Análise de meio de ano – (2ª parte de 3)

XX1 Continuando com a análise de meio de ano, vamos agora às equipes que estão em posições intermediárias na classificação. Para ler a primeira parte com as equipes do fundão, clique AQUI:

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8º – LOTUS – 8 pontos: A equipe dos carros pretos vive a sua pior temporada desde os tempos em que ainda se chamava Benetton, com um carro lento, pouco confiável e que para coroar ainda parece ter sido mais afetado que suas rivais pela proibição do sistema FRIC de suspensões integradas. Romain Grosjean marcou todos os pontos até agora e Pastor Maldonado, que foi para lá pelo dinheiro que traz, tem enfrentado problemas sucessivos com seu carro, abandonando treinos e corridas sucessivamente.

Paralelamente a isso a equipe continuaria com problemas de caixa, mesmo já tendo dispensado mais de 100 funcionários de sua fábrica e enxugando custos, mas a verdade é que poderiam ter mais alguns (poucos) pontos na classificação se não quebrassem tanto, algo que certamente estão trabalhando para evitar o segundo semestre, ao mesmo tempo que virão com novidades para o carro. O objetivo deles passará a ser então passar a Toro Rosso, não ser alcançada pela Sauber, caso essa reaja também e rezar por motores melhores para 2015, ao que tudo indica da alemã Mercedes, ainda que o anuncio não tenha sido feito (dúvidas quanto a capacidade de pagar pelos motores alemães e um contrato ainda vigente com a Renault que estariam atrasando).

7º – TORO ROSSO – 17 pontos: A equipe esse ano assumidamente tem ambicionado uma melhora de competitividade em relação à temporadas passadas para poder brigar mais para frente no pelotão intermediário e para isso trouxe o surpreendentemente eficiente novato russo Daniil Kvyat e manteve o rápido mas errático francês Jean-Eric Vergne, que apesar de não encher tanto os olhos como seu companheiro, marcou a maioria dos pontos.

German Grand Prix, Hockenheimring 17-18 July 2014A equipe de Faenza, junto com a irmã maior Red Bull, é uma das que mais ajudou a Renault a reagir nesse ano, participando de diversas tentativas de entender as limitações do motor e já de olho num salto deste para 2015, mas não se descuida desse ano, sempre trazendo alguma novidade para o seu carro para garantir-se à frente da Lotus e assim ganhar mais dinheiro na distribuição proporcional no fim do ano. Vergne tem que fazer um segundo semestre bem convincente, pois sua vaga já é alvo de especulação e tradicionalmente a Toro Rosso não fica muito tempo com um mesmo piloto.

6º – McLAREN – 97 pontos: Depois do desastroso ano de 2013 era esperado que a McLaren voltasse a disputar vitórias em 2014, mas isso não aconteceu e mesmo o pódio no início do ano não se repetiu mais. O novato Kevin Magnussen tem dado trabalho ao campeão Jenson Button, que por sua vez vê sua posição ameaçada por cobranças públicas de Ron Dennis e pelos constantes rumores de que a equipe, junto com a nova fornecedora Honda estaria oferecendo 40 milhões de dólares para que Alonso, Vettel ou Hamilton aceitem correr nela, o que seria uma jogada arriscada para os três.

Mas se verdade é que Button não é aquele piloto de encher os olhos (crítica que Damon Hill também recebeu), sua experiência, constância e boa índole tem valor para a equipe chefiada novamente por Dennis e pelo egresso da Lotus e eterno otimista Eric Bouillier, mas a realidade é que estar atrás da Force Índia e Williams na tabela de pontos, sendo que elas usam o mesmo motor Mercedes, certamente é um tapa na cara da rica equipe que precisa, no mínimo, passar à 5º na tabela de construtores em paralelo ao desenvolvimento do carro que usará o motor Honda que em 2015 que já está a pleno vapor.

5º – FORCE ÍNDIA – 98 pontos: Nos últimos anos a Force Índia sempre tem ido bem na pontuação da categoria, se aninhando na 6ª ou 7ª posição da tabela bem próxima às rivais mais fortes. Esse ano estão, por enquanto, 1 pontinho à frente da poderosa McLaren, mas a inconstância de desempenho de seu carro em algumas pistas, que parece ter se manifestado especialmente nas últimas etapas onde as rivais foram melhor, podem afastá-la de um bom 5º lugar.

Seus pilotos são muito bons e rápidos, ainda que o mexicano Perez apresente menos regularidade do que Hulkenberg, mas isso, se bem tratado, pode ser contornado (mas será que Perez melhorou seu gênio difícil que não deixou saudades na McLaren e Sauber?) e aí as chances de marcar mais pontos e manter-se à frente da equipe de Ron Dennis crescem para a dupla que deverá ser mantida para 2015.

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Uma resposta para Análise de meio de ano – (2ª parte de 3)

  1. Douglas Kaucz disse:

    Ótima análise, estou muito ansioso por essa segunda metade da temporada. Essa temporada de 2014, mesmo com o domínio claro da Mercedes tem sido maravilhosa, muito boa de acomapanhar, muitas disputas nas pistas, seja na liderança, ou no pelotão de trás.

    Spa promete ser mais uma das melhores corridas do ano, como foi as últimas três.

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