Massa sob pressão – de novo

Felipe Massa melhorou muito o ritmo de suas corridas e mesmo de sua classificação nos últimos GP´s, largando, quando algum azar não o atrapalhava, relativamente próximo a Fernando Alonso. Mas no fim das contas o que a Ferrari ou qualquer equipe quer são os pontos marcados e nesse sentido Felipe, por “N” motivos (erro, azar, largada ruim, etc) ainda tem deixado a desejar.

Com as férias de cerca de um mês da Fórmula 1, a Ferrari terá muito tempo para pensar se vale a pena manter o brasileiro por lá e olhando para a tabela de pontos onde Alonso é líder com 40 pontos de vantagem sobre Webber e Massa é 14º com apenas 25, os argumentos em favor do brasileiro (tem bom relacionamento com a equipe toda, Alonso gosta dele, não tem piloto melhor disponível no mercado) ficam difíceis de se sustentados e aí recomeçam os rumores de sua substituição, com nomes como Perez, Button, Hamilton, Vettel e agora Kimi sendo a cada semana mais ou menos cotados para a vaga.

Vamos aos fatos: Massa melhorou? Sim. Desde o GP de Mônaco seu ritmo de corrida e classificação ficou muito mais próximo ao do espanhol. Os resultados vieram? Não. Tirando Silverstone, onde marcou 10 pontos com um 5º lugar, a pontuação de Massa tem sido muito magra e isso atrapalha a Ferrari duplamente: Sem um piloto forte para acompanhar Alonso, a Ferrari não tem alguém para “roubar” pontos de seus rivais diretos e com praticamente um piloto só pontuando pra valer, a conquista do campeonato de construtores se torna praticamente impossível e eles já caíram para a 4ª posição.

Se no começo do ano a renovação de Felipe era descartada pela maioria e nos últimos 2 meses ela voltou a ser considerada como alternativa mais provável, agora sua situação permanece em aberto novamente e nos próximos meses caberá a seu empresário Nicolas Todt operar com maestria em favor de seu cliente na Ferrari, exatamente num momento em que o passe do brasileiro não está valorizado, mas sabe-se que os poucos testes de inverno em 2013 (só 12três baterias de 4 dias cada), a ausência de nomes fortes ou adequados para substituí-lo – entre os novatos, ainda falta experiência e entre os TOP, que piloto aceitaria ser o 2º de Alonso? – e sua melhora de ritmo de prova jogam a favor de sua permanência.

Além disso a revista italiana Autosprint falou em sua mais recente edição que o piloto brasileiro estaria tentando trazer um patrocínio graúdo dos energéticos TNT (que já é a marca de “energético oficial” da equipe) para a Ferrari. Se isso for verdade e se Massa conseguir esse dinheiro, também deve ajudar na negociação, mas não creio que isso seja o fator principal a ser pesado na hora da decisão.

Assim, enxergo que as próximas semanas serão importantes para Felipe se preparar para voltar fortalecido e muito mais eficiente para impressionar a Ferrari – marcando muitos pontos – e ficar. Se sua situação não está boa como gostaríamos, ainda não está perdida como alguns pintam por aí. Ainda.

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