O que esperar da McLaren em 2015

Alo-ButtA McLaren encara em 2015 um de seus maiores desafios em décadas: encarar a troca do seu fornecedor de motores numa época de testes limitados. Sai a Mercedes, parceira pelos últimos 20 anos, volta a Honda, dos tempos de Ayrton Senna.

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O grande complicador para a equipe de Fernando Alonso e Jenson Button em sua relação com a Honda será entender um motor que não tem praticamente rodagem alguma (deram 5 voltas lentas nos testes de Abu Dhabi, mas quebravam logo) e sem o auxílio de nenhuma outra equipe para trocar experiências e ajudar no mapeamento e compreensão do comportamento do motor – Renault, Ferrari e Mercedes tinham pelo menos 3 equipes cada para coletar informações no ano passado – o que acarretará em maior demora na exata detecção e correção de problemas nipônicos.

Além disso, a equipe terá que se concentrar simultaneamente em outro front: o chassis! Depois dos fracos carros projetados em 2013 e 2014, eles terão que a missão de reaprender a fazer um bom chassis em 2015, missão confiada ao novo reforço trazido da Red Bull, o projetista Peter Prodromou, ex-braço direito de Adrian Newey.

Assim, salvo um improvável acerto certeiro da Honda em fazer um motor mais potente, econômico e resistente que os mais experientes rivais – algo que descartaria – vejo 2015 um ano difícil para a equipe, que terá a dura missão de se entender com o novo motor ao longo das etapas do ano, onde quebras e regime de potência limitado para tentar evitá-las deverão limitar bastante os resultados da equipe. Mas por se tratar de uma equipe grande, com fartos recursos e dois pilotos velozes e experientes, acredito que dentro dessa realidade ela deve evoluir ao longo do ano, isso partindo do pressuposto que Button e sobretudo Alonso manterão a serenidade nesse já esperado ano problemático.

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10 respostas para O que esperar da McLaren em 2015

  1. Ailton disse:

    Quem diria que a Williams ressurgiria das cinzas em 2014 após uma ano irreconhecível de 2013? quem diria quê, após um ano competitivo como o de 2013, a sauber fosse capengar em 2014? quem diria que a marussia fosse capaz de marcar seu primeiro ponto logo em mônaco? Se tudo isso aconteceu em 2014, por quê a mclaren não pode surpreender também. Não descarto ver esta equipe como uma das ponteiras no grid de 2015. Os japoneses não entram pra brincar. Quanto ao fracassado teste em que a mclaren não andou nenhuma volta completa e cronometrada, digo que isto foi apenas um blefe. Eles virão forte, porém não sei se tão forte quanto a mercedes e williams.

  2. Julio Peixoto disse:

    A MacLaren / Honda bemn que poderia “assumir” a marusia, colocar o motor Honda nela, e usar a mesma para coleta de dados e KM dos motores… Não sei se o custo valeria a pena…

    • Nem tinha pensado nisso. Bom, tem gente falando que já tem investidor. Quem sabe seja uma saída.

    • Rodrigo disse:

      Posso estar enganado, mas não acredito que a Honda e a Mclaren possam estar pensando em adquirir a Marussia. Se analisarmos financeiramente a situação, que é o que prepondera na F1, sairia muito mais caro para as 02 investirem na aquisição de uma equipe só para dar quilometragem para o novo motor. Se é isso, economicamente falando, sairia muito mais barato fornecer um motor de graça para qualquer uma das equipes pequenas do grid, que sempre sofrem de sérios problemas financeiros. A Lotus, por exemplo, trocou o motor Renault pelo Mercedes. Com certeza as tratativas desse negócio correram de boca em boca no paddock. Então, dito isso, caso a Honda achasse realmente necessário que uma outra equipe tivesse os seus motores para o acúmulo de quilometragem, certamente, teriam feito uma proposta irrecusável para a Lotus, antes da assinatura de qualquer contrato, pois os Mercedes são bem caros e a Lotus aceitaria de olhos fechados essa oferta. Se essa aquisição da Marussia realmente acontecer, é sinal que o alerta vermelho foi ligado pelas bandas de Woking e o motor da Honda, pelo menos de início, não é bom.

