Idéia de motor de 1000 cavalos avança. Ferrari quer V8

F1A ideia de Bernie Ecclestone de mudar os motores da Fórmula 1 atual para novos modelos com barulho mais alto e 1000 cavalos de potência está avançando após reunião das fabricantes de motores Ferrari, Renault, Mercedes e Honda, mas ainda não se chegou à unanimidade sobre qual é a melhor solução.

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Segundo informa a revista alemã Auto Motor und Sport, a Ferrari, por exemplo, que a volta dos motores V8 , agora na configuração 2,2L só que biturbo, com limitação de 17 mil rotações por minutor e sem twin turbo e sem MGU-H (aquele sistema que recupera energia térmica da saída do turbo), um KERS padronizado para todos, pensamento que a a turma da Red Bull/Renault também acha interessante.

A Mercedes por sua vez prefere evoluir com base nos atuais motores 1,6L V6 turbo, que se devidamente mexidos podem ganhar facilmente mais potência, ao passo que a Honda acha que antes de pensar num novo motor deveriam apurar mais os atuais, por exemplo, ampliando as possibilidades de desenvolvimento de motores elétricos.

Além disso um fator importante que tanto Bernie Ecclestone como a FIA parecem de acordo é limitar o custo desses motores para 10 milhões de Euros para cada equipe, menos da metade do que se estima que custam os atuais (essa ideia não agrada tanto os fabricantes, que querem recuperar o investimento em seus motores com suas vendas).

Dentre outras sugestões feitas para diminuir os custos da categoria foram uma maior limitação de equipamentos que as equipes poderiam deslocar a cada etapa, maior restrição do uso de túneis de vento, criação de peças padronizadas e também uma limitação de atualizações que os carros poderiam receber ao longo de uma temporada. Bernie, aliás, teria avisado que se elas não entrarem num acordo sobre essas mudanças, ele vai decidir por elas…

Enfim, esse debate é muito necessário e sei que estabilidade nas regras é algo importante para o planejamento de qualquer categoria, mas inicialmente penso que a resposta certa seria repensar a regras aerodinâmicas dos carros, que acabam gerando carros quase idênticos apenas diferenciados por seus bicos horríveis que afastam o público.

Quanto aos motores, por enquanto acredito na tese de manter os atuais mas permitindo uma liberdade criativa bem maior para que eles ganhem um som mais atraente e alcance essa maior potência pretendida (combinando o motor à gasolina com os elétricos) tendo como base uma tecnologia já existente – retornar ao modelo de motores V8 ou V10, grandes, beberrões e sem a vital contribuição dos motores elétricos, por mais nostálgico que eu seja, me parece ir na contra mão do mundo – e reduzindo sensivelmente os custos para seus clientes, que hoje estão falidos ou falindo.

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8 respostas para Idéia de motor de 1000 cavalos avança. Ferrari quer V8

  1. Sammer disse:

    Não vejo hoje outra solução que não seja voltar um pouco ao tempo para tornar a formula 1 mais competitiva, seria andar na contramão da evolução e do que a formula 1 representa, que é tecnologia e inovação, mas do jeito que anda daqui a pouco teremos apenas 10, 12 carros no grid, a maioria das equipes andam com dificuldades financeiras, pois não conseguem bancar seus orçamentos, Na minha opinião o que salvaria a formula 1 seria um regulamento onde recursos eletrônicos deveriam ser limitados, banimento de Kers, Ers e afins que geram grandes custos, colocaria um limite no desenvolvimento aerodinâmico, aumentaria a largura dos pneus por conta da limitação da aerodinâmica e sei lá.., voltaria com o reabastecimento que daria uma maior chance de táticas diferentes entre as equipes.

    posso estar falando besteira, mas acredito que isto poderia ajudar um pouco

  2. anônimo disse:

    O que está matando as equipes são esses novos motores, tem que voltar com com v8 ou v10 mesmo, vai diminuir os gastos e possibilitar a entrada de novas montadoras.

  3. anônimo disse:

    O que está matando as equipes são esses novos motores, tem que voltar com v8 ou v10 mesmo, vai diminuir os gastos e possibilitar a entrada de novas montadoras.

  4. Anônimo disse:

    Uma das coisas que concordo é com a volta do reabastecimento, poderia-se estabelecer, por exemplo 2 reabastecimentos por corridas, padronizados para todas as equipes e com a mesma quantidade de combustível total, o que cada equipe decidiria, é quando e quanto combustível utilizar em cada parada destas, atingindo o total estabelecido, isso tornaria mais dinâmica a corrida e aqueceria as estratégias. Sobre os motores, sou totalmente a favor da padronização de componentes, da abolição do fluxômetro e da maior liberdade de desenvolvimento, voltar aos V10 seria talvez demais, mas a um V8 mais desenvolvido e compacto seria bom. Não voltando ao V8, a ideia de motores com 1000 cavalos que vem crescendo me agrada muito, seria ideal. Acho também que deveria haver mais de um fornecedor de pneus, e tem que se pensar em distribuir mais democraticamente os lucros, e atrair mais investidores, montadoras, equipes, aproximar ela do público, dando mais acesso a ele, para assim tornar a Formula 1 o espetáculo que ela sempre foi.

  5. Anônimo disse:

    Deixem o carro mais nas mãos do piloto, sem auxílios eletrônicos, retirem kers, ers, asa móvel, deixem o carro mais simples e arisco, com mais potência, tirem os botões do volante, a regulagem tem que ser feita antes da corrida, se o carro não for bem acertado, que o piloto se vire.

    Sem instruções via rádio com auxílio de onde melhorar e dicas de ajuste, o piloto que arrisque e saiba o limite do erro. Estratégias mais variadas, tendo a chance de largar com os pneus e a quantidade de combustível que quiser, cada um explorando seu ponto forte, retornando o reabastecimento, e sem necessidade de usar mais de um tipo de pneu. Quer largar mais leve ? Quer fazer a corrida inteira com o tanque cheio ? Se virem.

    O principal, abram os testes para as equipes, a equipe ter dinheiro não é questão de vantagem, estão sufocando as intermediárias e as novatas, ficam uma temporada perdendo dinheiro com gastos gigantes só para levar o carro para ver se funciona.

  6. Anônimo disse:

    Totalmente de acordo com tudo dito!
    Duas coisas q sinto falta: competitividade e som dos motores.

  7. Marcos disse:

    Esta novas regras precisam ser aprovados para o bem da F1, é muito difícil enfrentar a tecnologia alemã e japonesa, mesmo com seus motores sendo feito na Inglaterra. Hoje não é só a potência bruta que manda e sim a capacidade de armazenar a energia (foi o ponto fraco da Renault e principalmente Ferrari). Eles estão acabando com o melhor piloto da F1 o Alonso e o melhor projetista da F1 o Newey. Estamos na era dos motores.

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