240
8º Sergio Pérez (Sauber), a 39s377
9º Vitaly Petrov (Renault), a 42s607
10º Nico Rosberg (Mercedes), a 44s322
11º Adrian Sutil (Force India), a 54s447
12º Paul di Resta (Force India), a 1min02s326
13º Kamui Kobayashi (Sauber), a 1min03s705
14º Pastor Maldonado (Williams), a 1min04s194
15º Jaime Alguersuari (Toro Rosso), a 1min06s623
16º Bruno Senna (Renault), a 1min12s628
17º Rubens Barrichello (Williams), a 1min14s191
18º Heikki Kovalaine (Team Lotus), a 1min27s824
19º Jarno Trulli (Lotus), a 1min36s140
20º Timo Glock (Virgin), a 2 voltas
21º Jérôme D’Ambrosio (Virgin), a 2 voltas
22º Daniel Ricciardo (Hispania), a 2 voltas
23º Vitantonio Liuzzi (Hispania), a 3 voltas
24º Sebastian Buemi (Toro Rosso) – abandonou

Esse post foi publicado em análise, balanço da corrida, buraco no bico F1, GP do Japão, resultados. Bookmark o link permanente.

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