GP da Itália – Análise da corrida

R5O GP da Itália é tradicionalmente o mais curto da temporada da Fórmula 1, pois sua média horária é muito alta e assim em menos de uma hora e meia – se não tiver safety car – a peleja termina. Nesse fim de semana não foi diferente, só que a vitória de Hamilton se viu cercada de certa dose de polêmica… Vamos agora à nossa tradicional “análise equipe-por-equipe” da corrida:

MERCEDES: A equipe dominante dessa temporada dominou de novo, apesar do tropeço inicial de Hamilton na largada, seguida por ultrapassagens à Magnussen e Massa até finalmente passar Rosberg, que apesar de largar na frente estranhamente errou duas vezes na freada da primeira chicane, perdendo aí a liderança. Há quem ache que ele deliberadamente facilitou para o inglês, numa espécie de compensação pelo controverso toque em Spa. Eu prefiro acreditar que não, embora não descarte essa possibilidade, de toda a forma ainda está confortável na liderança.

WILLIAMS: Segunda força na pista, a equipe de Frank conseguiu um grande resultado, assumindo a 3ª posição na tabela de construtores graças ao pódio de Massa – que veio um boa hora após a série de maus resultados – que ontem largou bem, não errou e ao 4º posto de Bottas, que apesar de despencar para 11º na primeira volta conseguiu se recuperar passando todo mundo, de quebra ainda passando Alonso na tabela de pilotos. Agora virão pistas mais travadas e menos favoráveis a eles, vamos ver como se saem.

Formula One World Championship 2014, Round 13, Italian Grand PrixRED BULL: Apesar de ter os motores mais fracos do grid, foi o carro de Ricciardo o responsável pelo recorde de velocidade máxima na pista, com 362,1Km/h com a ajuda do DRS e do vácuo de um carro à frente, claro. O australiano também não largou bem e veio, junto a Bottas, dando um show de ultrapassagens, dando até um drible em Vettel no fim da corrida. O alemão teve mais uma corrida discreta.

McLAREN: Magnussen pulou para segundo na largada e foi muito combativo a corrida toda, dando muito trabalho a quem queria ultrapassá-lo, mas numa dessas teria exagerado e foi punido por não dar a Bottas espaço e caiu de 7º para 10º numa punição, ao meu ver, errada e imerecida. Button duelou bravamente com Perez e perdeu… A julgar pela classificação, a equipe como um todo ficou devendo.

Formula One World Championship 2014, Round 13, Italian Grand PrixFORCE ÍNDIA: O pega entre Perez e Button foi um dos destaques da corrida, mostrando a boa fase do mexicano que trouxe valiosos 6 pontos para a equipe que volta a encostar na McLaren na tabela de construtores. Hulkenberg, estranhamente não se encontrou a corrida toda e não pontuou e como em Spa também ficou atrás de Perez, fica a pergunta: será que algo vai mal com o talentoso alemão?

FERRARI: Uma corrida para esquecer. Alonso abandonou na primeira quebra desde 2010 e Kimi chegou num apagado 10º lugar, sendo promovido para 9º após a punição de Magnussen. Mas não pense que o espanhol teria feito muito melhor, Kimi estava na cola dele até o abandono, mostrando a falta de ritmo do F14T. Em casa amargaram o pior resultado do ano e caíram na tabela de construtores e pilotos… Será que Montezemolo se segura à frente desse fiasco?

Formula One World Championship 2014, Round 13, Italian Grand PrixTORO ROSSO: Kvyat fazia uma corrida interessante dentro da realidade de sua equipe e motor, protagonizando uma passada reta no final da reta muito gráfica quando teve problemas com os freios e com isso perdeu a chance de tentar passar Kimi. Vergne não fez grande coisa e mal apareceu na transmissão.

LOTUS: Dessa vez seus dois carros terminaram, mas os resultados não foram nada animadores, algo esperado se considerarmos na classificação seus dois carros sequer passaram da primeira fase. Vamos ver se agora em pistas mais travadas os pontos voltam a ser marcados.

