Porque Barrichello faz sentido na F-Indy

Como todos sabem, ontem Rubens Barrichello teve seu primeiro contato com um carro da Formula Indy, no caso, o da equipe KV Racing equipado com os motores Chevrolet, da mesma equipe e na mesma configuração do carro de Tony Kanaan que também foi para a pista com ele. O fato é que Barrichello, para uma primeira experiência, andou muito bem, ficado, segundo dizem, a apenas 0.14 do tempo mais rápido do dia, justamente o de Tony.

A eventual estreia de Barrichello na categoria é o típico caso onde todos saem ganhando: Barrichello, por continuar fazendo o que gosta numa categoria internacional de monopostos, algo que ele conhece melhor do que carros de turismo, por exemplo, e a própria Indycar, que veria o de um dos nomes mais tradicionais da Formula 1, recordista com 326 corridas em 19 anos, passando a ser ligado ao seu, o que é bom para o marketing da categoria que desde a cisão em meados dos anos 90 (Cart vs IRL) nunca mais recuperou a mesma visibilidade e interesse internacional que tinha e o acidente fatal do inglês Dan Weldon no fim do ano passado só piorou um pouco mais as coisas. Esse interesse Barrichello, manifestado pela presençao do presidente da Indycar nos testes, certamente facilitaria muito as coisas sob o ponto de vista comercial de sua temporada, com possibilidades da organização ter como bancá-lo, achando os patrocinadores internacionais para isso, como também aumentando a possibilidade de empresas brasileiras quererem vincular sua imagem à dele por se tratar de categoria com nustos menos exorbitantes e onde suas chances de vitória (e portanto, visibilidade das marcas) seriam maiores.

Para Barrichello é uma boa também pois esse é o ano da estréia do carro novo da categoria, então todos começam do zero e sua menor experiência com a categoria americana seria muito menso sentida já que todos, não só ele, estariam aprendendo a entender o comportamento e ajustes do novo modelo.

Outro ponto positivo é que os novos carro são mais seguros que os que correram até o ano passado, dando, em tese, mais tranquilidade à sua esposa Silvana que teria medo das corridas em circuitos ovais, que também são em menor quantidade esse ano (4 em 15 corridas).

Em ele aceitando correr pela categoria esse ano e tendo uma boa temporada, das duas uma: Ou ele pode tentar voltar à F1 para fechar sua desejada 20ª temporada mais cacifado por um ano forte de bons resultados na F-Indy e ainda em forma por ter corrido o ano todo numa categoria similar à F1 ou, se realmente gostar da coisa, pode ficar por lá mesmo, lembrando que ele gosta muito dos EUA e já tem casa na Flórida.

Vamos ver o que o tempo dirá. Abaixo uma amostra cedida pelo próprio piloto (mas convertida para o youtube pelo blog Voando Baixo do Rafael Lopes) do que ele fez com o carro da F-Indy na pista de Sebring, filmado em duas câmeras onboard:

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