O desafio da Williams

williNo GP da Bélgica vimos a Williams sofrendo numa pista que segundo a expectativa geral, deveria cair como uma luva para o estilo de carro que é o FW37, que deveria sumir nas longas retas e curvas de alta de Spa-Fracorchamps.

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Valtteri Bottas e Felipe Massa não conseguiram ultrapassar ou foram ultrapassados por carros que em tese não são tão bons como os seus, como Force Índia, Lotus, Red Bull e até Toro Rosso. Como já aventei, isso pode ser explicado parcialmente pela escolha da equipe em usar uma configuração aerodinâmica mais conservadora, que “segurava” mais o carro nos trechos de maior velocidade em troca de maior downforce para ajudar no contorno das curvas, eterno ponto fraco do carros da equipe desde o ano passado.

Além disso, os já habitualmente não tão bons pit-stops da equipe alcançaram um novo patamar de deficiência ao conseguirem instalar pneus de compostos diferentes num mesmo carro, gerando não apenas um desempenho desequilibrado mas também uma punição de drive-trough para o “sortudo” Bottas.

pneusO que deve ser depreendido dessa decepcionante corrida? Na verdade ela não forma um quadro definitivo, mas algumas respostas são relativamente óbvias, ainda que para materializá-las nem tanto: a primeira é que a Williams precisa treinar mais os pit-stops para evitar erros crassos como o de domingo passado e ainda reverter o recorrente deficit de tempo que costuma marcar sua troca completa quando comparado às rivais Mercedes, Red Bull e Ferrari.

A segunda é que seu time técnico tem que sentar diante da prancheta e repensar os conceitos de seus projetos para sanar essas deficiências crônicas em saídas de curva que cobram a fatura desde o ano passado especialmente em circuitos mais travados (se chover então, o carro vira uma abóbora e a concorrência os vai passando com facilidade). A Williams não diminuiu sua distância para a Mercedes mas a concorrência sim – taí a Ferrari para comprovar.

Em 2014 a superioridade dos motores Mercedes, o tropeço das rivais e uma bem vinda reação na segunda temporada os garantiu como segunda força, ainda que a Red Bull é quem tenha capitalizado os vacilos da dos prateados com suas 3 vitórias, terminando à frente dos carros brancos na tabela. Só que nessa temporada a superioridade do motor não é mais suficiente para garantir à equipe alguma paz e tranquilidade, até porque Force Índia e Lotus, que também usam os motores alemães como, estão mais fortes, exigindo ainda mais claramente que a turma de Grove refine o seu chassis se quiser terminar em terceiro na tabela (a Red Bull mostra que pode reagir) e mais do que isso, se quiserem deixar claro para todos – inclusive potenciais patrocinadores e novos parceiros técnicos – que eles tem condições reais de voltar a ser uma posta real como time grande que um dia foram e ensaiam voltar a ser.

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9 respostas para O desafio da Williams

  1. Francisco José Meyen disse:

    Infelizmente Sir Frank Williams está ultrapassado, não tem um “herdeiro” à altura do que ele foi no passado. Sua filha, Claire, é uma aposta furada, sem conhecimento de administração de um time de F1. Os novos ou mais recentes contratados não devem ter voz ativa dentro da equipe para mudar certas coisas. Infelizmente, acho que veremos a Williams lutar por posições inferiores já em 2016.

    • Leandro Castro disse:

      Acho que vc esta enganado amigo. A Williams estava quase no fundo do poço e hoje briga para ser a 3ª força do grid. O que faltava era grana. A Claire foi atrás de um corpo técnico muito bom para a equipe, e embora ainda há falhas crônicas nos pit stops e no projeto do carro, eles estão tentando brigar de igual para igual com equipes que tem muito mais recursos técnicos e financeiros, como a Red Bull e Ferrari. Frank Williams não dá mais pitacos na direção da equipe. Quase a rainha da Inglaterra.
      O problema da Williams, ao meu ver, é a falta de audácia, de arriscar mais nos seus projetos e táticas. Preferem não perder muito do que arriscar.
      Pensaram que iria chover em Spa e mantiveram uma aerodinâmica conservadora, não aproveitando as grandes retas e curvas de alta do circuito.

  2. Ailton disse:

    Pessoal… a incompetência deste time de fórmula 1 é grotesca. Até a Mercedes, que levou o campeonato de 2014 com extrema vantagem, remodelou o projeto do carro para 2015. Vemos uma mercedes diferente da que vimos no ano passado em vários aspectos. Já não podemos dizer o mesmo da Williams, onde alterou apenas o bico do carro, deixando-o mais curto, e as entradas de ar que ficaram minimamente menores que as do carro de 2014. E somente isso. A Williams foi tão conservadora, que não quis arriscar no projeto de 2014 e continuou com o mesmo para 2015. A falta de downforce permanece e o carro só não é mais lento por causa do motor Mercedes que é o melhor na atualidade. Ahhhh, mas a Williams ressurgiu das cinzas em 2014… Verdade. Mas isso só ocorreu por causa da mudança de regulamento. O motor é a parte principal de um f1 hoje, e a Redbull é a prova disso. Carro muito bom, porém com motor que não empurra. Já a Wiiliams tem um canhão como motor, mas o chassis… é uma verdadeira B…

    • Leandro Castro disse:

      O regulamento mudou para todos. Então a Williams, que saiu do fundo do grid para as cabeças foi a que mais evoluiu, certo? Não houve incompetência, muito pelo contrário. Houve um salto de qualidade.
      No resto eu concordo com vc de certa forma. Acho que faltou algo mais no desenvolvimento do carro. eles não resolveram o problema da falta de downforce e tiraram um bocado do ponto forte do carro, que era a velocidade.

  3. Anônimo disse:

    Falta ousadia à Williams, tanto no projeto, quanto na estratégia de pista (quando fazer os pitstops, quais pneus usar e quanto, etc)…
    Com relação ao erro absurdo no pitstop, não tem nem o que comentar de tão infantil e absurdo que foi… só digo que, pelo menos uma vez na vida em 1 ano e meio, não foi com o Massa…

  4. Bruno Lopes de Paula disse:

    Eu acho que está faltando um estrategista!!!Um cara que consiga pensar na hora certa do pit-stop,devolver o carro na pista sem pegar tráfego,capitalizar erros de outras equipes…Esse cara na minha opinião é o Ross Brawn !!!Tá livre no mercado, o cara respira F1!!!A Williams precisa de um cara que manda e entenda do negócio!!!! Esses erros grotescos eu aposto que não iria acontecer!!!

  5. Felipe disse:

    Com o orçamento que a Williams tem eles fazem Milagre (tirando é claro os erros de pitstop que são grotescos) mas para eles não da para fazer muita coisa com um orçamento de quase metade do que Ferrari / Mercedes o trunfo que eles tinham era ter o melhor motor do grid, para o próximo ano, infelizmente vai ser difícil se manter entre os top 3, a não ser que invistam pesado em contratação de funcionários e também em jornadas de trabalho dentro da fábrica, mas tudo isso custa dinheiro e muito.. com um orçamento apertado não se faz milagre!!!

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