Berger de lado em Mônaco no último F1 V12

bergerEsse vídeo mostra o austríaco Gerhard Berger segurando de lado sua Ferrari F412T2 nas curvas de Mônaco em 1995, último ano a ter um carro de Fórmula 1 equipado com motores V12.

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A partir do ano seguinte a equipe italiana passaria a usar os V10 assim como já faziam suas rivais Renault, Mercedes, Ford, Peugeot, Mugen-Honda e Yamaha, além dos V8 da Cosworth (na época também da ford) e da artesanal Hart – isso mesmo, eram 9 diferentes fornecedores de motores no grid, com lindos e diferentes sons e desenvolvimento livre. Bons tempos…

O narrador e o comentarista da televisão não escondem o quão “absolutamente magnífico e glorioso” eles acham que a imagem e o controle do carro pelo piloto retratado nessa mesma curva é, veja:

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10 respostas para Berger de lado em Mônaco no último F1 V12

  1. Ricardo disse:

    A fórmula 1 está a cada dia mais sem graça nos dias atuais.

  2. Alessandro Silva disse:

    Ele não estava pilotando um Formula 1, estava pilotando um kart! Magnífico! Mas convenhamos, os carros proporcionavam isso. Se não me falha a memória, em 1995 eles não tinham nem controle de tração. E a ajuda eletrônica era rala.
    Bons tempos mesmo!!!

  3. Felipe Gislon disse:

    Magnífico, nada a mais.

  4. Pingback: Isso sim era som de Fórmula 1 | JOSEINACIO.COM

  5. Dr. Gonzo disse:

    Dá vontade de ficar vendo horas de velhas corridas no YT.

  6. Dr. Gonzo disse:

    Outra coisa tbm, como você citou, é o narrador empolgado com uma batia pilotagem como essa. Aí não tem como esquecer a chatice que que Galvão Bueno tem proporcionado. Vide a largada do último GP da Espanha. O couro comendo entre os vinte carros e o gavião arrumando desculpas pra largada do Felipe Massa durante uma volta… é pra desistir.

  7. Delano disse:

    Caro José Inácio,

    Naquela temporada as marcas dos motores eram muitos e atraentes de fato, mas se pesquisarmos bem foi justamente nessa época que começou há ocorrer diminuição no número de grid, nessa prova em Mônaco foi a última corrida da equipe Simtek com Verstappen e Chiatarella e ao final do ano foi a vez da Pacific fechar as portas. A temporada 1995 mostrou grandes mudanças aerodinâmicas, contudo os chefões Max Mosley e Bernie Ecclestone esqueceram de um importante detalhe que era aumentar as colocações na pontuação passando dos seis para os dez primeiros como é atualmente, assim as pequenas iriam pontuar como foi ao longo do ano e parte da grana ajudaria nos custos, penso que aí começou o estopim para enorme crise que vive a categoria hoje.

  8. Pingback: Classificação do GP de Mônaco | JOSEINACIO.COM

  9. Marcelo disse:

    Curioso, Schumacher foi campeão em 1994 com um motor V8, inferior ao carros da Williams que possuíam os modernos e fortíssimos V10( e o Senna choramingando que o carro era uma merda. Só que o novato Damon Hill com esse carro foi vice, venceu 6 corridas e foi ao pódio 11 vezes), nesse ano a Ferrari ainda apostava no ultrapassado motor V12. O que a Williams ganhava nas retas com os V10, Benetton compensava nas curvas, graças a aerodinâmica mais refinada no assoalho. Depois de dois anos apostando no “bico de tubarão”, a Benneton colhia os frutos em 94 e 95.

    Tecnicamente, em 1995 a Ferrari cometeu dois erros, insistiu no motor V12, e bico rente ao chão. Quando a Williams percebeu o pulo da Benetton em 94, era tarde demais, só restou a Adrian Newey copiar o “bico alto” para 95, várias equipes foram pelo mesmo caminho, o problema era copiar o que estava embaixo do assoalho. Apostar na aerodinâmica embaixo do carro dava retorno em três áreas, o bólido ganhava velociodade nas retas, grudava nas curvas, ao mesmo tempo economizava pneus. Bom lembrar, o reabastecimento voltou em 1994, as estratégias de boxes dependiam muito da condução do piloto e desgaste dos pneus. A Benneton não possuía nenhum “medalhão” na equipe, mas era um time extremamente eficiente. Isso foi comprovado várias vezes em 92/93, muitas vezes graças ao talento de Schumacher ao volante, o alemão sempre foi a peça central na equipe! E vamos ser coerentes, ninguém faz 1º e 2º em dez corridas trapaceando, se 94 foi um ano de acusações, em 95 foi a consagração de um trabalho bem feito. O carro da Benneton(V10) era superior no “conjunto”…nesse ano os críticos se calaram.

    Com motor e chassi ultrapassados, pilotos desmotivados, e time em crise, a Ferrari continuava ser uma piada na Formula Um. Quando Schumacher, Brawn e Byrne chegaram, tudo se transformou. Jean Todt com sua organização impecável completava o time, a Ferrari enfim tinha um TIME pra brigar por títulos. Esperto, o francês fechou um pacto com Schumacher de jamais criticar carro ou equipe em público, estava decretada o fim de anos de instabilidade em Maranello. Observe que o carro da Ferrari em 96(v10) era a cópia mais refinada do Bennetton campeão(famoso bico de tubarão), mas nem assim os resultados foram imediatos, mas animadores(o carro Ferrari sempre foi difícil de desenvolver, Alonso que o diga). Em 96 Schumacher conseguia três vitórias históricas na Espanha, Bélgica e Itália. O problema nessa época foi que Newey projetou carros fantásticos na Williams e Mclaren(pra bom entendedor, pra ser campeão novamente, Schumacher tinha que bater novamente os carros de Newey). Só que na Ferrari o alemão fez história, pela segunda vez Schummy ajudava a “transformar” uma equipe começando por baixo até os títulos.

    Depois de três anos, a Ferrari conseguia um carro a altura das fantásticas Mclarens(V10), o problema em 99 é que faltou piloto…Schumacher quebraria uma perna…Irvine não deu conta do recado. O resto é história, todo mundo sabe o que aconteceu a partir de 2000.

    O som do motor V12 era lindo, mas não tinha como desbancar os fantásticos V10. Outro detalhe, o ‘bico rente ao chão’ nunca mais voltou a Formula Um. Com o sucesso do “bico de tubarão”, Rory Byrne e Ross Brawn mudaram o rumo dos carros na Formula Um…

    Querem corridas mais equilibrada? Diminuam em 65% a eletrônica, aerodinâmica e informática na Formula Um. Eliminem o caríssimo túnel de vento, eliminem a comunicação boxes-piloto, mais as regras ridículas de punições a equipes e pilotos. Querem uma F-1 mais barata? Eliminem em 2/3 o número de engenheiros nas áreas de motores, câmbio, chassis e pneus.

    Sem solução, a Formula Um se tornou grande demais( e ninguém quer perder seu emprego), não tem como voltar ao passado. No anos 90 um time de ponta tinha cerca de 200 pessoas, hoje passa de 500…as fábricas também não querem nivelar por baixo, isso abriria chance para Williams se reerguer. Para as fábricas, quanto menos rivais na frente, melhor…

  10. Pingback: 15 anos depois Montoya volta a vencer as 500 Milhas de Indianápolis | JOSEINACIO.COM

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