Análise “equipe-por-equipe” do GP de Mônaco

Raramente os GP´s de Mônaco trazem grandes emoções para o público, isso devido ao seu circuito travado e estreito que em nada facilita ultrapassagens, e nessa corrida não foi diferente, exceto talvez por uma certa batida e uma grande burrada. Vamos agora à nossa tradicional análise equipe-por-equipe do GP e após elas estão as tabelas atualizadas de pontos:

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MERCEDES: Lewis Hamilton teve a corrida toda nas mãos, sobrou sobre Rosberg, mas um erro absurdo de sua equipe o jogou para o terceiro lugar e com isso a diferença de pontos para Rosberg, que deveria aumentar, diminuiu. Esse erro da Mercedes é tão absurdo que fica na linha entre a pura incompetência e a burrice em sua plenitude, mas honestamente não vejo má fé da equipe para prejudicar deliberadamente Hamilton. Melhor pra Rosberg, que teve uma vitória caindo em seu colo e logo em Mônaco, e Vettel, que subiu um degrau a mais no pódio.

f1FERRARI: Se na classificação Vettel não podia fazer mais, na corrida ficou bem próximo à Rosberg o tempo todo e assim capitalizou bem mais um erro dos prateados – única condição para conseguir algo melhor que um 3º lugar, aparentemente. Kimi passou Ricciardo na estratégia de box mas depois vacilou e perdeu a posição numa dividida de curva forte mas honesta com o australiano e assim se enfraquece um pouco mais num momento em que as conversas sobre renovação de contrato começariam a esquentar.

RED BULL: Com Kvyat e Ricciardo a Red Bull eliminou de uma vez só 22 pontos que os separam da Williams, mostrando como conseguiram aproveitar bem as peculiaridades monegascas e ainda teve o lance de fair play entre Ricciardo e Kvyat, com o russo abrindo caminho para o australiano brigar com Hamilton nas voltas finais, mas recebendo o lugar de volta na última curva quando Daniel viu que não conseguiria bater o inglês.

FORCE ÍNDIA: Sergio Perez foi o piloto que melhor soube aproveitar as características únicas do principado para marcar importantes pontos para sua equipe com um carro que normalmente não possibilita esse tipo de coisa. Hulkenberg provavelmente faria o mesmo, se não tivesse sido alvejado pelo carro de Alonso na primeira volta fazendo-o passar reto e quebrar sua asa. Ainda assim chegou em 11º à frente de vários carros normalmente mais fortes.

McLAREN: Finalmente a equipe dos títulos de Senna, Hakkinen, Prost, Lauda, Fittipaldo, Hunt e Hamilton pontuaram esse ano! Méritos de Jenson Button que aproveitou um circuito onde a potência do motor fala menos. Foi importante quebrar esse tabu que estava durando muito. Alonso dava mostras de também poder marcar pontos, mas (mais) uma pane em seu carro o tirou da corrida. Talvez na travada Hungria tenham outra boa chance de pontuar.

f6SAUBER: Com o equipamento limitado que dispõe, um final com pontos foi um belo bônus para o brasiliense, que por não cometer erros, aproveitar as desistências e problemas alheios e manter um bom ritmo para não perder posições nas paradas de trocas de pneus já é responsável por 16 dos 21 pontos da Sauber. Ericsson largou mais atrás e também não cometeu erros, mas ficou fora da zona de pontos.

TORO ROSSO: O melhor lance da corrida, em termos de emoção pelo menos, foi a batida de Verstappen em Grosjean e depois na barreira de proteção na St. Devote. Erro de principiante, mas que antes foi muito esperto em aproveitar-se da presença de Rosberg à sua frente dando volta em seus rivais para passá-los também (Sainz e Hulkenberg foram suas vítimas). Sainz não foi tão espetacular, mas chegou ao fim da corrida e marcou seu ponto e depois de largar lá dos boxes…

LOTUS: Maldonado é outro que dava mostras de poder terminar nos pontos, mas um problema de freios o tirou da corrida. Desde que entrou na Lotus em 2014 ele está zicado, pois que quando não bate, quebra ou o carro é lento… Grosejan sobreviveu ao impacto de Verstappen apenas rodando e perdendo valioso tempo (que suspensão forte heim!) mas assim não chegou aos pontos.

WILLIAMS: Um corrida para esquecer. Seus carros nunca estiveram competitivos e Massa ainda foi esmagado na primeira curva, o que o derrubou na corrida. Bottas não bateu, mas também foi figurante e com isso nada de pontos. Eles prometem novidades no GP do Canadá tanto no carro como no motor, vamos ver se assim voltam a abrir diferença para a sempre perigosa Red Bull.

MANOR: Mais do mesmo, coitados. Os únicos a chegar 2 voltas atrás, mesmo tendo descontando uma com a entrada do Safety-car.

TAB1 TAB2

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3 respostas para Análise “equipe-por-equipe” do GP de Mônaco

  1. Bruno Molina disse:

    Esse Toto Wolf da Mercedez é um “cone” com dinheiro!

    Queria eu ser um cone com dinheiro…rsrs…mas falando sério agora…o cara caiu de paraquedas e bolso cheio na F1…ou alguém acha que o Ross Brawn cometeria um erro desses? Nunca!

    Quem puder, acesse o blog fanaticosporf1.wordpress.com e curta a página Fanaticos por F1 no facebook.
    Gracías! :o)

  2. Bruno Caus disse:

    Tem razão cara !! Ross Brawn nunca cometeria um erro desses

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