A falta de motores na Fórmula 1

motorAtualmente temos 4 fornecedores de motores na Fórmula 1: Mercedes, tida como a dona do melhor projeto, a Ferrari, mas antiga e que teria evoluído muito em relação ao fraco motor de 2014, se aproximando da rival alemã, a Renault, que derrapou feio no projeto desse ano depois de já deixar a bola cair no ano anterior e a Honda que enfrentou um primeiro semestre catastrófico de quebras e falta de desempenho.

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São 4 marcas mundialmente famosas, mas estão longe de formar um cenário vistoso no grid como já visto em outros tempos. E que cenário ideal seria esse?

hartf2O ideal para quem assiste as corridas seria a volta de vários fornecedores diferentes de motores e um desenvolvimento mais livre deles, como ocorria nos anos 70, 80 e início dos 90 onde tínhamos marcas como Ferrari, BMW, Alfa Romeo, Honda, Mugen-Honda, Hart (foto ao lado), Ford, Yamaha, Renault, Judd, Porsche, Lamborghini, Cosworth, Peugeot etc fornecendo diferentes soluções a diferentes preços para várias equipes.

Só que os altos custos de desenvolvimento dos propulsores híbridos atuais – que ao meu ver vieram para ficar, pois outras categorias e o mundo real os estão implementando com sucesso – bem como a vergonha que a Honda tem pagado ao entrar nessa disputa tardiamente sem poder melhorar o seu projeto graças às enormes restrições técnicas e de testes do regulamento, assustam eventuais interessados.

As equipes de Fórmula 1, a GPDA, a FOM e a FIA deveriam sentar e pensar em mudanças técnicas que incentive não só a entrada de novas marcas, mas também o desenvolvimento dos motores ao longo da temporada (e o recente anuncio da FIA de diminuir ainda mais os já exíguos dias de testes durante o ano em nada ajudam), aproveitando as esperadas mudanças técnicas de 2017 para criar um cenário atrativo para fabricantes e público, desde que dentro de certos limites financeiros para não criar uma escalada desenfreada entre fabricantes que onere suas equipes-cliente e assuste quem pensa em projetar os seus motores. O que você pensa disso?

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7 respostas para A falta de motores na Fórmula 1

  1. Denis Lima disse:

    Acho que esta história de restringir o desenvolvimento dos motores bem como o teto máximo para gastos doa mesmo na formula 1 uma tremenda babaquisse pois no meu modo de ver eles fazem isso tentando fazer com que as equipes mais bem estruturadas façam um motor muito melhor do que as tidas como equipes pequenas porém eles acabam proporcionando isso com a divisão do dinheiro que eles fazem como já vimos em mais uma de suas excelentes matérias por essas e outras na minha opinião cada um devia poder gastar o qto quisesse e desenvolver o seu motor da forma que quisessem…

  2. Lauro Sergio disse:

    Acho que devem pensar a Formula 1 mais como esporte / propaganda e deixar o laboratório para a WEC. incentivando plataformas mais baratas, dando maior liberdade para as arquiteturas e incentivando desenvolvedores como Cosworth e Hart. Sinceramente acho que a Formula 1 tem que passar por um projeto para atrair a atenção de todos os envolvidos com esporte a motor, e não repelir eles com “seleção de novas equipes”, obrigacao de disputar o campeonato todo e por ai vai… Alem do que, creio que, se o caminho provavel é de que tenhamos a formula 1 em um canal “fechado”, poderiamos ter provas mais longas (não todas, mas algumas no calendário) e provas em circuitos como Le Mans e Indianápolis (no oval mesmo). Ja pensou um piloto ganhar em Mônaco, Le Mans e Indianápolis???? (embora no meu ver Monza e Spa sejam mais pista que Mônaco). Acho que olhar ao passado para vislumbrar o futuro é o caminho que deveria ser todado.

  3. Anônimo disse:

    Sinto muitas saudades das décadas de 80 e 90, pois nessa época a F-1 era mais competitiva, mais gostosa de se acompanhar. Na atual fase, com tantas restrições, com tanta tecnologia (não que eu seja contra esses recursos), só que a categoria tem se tornado monótona, sonsa. Como no texto acima, gostaria de ver novamente as grandes marcas de motores de volta, mas não só isso, gostaria também de rever marcas diversas de pneus (como já houve a Michelin, a Goodyear…). Uma pena que por conta desses altos gastos, esses grandes nomes de motores, pneus, chassi têm se distanciado da categoria. Sinceramente, falta marketing e bom senso na F-1 que, a cada dia fica mais chata e mais sem graça, pois além de tudo isso, vários circuitos históricos e clássicos das épocas áureas da F-1 têm ficado de fora já há muito tempo.

  4. Breno BH disse:

    Tenho uma visão radical do processo. Acredito que deveriam permitir que os clientes escolherem o tipo de motor e todas as parafernálias que quisessem. Por exemplo, permitir um carro com motor V8 aspirado econômico, tanto no preço quanto no combustível, competindo com um motor V12 beberrão e caro. Acredito que teria mais carros diferentes, com vantagens e desvantagens em certas pistas, batalha nas estratégias. Tipos de pneus também sem padronização. Aquelas que duram mais, porém menos aderente, portanto,mais lento, e aquelas mais velozes, mas com mais aderência e mais desgaste. Ou seja, libera quase tudo que fica legal.

  5. Fernando Fávero disse:

    Eu penso quase igual ao amigo Lauro Sergio. O desenvolvimento de novas tecnologias fica a cargo da WEC. Formula 1 deveria ser esporte puro. Acho que um bom começo seria banir túneis de vento e computadores para estudos aerodinâmicos e liberar os testes. Assim valorizaremos grandes projetistas com sensibilidade do que funciona e o que não funciona e idéias inovadoras. Assim seria também com os motores. Acho que pouca coisa teria que ser controlada. O que atrai o publico? Novos motores e carro diferentes! Pneus, apenas 1 marca, mas escolha livre de compostos. Combustível, apenas etanol que é renovável. Dimensões e peso igual para todos, desenho livre. Era quase isso nos anos 80 e 90. Não existiam computadores e túneis de vento eram raros.

  6. Gabriel Farias disse:

    Minha opinião é simples. Do mesmo jeito que os times podem fazer alterações aerodinâmicas, deveriam poder fazer alterações mecânicas. Compra as atualizações do motor, quem quiser e puder. Acho também que devera haver uma quantidade de combustível. disponível para a corrida maior. Penso em uma quantidade suficiente para que os pilotos pudessem pisar fundo a corrida inteira e sem precisar economizar. Ter que economizar combustível num esporte de automobilismo é de f*der. Francamente…

  7. Manuel Pinto de Oliveira disse:

    De fato, como seria bom se tivéssemos mais marcas de usinas de força como Ford, BMW, Peugeot, Toyota etc.

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