Ecclestone: “podemos ter apenas 14 carros em 2015”

bernieEm entrevista ao canal inglês Sky, Bernie Ecclestone (visto ao lado com suas belas filhas), o chefão da Fórmula 1 foi categórico “Podemos acabar com apenas 14 carros. Se perdermos mais duas equipes, é isso que vai acontecer.  Eu não posso prever se isso vai ocorrer mas nem descartar. Se ficarmos 18 não é nenhum drama”, além de não perder a chance para criticar novamente os motores turbo e suas restrições de desenvolvimento.

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O comentarista da mesma Sky e ex-piloto, Martin Brundle, ainda falou sobre a possibilidade e dificuldades práticas de termos equipes com um terceiro carro: “é uma solução de curto prazo, mas a longo prazo é um desastre(…)custaria entre 55 e 66 milhões de dólares rodar com um carro a mais e provavelmente ele não poderia pontuar, embora isso não esteja claro”, acrescentando, “mas como você vai recuperar esse gasto? Não há jovens pilotos no mercado que possam pagar 55-60 milhões de dólares” e continua “Novos patrocinadores? (até) a McLaren já está rodando sem um patrocinador principal, então você olha pra isso e pensa como é que isso poderia funcionar.”

Além das já notoriamente enrascadas Caterham e Marussia, acredita-se que Lotus e Sauber estejam acumulando dívidas milionárias com seus fornecedores e somente essa semana a Force Índia saldou uma parcela com sua fornecedora de motores, a Mercedes, que os permitiu competir no GP dos Estados Unidos… Vamos ver como os donos de equipes, Bernie Ecclestone e Jean Todt saem dessa verdadeira sinuca de bico que se tornou o custo das equipes de Fórmula 1, ironicamente uma categoria bilionária mas com várias de suas principais atrações sem dinheiro para se manter.

O que eu acho da possibilidade de algumas equipes correrem com um terceiro carro? Falarei disso num post a seguir!

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12 respostas para Ecclestone: “podemos ter apenas 14 carros em 2015”

  1. Anônimo disse:

    A loira parece um traveco!

  2. Anônimo disse:

    Falando de patrocínio, as empresas de cigarro podem voltar ? Seria um caminho a seguir, pois é meio triste ver os carros da Indy quase sem espaço de tantos patrocinadores, lembrando os carros da F1 dos anos 80, a não aqueles que eram praticamente patrocinados por uma marca de cigarro, e os carros de F1 completamente vazios. Sei que o patrocínio da F1 deve ser absolutamente mais caro, mas a F1 deveria mudar como um todo, não dá mais para a categoria ser a referência para o topo de desenvolvimento de carros, deixando a competição para trás. O auge é quando o desenvolvimento cruza naturalmente com a necessidade do talento do piloto, e isso já foi, a tecnologia superou, é preciso fazer mudanças nos carros, tirar tecnologia que auxilia e informa, deixar o piloto fazer sua estratégia, largar com quanto de combustível quiser, fazer quantas paradas quiser, andar com o pneu que quiser, de qual fabricante quiser. Os circuitos devem ser mudados, deixando alguns clássicos, e fazendo troca entre os circuitos adicionais. Tanta pista boa pelo mundo, e a F1 se limita a autódromos impressionantes em construção, e sem carisma nenhum. Seria bom ver os carros de F1 correndo em pistas como Laguna Seca, ou novamente em Brands Hatch, Long Beach, etc, mas por ego e restrições da categoria, tem que construir um circuito exclusivo. A F1 tem que entrar no mundo do automobilismo, não criar um mundo paralelo.

  3. cleber rodrigo moreno disse:

    Enquanto a administração estiver nas mãos de pessoas que não pensam no automobilismo e sim em “Marketing”, a tendência da Fórmula-1 tornar-se uma preliminar de alguma outra categoria em evolução. Desde que se proibiu patrocínios de cigarros entre outros, a categoria tem perdido patrocínio e de certa forma, credibilidade. Na minha simples opinião, deveria sim mesclar (ou ao menos tentar) tecnologia com um toque de nostalgia, ou seja, tira-se o controle de tração em largadas e usa-se o câmbio ‘borboleta’, entre tantas outras formas. Basta vontade e interesse de equipes e pilotos, algo que não vem acontecendo muito. Hoje em dia, quanto mais tecnológico o carro mais fácil para o piloto. Mas então, como grandes nomes da história da Fórmula-1 pilotavam nas décadas de 70, 80 e início dos anos 90? Nessas épocas saudosas (pra mim, melhores que hoje), Alain Prost, Nigel Mansell, Keke Rosberg, Nelson Piquet, Ayrton Senna, entre tantos outros ‘monstros das pistas’ usavam pouca tecnologia e muito ‘braço’ para terem seus carros na mão. Deve-se pensar nesses detalhes (chassi, motores, pneus, etc), um “liberar geral” para que a categoria não se perca nas mãos dos “marqueteiros”.

