Durante as férias da Fórmula 1, as equipes técnicas de Ferrari, Mercedes, Renault e Honda trabalharam arduamente em seus propulsores para extrair mais potência de cada peça e sistema deles a fim de garantir maior competitividade para as equipes que os usam. Mas quanto cada um evoluiu?
A Honda, por ser estreante, ficou sem um critério comparativo para mensurarmos os ganhos, uma vez que não houve versão anterior para estabelecer um paralelo, então será tudo novo e experimental e sem números até agora conhecidos.
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No front da Renault, comenta-se que a versão 2015 de seu V6 Turbo em conjunto com o sistema elétrico gere cerca de 850 cavalos de potência, o que graças à conhecida potência máxima limitada dos motores elétricos pela FIA a 160 cavalos, nos permite chegar à conclusão que o seu motor à gasolina tem aproximadamente 690 cavalos, só que não sabemos qual foi o ganho em relação à versão anterior, cujos números não eram sabidos.
Sobre a Mercedes, tida como líder de potência do grid, não temos números redondos, mas no ano passado Christian Horner, chefe da rival da Red Bull disse no ano passado que eles tinham cerca de 75 cavalos de vantagem para os seus Renault (Cyril Abitebou, chefe da divisão técnica dos motores franceses falava em 60cv). Hoje não sabemos em quanto anda essa diferença, mas as informações da revista alemã Auto Motor und Sport são que a turma dos prateados ganharam mais 50 cavalos na versão desse ano (Niki Lauda ameniza e e prefere algo entre 15 e 20cv).
Já na Ferrari, segundo o colunista especializado e normalmente bem informado Pino Allievi, é que em 2014 o motor italiano tinha um deficit de 60 cavalos para o rival alemão e na sua versão 2015 ganhou notáveis 80 cavalos, 30 à mais do que os 50 ganhos pelos rivais prateados, o que em tese significaria que reduziram a defasagem de potência entre os dois propulsores para 30 cavalos, isso se esses números estiverem refletindo a realidade, algo que nunca saberemos ao certo.
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Assim, ainda que sem os números exatos e apenas com dados relativos das 4 fabricantes, creio podemos ficar um pouco mais esperançosos quanto a uma dominação menor dos motores alemães e uma consequente disputa mais intensa entre as demais equipes dos grid atrás dos carros prateados, especialmente se a Honda corrigir seus previsíveis problemas de estreante ao longo do ano e impulsionar os carros da McLaren para a disputa pelas primeiras posições.
José se essa informação estiver correta a diferença da Mercedes para a Ferrari vai diminuir ainda mais, pois o chefe de motores da Ferrari informou que eles vão testar em Barcelona uma nova versão de seu motor com mais potência, não sabemos se Mercedes e Renault vão levar mais atualizações para os próximos testes, consequentemente a tendência e Ferrari e Mercedes se equipararem em termos de motores.
Tomara!
Gostaria de saber se esse ganho dos alemães vão igualmente para tds as equipes com seus motores como a Willians por exemplo ou se a versão top com toda potencia extraída do propulsor vai so para equipe Mercedes e as demais ficam com uma versão um pouco menos avançada…sinceramente acredito mais nessa última parte do meu comentário
Denis, não pode porque cada marca só pode homologar 1 modelo de motor para a temporada
Exato. o motor é igual, agora se cada um vai montá-lo e aproveitá-lo igual, são outros 500…
Entendi
Entendi e obrigado realmente nao tinha pensado direito
Isso é relativo (Meias verdades…) Afinal o proprío Toto Wolf disse que a versão final e mais potente da unidade da Mercedes entrará em ação apenas em Melbourne. Creio que esse será mais um ano (talvez não tão acentuado) de dominio prateado!
Belo comentário. A Ferrari teria ganho 80 cavalos graças a um turbo maior e mais refrigeração, mas é muito difícil a Ferrari chegar ao nível da Mercedes, porque o motor tem vários erros de projeto, exemplo, a Ferrari está louca para colocar o seu compressor na frente separado do motor mas não consegue, porque certos itens são proibidos de mexer pelo regulamento e este é um deles. Já a Renault foi a que menos investiu e por isto o seu motor está mais defasado, outro defeito deste motor é o peso 18 kgs a mais que o Mercedes e 5 kgs a mais que o Ferrari.
A Renault investiu pouco em 2014, mas em 2015 pediu a fábrica um suporte de 40 milhões de euros para dar a Ilmor e melhorar o seu motor.
Em Jerez apesar de fortes indícios que os carros equipados com motor Mercedes foram proibidos de fazer voltas de classificação, a Mercedes pediu para testar a resistência. Todas as 3 equipes que usaram Mercedes (Mercedes, Lotus e Williams) atingiram a velocidade máxima em torno de 307 kms/h com diferença máxima de 0,8 kms entre elas….já as que usaram motor Renault 2015 a Toro Rosso atingiu 303 kms, mas usou com pneus macios e com pouco combustível, A Sauber com Ferrari também atingiu 303 kms na reta, com pneus macios. Já a Ferrari 301 kms. O engraçado é que a RBR atingiu apenas 294 kms na reta, por isto há forte suspeita que eles estavam usando motores de 2014. A Mclaren Honda ficou em último lugar com 277 kms na reta.