Honda é liberada para desenvolver motor em 2015

A FIA chegou a um entendimento com a Honda para que ela também possa desenvolver seu novo motor ao longo de 2015, à exemplo do que já garantiram Ferrari, Renault e Mercedes.

O entreveiro se deu porque as 3 fabricantes supra-citadas encontraram uma brecha no regulamento que lhes permite desenvolver um motor até 48% diferente do de 2014 ao longo desse ano – a brecha encontrada foi no prazo para esse desenvolvimento, que era só até dia 28 de fevereiro e foi esticado pelo resto do ano, mas o antigo limite de 48% de modificações permanece inalterado.

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A solução para conciliar os interesses da Honda, que se sentia prejudicada por ter que restringir seu desenvolvimento somente até dia 28/02 com as demais livres, (e que por sua vez alegavam que a Honda teve todo o ano passado para copiá-las e projetar algo 100% novo), na verdade é simples:

A Honda poderá desenvolver ao longo de 2015, o percentual médio NÃO utilizado pelas demais 3 marcas até a data de homologação inicial do dia 28 de fevereiro.

mclarenAssim, se dentro daquele limite de desenvolver até 48% ao longo do ano as equipes só mudarem até essa data, por exemplo, Mercedes 0%, Renault 5% e Ferrari 10%, as 3 somadas mudaram 15%, e quando dividido isso pelas mesmas 3, dá 5%, sobrando, portanto 43%, e esse seria o percentual que caberia à Honda desenvolver ao longo do ano.

“Ah, mas as 3 marcas vão vir com muitas novidades porque já vem modificando seus motores desde o ano passado”, dirá alguém. Não necessariamente, porque se eles apresentarem logo de cara um motor com muitas modificações nessa data da primeira homologação, sobrará um percentual muito pequeno para evoluir no restante do ano (sim, porque eles não poderão voltar atrás nessas modificações uma vez homologadas). A Mercedes, por exemplo, já deu a entender que vai começar a temporada com o mesmo motor do ano passado sem nenhuma novidade, exatamente para poder desenvolve-lo com calma o novo ao longo do ano.

Desse modo as equipes deverão testar agora no inverno seus motores Ferrari, Renault e Mercedes com várias melhorias, mas não necessariamente usar essas versões com todas as atualizações já no começo do ano, só implementando tais avanços quando tiverem mais segurança de sua confiabilidade e melhoras de fato ao logo da temporada o que deixaria para a Honda um razoável espaço para corrigir os problemas e tropeços que certamente enfrentarão no seu virginal propulsor.

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18 respostas para Honda é liberada para desenvolver motor em 2015

  1. Celso disse:

    Não entendi nada

  2. Thomaz Martins disse:

    Muitos que defendiam o fato da Honda poder desenvolver seu motor esse ano por questao de igualdade, se esquecem que quando as outras equipes entraram com os novos motores não podiam desenvolver. Igualdade logicamente são direitos iguais, como este é o ” PRIMEIRO ANO ” da Honda na F1, deveria aceitar as regras, mas ja começou chorando bem.. combina muito bem com o novo piloto que ‘ Adquiriu “.

    • Anônimo disse:

      Se todas as equipes desenvolverem os motores e só uma não, essa uma não vai ter chances nenhuma no campeonato… esportivamente isso é terrível e desestimula outros fornecedores de motor que querem entrar na F1, o que também ê terrível pro esporte… deixar disputar o campeonato e igualdade é uma atitude inteligente…

    • et disse:

      Entendo como igualdade e leis que estão sendo utilizadas no momento presente, a honda não participou o ano passado, portanto não tem culpa se as regras agora são diferentes, para mim, o que vale para um AGORA, deve valer para outro, fora todas as informações reais de pista que as equipes colheram durante todo o ano com seus respectivos motores, a honda pode até ter algum conhecimento teórico que será passado pela Maclaren porém, na pratica ( e é isso que mais conta ) ele estão começando agora… minha opinião é de que é justo que eles desenvolvam seu motor em uma porcentagem pre-definida….

    • Leonardo disse:

      Jesus, o que o Alonso tem a ver com essa história? haha Deixa o cara quieto..

  3. Alvaro Wanderley disse:

    Esclareço: cada montadora que disputou a temporada de 2014 pode em tese, mudar e/ou desenvolver 48% dos seus motores, certo?

    Como a Honda não participou da temporada de 2014, ela poderia desenvover os 48% também, mas as demais chiaram, porque segundo elas os japoneses tiveram 2014 para desenvolver o motor livremente. Por outro lado, a Honda contraargumenta que pouco entrou na pista em 2014 em condição de corrida, o que é parte importante no desenvolvimento do motor, o que é verdade. Como resolver o impasse?

    Ficou decidido então que embora em tese todas as montadoras posam desenvolver 48% de seus motores ao longo de 2015, o desenvolvimento do Honda ficará condicionado aos 48% menos a média percentual de desenvolvimento das três rivais ao longo do ano.

    Exemplo: se Mercedes, Renault e Ferrari mudarem juntas 30% de seus motores, a Honda poderá mexer 48% de seu motor menos a média aritmética do que mudaram as três juntas (10%). Assim, temos:

    48-10=38

    Resultado: se as três montadoras mudarem em média 10% de seus motores, a Honda poderá mudar o seu motor em 38%.

  4. Alvaro Wanderley disse:

    Estou apenas repetindo pra ver se ajudo no entendimento, Zé. Afinal, quando alguém imaginaria que o regulamento iria virar aula de Matemática? 😉

  5. anônimo disse:

    O comentário do ‘et’ já disse tudo.

  6. Rodrigo disse:

    Acho esse congelamento de motores uma grande palhaçada. Com o propósito de limitar os custos, a FIA limitou o desenvolvimento aerodinâmico, os testes, horas no túnel de vento horas em CFD, congelaram os motores, dentre outras medidas. Não vou ficar debatendo as maneiras de frear esses custos, pois não cabe a nós, mas sim aos seus organizadores. Só posso dizer que a F1 é a categoria máxima do automobilismo e é esporte para gente grande. Se uma determinada equipe não tem recursos ou uma montadora por trás, que vá para a GP2 ou outra categoria. Se as montadoras desejam o descongelamento dos motores, bastava proibir que esses custos de desenvolvimento sejam repassados para as equipes. Ou seja, se a montadora deseja desenvolver o seu motor, o que é normal, pois isso é o seu comércio, todo esse custo adicional e o fornecimento dessa atualização deve ser suportada unicamente pela montadora, que deve manter o valor original do motor. Em outras palavras, bastava a FIA ter o controle dos valores dos motores, que devem ser fornecidos e acompanhados detalhadamente para a FIA.

  7. Igor disse:

    Pronto

    Os anti alonsoPATAS já começaram a ciscar igual a periquito na areia quente

    Depois chamam o Alonso de chorão

    O ano nem começou ainda e os psicopatas que odeiam o espanhol já estão de mimimimimi

    Falta de SEMANCOL

  8. Marcell disse:

    Que regulamento do hell, tá louco! É por isso que a F1 só perde (Prestigio, popularidade e tals…)

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