Formula One World Championship 2014, Round 13, Italian Grand PrixSAUBER: Outra equipe cujos resultados não foram animadores e ficaram relegados ao fim do pelotão, com Gutierrez ainda fechando Grosjean de maneira acintosa e tendo seu pneu furado na manobra, sendo punido com +20 segundos ao seu tempo final.

CATERHAM e MARUSSIA: Mais do mesmo, com o voltante Kobayashi, entretanto, liderando a turma dos pré-falimentares.

    Curta a página do BLOG no FACEBOOK clicando AQUI e siga-me no Twitter: @inacioF1
tab1

Anúncios
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

6 respostas para GP da Itália – Análise da corrida

  1. Sene disse:

    Bacana analise, eu sou um dos que ve com estranheza o segundo erro no mesmo lugar sem ao menos tentar fazer a curva do rosberginho. Tem gato ai no meio, certeza.

    Agora, na minha opinião , o Magnussen fez por merecer, ele abusou mais uma vez e precisa tomar uns tapa para aprender, isso não é um piloto combativo, é sim um piloto beirando a sujeira. Na largada mesmo ele forçou demais para cima do massa, e so não deu porcaria pq o Massa deve estar escaldado ja.

    Embora o Rubinho disse na transmissão q achou pesado, eu achei bem feito, isso não é lado a lado, isso chega a ser falta de respeito com o oponente.

  2. Marcelo disse:

    Bottas com certeza é piloto acima da média, quando tudo vai bem ele extrai tudo do carro e chega ao pódio, quando nem tudo vai bem ele se recupera e da show somando bons pontos. Caso fosse o Massa a cair lá para trás duvido que conseguiria ultrapassar todo mundo chegando em quarto, já vimos isto acontecer várias vezes, depois Massa ficava se lamuriando que deu problema aqui e ali. Sorte de Felipe que Bottas largou mal, senão ele chegaria em quarto! Em ritmo de corrida o finlandês é superior ao companheiro! Felipe fez uma corrida limpa, mas Bottas faz grandes corridas independente de ser uma limpa ou não. O brasileiro não teve muitos desafios em Monza, sem cometer erros tirou um ótimo terceiro lugar. Mas é importante dar sequencia(um pódio não apaga a temporada ruim), a Williams fez cinco pódios nas últimas seis provas, portanto, resta ao piloto “fazer acontecer”.

    O segredo de Bottas e Ricciardo foi revelado em Monza, o ritmo forte se deve como tratam dos pneus, isso também facilita estratégia perante aos companheiros. Desde o GP da Áustria a Williams marcou 119 pontos contra 75 da Ferrari. A equipe italiana jogou a toalha pensando em 2015, Williams não tem nada com isso e deve melhorar cada vez mais. Williams e RBR não tem os melhores carros, mas Ricciardo e Bottas estão provando que PILOTO ainda faz muita diferença na Formula 1. Se for observar(sem mimimi), sempre foi assim com pilotos acima da média. Kimi e Alonso (bem adaptados ao carro, mas não com o melhor da pista) também deram shows na Lotus e Ferrari. Antes deles, Vettel já fazia isso na Toro – Rosso e início de RBR. Quando o piloto é acima da média, aqueles 30% faz muita diferença! Lewis botou pressão em Rosberg, e o alemão errou em uma curva, nesse momento a prova foi decidida, muito graças a atitude do piloto inglês…

  3. Anônimo disse:

    Sério q o motor Renault é o mais fraco do grud? Perde mesmo pro motor Ferrari?

    • Klein disse:

