Barrichello corre na Indy – Perspectivas

Rubens Barrichello anuncia que irá correr toda a temporada 2012 na Indy pela KV Racing. Aí vem aquelas perguntas: “Essa equipe é boa mesmo? Quais as chances dele”

Essa é a equipe do ex-piloto Jimmy Vasser, considerada de médio porte na categoria- as grandes são a Ganassi e a Penske, onde corre o outro brasileiro, Helio Castro Neves – mas diferentemente da F1 as equipes do meio do pelotão tem mais chances de disputar as primeiras posições e mesmo vitórias.

Barrichello pode ter como engenheiro Garrett Mothersead, com quem testou em fevereiro. Garret era o engenheiro responsável por Takuma Sato no ano passado e tido como muito qualificado e competente no meio, tanto que esse ano é o diretor de engenharia da KV.

Importante notar, entretanto, que a KV vem numa curva ascendente ano a ano, sendo 2011 seu melhor campeonato até agora. Segundo apurei, a equipe fortaleceu muito sua equipe técnica em relação ao início da temporada passada com a chegada de nomes como Eric Cowdin, engenheiro de Tony Kanaan quando ele ganhou o campeonato de 2004 e que estava trabalhando com Ryan Briscoe na Penske.

Outro reforço de peso foi John Dick, engenheiro do piloto Venezuelano Ernesto Viso oriundo da Sarah Fisher, já ganhando em todas as equipes em que trabalhou. Por fim ainda em 2011 Tom Wurtz também embarcou vindo da Penske, onde era o poderoso chefe de equipe.

Com tudo isso e a grande bagagem técnica que Barrichello trás da Formula 1 e a larga experiência de seu companheiro e amigo Tony Kanaan, há razões para se esperar mais uma temporada ascendente para a equipe, tendo pódios e quem sabe vitórias como realidades possíveis para os dois brasileiros da equipe, e porque não, para o Venezuelano também.

Antes que saiam gritando que Rubens Barrichello já é campeão por antecipação, vamos lembrar que as 2 equipes grandes Penske e Ganassi vem treinando com os carros novos desde Outubro do ano passado e o brasileiro só testou mês passado, criando-se aí uma diferença considerável que demora até ser compensada.

Além disso o paulista não conhece nenhuma das pistas que vai correr esse ano, sobretudo os ovais, cuja tocada é completamente outra. Além disso, não está acostumado ao estilo dos carros da Indy, mais grandalhões, pesados (não tem direção hidráulica, por ex.) e menos avançados tecnológica e aerodinamicamente que os com que vinha correndo nos últimos 19 anos, o que demora um pouco mais do que uns dias de testes para se acostumar, quanto mais dominar inteiramente.

Em resumo, a situação dele é boa sim e a equipe tem melhorado cada vez mais, mas vamos manter os pés no chão e não viajar nas cobranças irreais para um primeiro ano, aí sim poderemos ter boas surpresas.

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