Análise “equipe-por-equipe” do GP da Inglaterra

Mais um GP terminado e mais uma vez a superioridade da Mercedes se fez sentir, com Lewis Hamilton vencendo e Nico Rosberg o secundando, mas pelo menos até a volta 21 as coisas não pareciam tão claras assim. Vamos agora à nossa tradicional “Análise equipe-por-equipe” da corrida:

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MERCEDES: Claramente os melhores carros do grid, dessa vez os prateados vacilaram na largada e viram Felipe Massa roubar-lhe a liderança. Na relargada 3 voltas depois novo vacilo de Hamilton e a outra Williams o passou. No fim das contas uma melhor estratégia de box – onde são melhores na estratégia e no trabalho em si, devolveu a tranquila liderança para Hamilton. Rosberg não teve tanta sorte e precisou esperar a chuva chegar para – com facilidade – passar Bottas e Massa. Depois disso sumiram na frente.

FERRARI: Se a largada foi ruim para Kimi e sobretudo Vettel, as mudanças climáticas possibilitaram uma parcial reação dos italianos, com Vettel saindo do 9º lugar para o 3º, passando na pista o finlandês que vacilou ao colocar os pneus de chuva antes da hora e terminou em 8º, numa decisão errada que a equipe deixou clara ser dele, aprofundando sua má fase de resultados na equipe num momento ruim onde a renovação deveria ser a pauta.

WILLIAMS: Foi muito bom ver a equipe de Frank Williams voltar a liderar com dobradinha um GP, ainda mais quando as temidas Mercedes não conseguiam lhes passar, mas foi só chegar a hora das paradas de box, tanto a primeira com pista seca e sobretudo a segunda com pista molhada para a limitação do time de estrategistas da equipe aflorar e perderam a liderança e até o pódio – ok a responsabilidade de entrar na hora que a chuva começou também é dos pilotos, mas a equipe vendo os rivais entrarem poderia bater o martelo. Que os carros brancos sofrem mais na pista molhada já sabíamos, mas esse conservadorismo na hora de trocar pneus entrega que a equipe ainda pensa pequeno em alguns momentos. Eles tem que decidir se querem continuar sendo vistos como uma equipe que se satisfaz com pódios eventuais ou se querem realmente brigar por vitórias quando tem a (raríssima) chance. Por fim, seu trabalho de troca de pneus é cerca de 1 segundo mais lenta que a dos melhores adversários, o que facilita ainda mais a vida deles. Se a vitória era realmente improvável, o pódio seria possível, mesmo com a chuva, mas erraram.

RED BULL: No fim da corrida Kvyat ainda chegou em Bottas, aproveitando-se do sofrimento do finlandês com a pista molhada, mas tirando isso não incomodariam muita gente naquele grid. Ricciardo abandonou de novo por problemas técnicos do carro e os pontos foram magros nessa corrida.

FORCE ÍNDIA: Parece que a versão “B” do carro indiano trouxe alguma energia para a equipe, que pontuou com seus dois pilotos, mas não vamos esquecer que parte de seus rivais diretos não terminaram a corrida, como as duas Lotus e as duas Toro Rosso, então essa melhora carece de melhor comparação direta. De toda forma Hulke foi bem, chegando até a ser 5º colocado, mas caiu na estratégia de paradas (mais uma prova que falta visão às equipes médias?). Perez foi beneficiado pelos abandonos e assim a equipe abriu 10 pontos para a concorrente direto, Lotus.

McLAREN: E Alonso pontuou! Precisou chegar à 9ª etapa do ano para isso além de contar com o abandono maciço de carros mais rápidos e um vacilo estratégico (olhaí esse gargalo de novo) da Sauber de Ericsson, mas pontuou! A verdade continua sendo que a equipe inglesa faz uma temporada vergonhosamente infame em grande parte graças aos fracos motores Honda e não vejo isso mudar tão cedo. Button foi acertado por Grosjean na primeira curva e saiu.

SAUBER: Com Felipe Nasr fora de combate por um vazamento de óleo antes mesmo de alinha no grid, uma pena, só sobrou Ericsson na pista, mas ele não chegou aos pontos pois suas paradas de troca de pneus quase sempre vieram na hora errada, senão teria carro para ficar à frente de Alonso.

MANOR: Seus carros terminaram a corrida, pena que 2 voltas atrás de Ericsson e 3 atrás de Hamilton…

TORO ROSSO: Verstappen, ainda crú, saiu da corrida na relargada ao rodar sozinho, provavelmente por superestimar a temperatura e aderência dos pneus. Sainz estava no top 10 mas seu carro simplesmente desligou sozinho e adeus corrida. Com isso permanecem 2 pontos atrás da Sauber na tabela, mesmo sendo claramente superiores.

LOTUS: Uma primeira volta aguerrida de seus pilotos foi a causa para o duplo abandono, já que numa disputa com Ricciardo eles (na verdade Grosjean) causaram a batida mutua nas primeiras curvas e assim desperdiçaram uma boa chance de marcar pontos. Assim, mesmo sem sua culpa direta, esse foi o 6º abandono de Maldonado em 9 etapas…

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3 respostas para Análise “equipe-por-equipe” do GP da Inglaterra

  1. Anchor disse:

    As falhas nas estratégias da Williams não são de agora mas com Rob Smedley parece que fica mais gritante a falta de eficiência. Na Ferrari a única estratégia ele que fazia funcionar era quando Felipe na melhor fase era pole e liderava de ponta a ponta, ou seja assim qualquer um. Não entendo a fama dele.

  2. Socialista de iPhone disse:

    Já é a terceira corrida consecutiva que a williams pontua mais que a ferrari. Prevejo disputa em breve pela segunda posição nos construtores. Parece que a onda vermelha passou, primeiro pelo fraquíssimo desempenho do kimi raikkonnen, segundo pelo próprio DNA da equipe.

  3. Victor Kubica disse:

    Manor f1 tean !!! uhuuuuuu kkkk

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