      Caro anônimo, o motor Ferrari quase sempre foi superior e mais potente que o Renault, desde a era turbo, os Renault eram razoáveis motores até 1985 pesavam 180 kgs e eram gigantescos pois derivavam de motores aspirados de 2,3l com cilindrada elevada e que tiveram a cilindrada reduzida para 1,5l, já os motores Ferrari turbo eram compactos e mais leves pois foram feitos para a F1, já nos aspirados o Ferrari foi superior aos Renault em 1989, em 1990-1994 a Ferrari tinha um motor do mesmo nível da Renault, o problema era o carro da Williams que era muito superior ao Ferrari, já 1995 (Ferrari com V12 teve dificuldade com a cilindrada de 3,0l) e era inferior em rendimento ao Renault V10 e 1996 o Ferrari passou a usar V10 e como era o primeiro ano a Ferrari teve dificuldade e também foi inferior ao Renault, mas em 1997 o motor Ferrari era do mesmo nível da Renault. Em 1998 em diante o Ferrari sempre foi muito superior ao Renault, afinal a Renault abandonou a F1, quando a Renault voltou em 2001 a Ferrari tinha 100 cavalos a mais que o Renault, mas o motor Renault foi melhorando e em 2005 já estava quase nivelado aos Ferrari em potência, o que aconteceu é que a RBR e Adrian Newey preferiu o Renault em 2007 relação ao Ferrari, por um motivo muito simples a Renault é co-patrocinadora da equipe ela não só da motores gratuitos como paga até parte do salário dos pilotos e engenheiros, se a Red Bull usasse motores Ferrari teria que pagar..na era aspirada pós 2007 o motor Ferrari sempre teve um pouco mais de potência que o Renault em 2013 tinha uns 15 cavalos, mas o Renault era mais compacto e econômico. o melhor motor de 2013 era o Mercedes que tinha 30 cavalos a mais de potência que o Renault, mas a Red Bull tinha o Adrian Newey que vale por uns 40 cavalos. Hoje 2014 o Mercedes é disparado o melhor motor seguido pelo Ferrari e em último lugar esta o Renault.

      • Desculpe, mas estava pelo celular, por isso saiu anonimo. Sinceramente, não vejo os motores tão superiores da Ferrari como você disse. Ano passado e 2012, pelo menos em minha opinião, era evidente a superioridade dos Renault, tanto que a Lotus andava muito nas retas, mesmo com seu limitado capital. Ademais, veja quantos titulos a Renault tem, não é possível ela sempre estar no carro melhor na hora certa. Quanto a este ano, vejo que os Renault são mais gastões, entretanto não vi em nenhum momento os Ferrari serem mais potentes, claro que só há um equipe de ponta com eles, mas mesmo assim, não consigo enxergar esses dados que você compartilhou, tem alguma fonte confiável deles mesmo?

  4. Klein disse:

    Amigo Wesley, eu não disse que os motores Ferrari são tão superiores aos Renault e sim, quase sempre foram superiores. Na década de 70 o problema dos italianos é que motor valia muito pouco num F1 e os Italianos usavam um V12 (não era boxer) deitado com 180°, quando o correto seria um motor mais estreito, na era turbo da década de 80 os motores valiam talvez uns 30% porque não havia limite na pressão de turbo, no giro e tinha restrição no consumo, beneficiando os motores alemães (BMW e Porsche) e japoneses (Honda), mas depois com os aspirados um motor valia no máximo 20%, com a limitação de giros em 2008 valia uns 10%, hoje (2014) com este regulamento restritivo em giro (15 mil rpm) e pressão de turbo constante e consumo sob controle, o Mercedes está desequilibrando, mas em 2015 Ferrari, Renault e Honda terão motores com um rendimento próximo da Mercedes.

    A Renault sempre teve problemas de sindicato (ela era estatal até 1996), com isto havia muitas queixas e até greves quanto aos investimentos dela na F1, a Renault sempre investiu menos nos seus motores que a Ferrari, o orçamento da Ferrari é monstruoso só perde para a Mercedes.

    O problema da Ferrari é que ela sempre foi um pouco desorganizada e sempre teve uma engenharia com muitos italianos com isto seu chassis é muito inferior as equipes inglesas…a F1 evolui rapidamente e os melhores mecânicos e engenheiros do mundo estão na Inglaterra, os melhores fabricantes de peças também estão na Inglaterra. Você acha que a campeã “Italiana” Benetton-Renault tem sede na Itália? Ela é inglesa of Enstone. Você acha que a sede da campeã Red Bull-Renault é “austríaca”? Ela também é inglesa de Keynes. Você acha que a Mercedes é alemã? Ela é inglesa of Brackley.

    Até a equipe Renault campeã de 2005/2006 apesar de ter sede na França era uma equipe cheia de ingleses, aliás o motor Renault era uma porcaria até 2004, mas depois que contratou os ingleses da Ford fizeram um excelente motor.

Deixe seu comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s