  3. A Pereira disse:

    Por mais que o MP4/30 seja competitivo e que o motor Honda seja confiável e potente, a equipe Mclaren terá o deficit de não ter feito uma temporada completa com o motor Honda. Todas as outras concorrentes viram e sentiram cada quilometro rodado com suas PU. Em 2015 poderão fazer um caminho diferente que lhes proporcione mais desempenho, algo que a Mclaren-Honda não conhece.

  4. Rodrigo disse:

    A Mclaren é uma das grandes equipes da F1. Há dinheiro, recursos e, agora, contrataram o Peter Prodomou que, em conjunto com o Adrian Newey, desenhou os carros da Red Bull, sabidamente os melhores em termos de aerodinâmica. Então, esse engenheiro está trazendo consigo bagagem e valiosos ensinamentos do Newey. Assim, em termos de aerodinâmica, o MP4/30 tem tudo para ser um bom carro, caso, lógico, o motor da Honda, assim como o sistema de arrefecimento próprio para o motor, não sejam demasiadamente grandes nesse início de parceria e não tenham atrapalhado no desenho e na concepção do carro. Motores compactos, assim como peça diminutas, influenciam positivamente no desenho aerodinâmico dos carros e, em razão da leveza das peças, também facilitam o trabalho dos engenheiros, que podem usar da melhor maneira possível os lastros de peso dos carros, equilibrando de forma correta o carro. Em relação ao que esperar da Honda, é indiscutível a sua grandeza como montadora. Então, em razão dessa grandeza, da experiência que os japoneses tem em relação aos motores turbo, pois já os fornecem para a Indy a algum tempo, eu desconfio, mesmo com a falha do motor V6 turbo nos testes da Abu Dhabi, que pode ocorrer uma grande e positiva surpresa por parte dos japoneses nessa temporada. Vale lembrar que os japoneses acumularam conhecimento dos atuais V6 turbo fornecidos para a F1, pois, certamente, mesmo que neguem, analisaram os dados, mesmo que limitados, do motor Mercedes que já equipava a Mclaren. Vamos esperar para ver.

  5. Anônimo disse:

    Acho que eles vão conseguir fazer um carro realmente bom ano que vem, digo aerodinamicamente, já que contrataram o ex braço direito do Adrian Newey um dos gênios da aerodinâmica, o problema realmente ficará no motor, então será um carro bom na parte aerodinâmica e ruim na parte do motor. Porém, como os japoneses trabalham duro, e a equipe tem dois pilotos experientes com mais de 200 gps os dois, eles irão se desenvolver muito rápido ao longo da temporada, mas ainda não será possível a briga pelo título, nem por uma vitória na minha opinião terão que se contentar com no máximo alguns pódiuns esse ano. Talvez até ganhem uma corrida, mas só em ocasiões especiais (chuva, alguns carros quebrarem, safety car, uma estratégia diferente de corrida, e etc), e por causa da habilidade de seus pilotos.

    • José Inácio disse:

      Os Japoneses trabalham duro, mas nem sempre acertam, veja a finada equipe Honda…

      • Rodrigo disse:

        Sim, com certeza, mas não podemos esquecer que o problema era a integração carro/motor. Na época, o motor da Honda era bom, porém o carro tinha sérios problemas aerodinâmicos. Ou seja, a Honda não conseguiu fazer com que os departamentos falassem a mesma língua. Faltou uma liderança técnica na equipe. A Toyota e a BMW tiveram os mesmos problemas. Mas trabalhando em conjunto com a Mclaren, acredito que a Honda tem todas as ferramentas para fazer um bom motor. Se não for esse ano, o que é provável, podem acreditar que eles virão com tudo em 2016.

  6. anônimo disse:

    Tu tem que saber que ninguém é perfeito.

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