  4. Gabriel Dutra disse:

    Pelo amor de Deus! Será que o eles não veem que dessa forma que estão vivendo a F1, estão perdendo cada vez mais público, velocidade, emoção, dinheiro, patrocinadores, equipes… Numa categoria, a mais famosa, a mais competitiva, a mais “rica”; se cogita em correr com 14 carros? Não era para montadoras e marcas automotivas estarem brigando por uma vaga? Eu não quero pensar que estamos vivendo o fim da categoria. Eles esquecem de ver o condição financeira das equipes antes de “inovar” a categoria? Sinceramente, eu preferiria uma categoria que seja “desatualizada” mas que priorizasse a competição.

  5. Karen disse:

    Fórmula 1 rumo a falência moral, essa categoria virou uma máfia, já passou da hora da F1 ter carros-robôs, pq é uma VERGONHA os PILOTOS-ROBOS de hoje em dia. Formula 1 VIVE DE PASSADO, F1 morreu com a aposentadoria do Prost e morte do Senna, e tenho dito.

  6. varias coisas espantaram o patrocínio da formula um nos últimos 20 anos. é so ver quantas equipes fecharam as portas, como Minardi, Tolleman, LIgier, Zakspeed, a Renault dos anos 80, Brabhan, Lotus, ou foram vendidas e voltaram como Louts, Red Bull, Toro Rosso… Cortaram o patrocínio do cigarro com essa coisa do politicamente correto. Tiraram o patrocínio de marcas tradicionais como Marlboro, Camel… agora não adianta chorar. Limitaram o desenvolvimento dos carros, os testes em nome de uma pseudo economia. Fica dificil ne?

  7. Delano disse:

    Caro José Inácio,

    Minha sugestão é abolir essa ideia de “três carros” e sim fazer o contrário no qual as escuderias menores corram com um chassi. A FIA poderia utilizar a partir de 2016 com a entrada da Haas sendo oito equipes com dois carros e mais oito em um chassi no total de 24 pilotos. A entidade quem sabe possa utilizar, por exemplo, dois tipos de pacotes orçamentários- como já são utilizados pelas TV a cabo e planos de contas de celulares.

    -Pacote 1: Equipes com dois carros terão direito há mais um dia de testes na pré-temporada, no caso se for quatro dias elas guiam por cinco, além de um motor extra para ser usado nas provas que não são na Europa. Essas equipes podem vender somente peças ou firmar acordos de parcerias com as escuderias que adotam o modelo de um chassi.

    – Pacote 2- Equipes com um carro não podem passar de um valor estipulado visando assim um teto orçamentário para evitar contrair dívidas como já está acontecendo no cenário atual. Para correr por estes times os pilotos precisam de uma super licença de tantos km para terem a devida permissão no caso se for um competidor novato.

    Fazer um calendário mais compacto geograficamente e diminuição de algumas etapas chatas, mas sem tirar as tradicionais provas como Mônaco, Monza, Spa, Interlagos. Vide exemplo porque correr em Abu Dhabi no fim do ano sabendo que pode ser depois do Bahrein no começo da temporada e serem países mais próximos economiza $$$ ou Montreal ser antes de Austin, já que Canadá e EUA são vizinhos. Mas isso vai depender dos contratos vigentes.

    -A criação de um campeonato de motores assim como já são nos construtores e pilotos visando atrair novas marcas consagradas e ajudar no orçamento dos time independentes- BMW. Audi, Toyota, Ford, Peugeot…

    -Acabar com o sistema DRS nos carros e fazer uma mesclagem entre os pneus ranhuras com slicks. Os pneus com faixas aqueles até 2008 é utilizado nos 30 minutos finais do segundo treino livre, guardados e reutilizados na largada e primeira parte da prova. Aí vai da tática de cada equipe porque quem for fazer duas trocas irão utilizar compostos mais macio e quem optar por uma parada mais duro. Valoriza mais as ultrapassagens durante as corridas e aumenta credibilidade e público.

    -Será melhor no aspecto esportivo acabar com os pontos dobrados na última prova e substituir para que as duas etapas finais o pódio passar a valer mais pontos.

    Agora se isso não for feito aí fica o dilema: quem morre primeiro a F-1 ou seu dono?

  8. anônimo disse:

    o chefe da f1 precisa mesmo é saber dividir a dinheirama corretamente entre as equipes, e não favorecer somente as equipes maiores.

  9. marcio disse:

    O bernie e seus parceiros já estão podres de ricos, sem saber onde colocar o dinheiro que ganham. Vcs acham que eles, agora que estão quase no fim de suas vidas profissionais estão preocupados com o futuro da categoria. O dinheiro deles está bem guardado….

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