Sauber em grave crise

Sauber passa por grave crise

Passada a sexta etapa do mundial da Fórmula 1 de 2014, já podemos afirmar categoricamente que a simpática equipe Sauber atravessa sua pior crise desde a estréia na categoria máxima do automobilismo de monopostos, em 1993.

Se olharmos o passado recente, veremos que em 2010, ano em que tiveram que correr “no susto” após o súbito abandono da sócia majoritária BMW, eles também saíram zerados da sexta etapa, como agora em 2014, mas naquele ano seu principal problema era confiabilidade do carro, já que em doze oportunidades (seis com cada piloto), só conseguiram terminar duas. Nesse ano parece que o problema é mais a falta de velocidade do carro, já que nas doze oportunidades terminaram cinco e vários desses abandonos se deram por batidas, não por quebras.

Outra semelhança com 2010 é que a a equipe hoje passa por uma crise financeira, mas a diferença fundamental é que neste caso ela se arrasta desde o ano passado, quando teriam atrasado até os pagamentos dos pilotos e de vários fornecedores, o que deixa dúvidas quanto a capacidade da equipe comandada por Monisha Kaltenborn investir em melhorias para o C33 reagir  e conseguir ser competitivo ante aos rivais do meio do pelotão que esse ano parece em melhor forma – as últimas, apresentadas na Espanha, não teriam funcionado como o esperado, segundo declarou Sutil.

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Mas a Sauber já venceu outras crises antes. Vai superar a mais grave?

Em Mônaco, Eddie Jordan, ex-dono de equipe que também mergulhou numa grande crise a partir de 2003 até vender sua equipe em 2005, disse ao jornalista suíço Roger Benoit: “A Sauber está na sua maior crise, mas eu sempre torci por eles, porque ele (Peter Sauber) é o homem mais honesto do Paddock” e acrescentou rindo “e eu não posso dizer o mesmo sobre mim!” e continuou “Mas é óbvio que eles alcançaram um ponto que não podem mais continuar assim. Antes dos danos se tornarem ainda maiores, a melhor solução é parar e vender a equipe (…) a Sauber não consegue mais compensar suas desvantagens no lado financeiro e também de motores”

Com isso ficam a perguntas: Será que Peter venderia sua equipe justo agora que ela está por baixo (dizem que assim como a Caterham e Lotus ela já estaria disponível no mercado)? Será que alguém teria cacife financeiro e técnico (e coragem) para comprá-la e reerguê-la? Antes disso, conseguirá a equipe reagir com o vigor necessário para marcar gordos pontos ao longo desse ano, como fizeram após o fraco (mas não tanto quanto hoje) início de 2013? Lembrando que dessa vez não contam com um piloto do calibre de Nico Hulkenberg para ajudar nessa missão nem terão complacência dos já escaldados fornecedores caso as contas atrasem novamente…

Torço muito para a Sauber reagir e superar mais essa crise – na verdade o aprofundamento de uma que vem desde 2013 – e quem sabe assim, deem a Simona de Silvestro (que tem bons patrocinadores, mas não sabemos quão ricos assim) uma chance de ser titular em 2015 com todo o potencial de marketing que isso poderia trazer, mas para isso a temporada 2014 será decisiva.

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