A encruzilhada da Williams

Formula One World Championship 2015, Round 3, Chinese Grand PrixCom a Ferrari ou mesmo Mercedes potencialmente fornecendo motores para a Red Bull e a Renault assumindo a Lotus, a Williams precisará fazer muito mais para manter-se entre as primeiras do grid da Fórmula 1.

Como assim? Ora, hoje a Williams é a terceira força na categoria, mas se essas mudanças acima ocorrerem ela pode cair até para a quinta posição, já que sem um megainvestidor  ou montadora bilionários para reforçar seu restrito orçamento em relação ao das rivais (Red Bull, Mercedes, Ferrari e até McLaren gastam mais do que o dobro que a Williams para desenvolver seus carros numa temporada) manter-se na briga com eles é praticamente inviável.

Já considerando que o carro da equipe para esse ano não é tão bom como o de alguns desses rivais, como Mercedes, Red Bull e Ferrari e que o forte motor Mercedes, o grande trunfo deles em 2014 já não garante uma situação tão tranquila nas pistas, o abismo financeiro que os separa das grande se faz cada vez mais presente, como Pat Symonds, seu diretor técnico declarou em Monza:

A Ferrari, por exemplo, já está deixando a Williams para trás e é fácil explicar porque, conforme disse ao jornalista Livio Oricchio. Que salto de performance, não? É fácil explicar. A Ferrari tem um orçamento muito, mas muito maior que o nosso. Eles fizeram um enorme investimento para produzir um chassi melhor e, principalmente, uma nova unidade motriz, a maior dificuldade deles em 2014″, no que Felipe Massa concorda que o ritmo de evolução dos italianos é maior: “A cada corrida vai ficando mais difícil para nós, eles continuam com um carro mais rápido que o nosso.”

Assim, para 2016 fica-se com essas possibilidades:

  • Red Bull: O chassis da equipe é tido como um dos melhores, senão o melhor do grid. Em 2016 caso rompam mesmo com a Renault e passem a usar os motores da Mercedes ou mais provavelmente Ferrari (o mais indicado segundo a última onde de rumores), o grande calcanhar de aquiles atual deles – motor fraco – deixa de existir, mesmo que utilizem versões “B” desses fabricantes, o que deve garantir a volta da equipe dos energético às disputas pelas primeiras posições, dificultando a vida da Williams que já não é tão fácil hoje.
  • Lotus: Em a Renault comprando o time eles ganhariam grande poder financeiro para desenvolver seu carro, o que poderia ser outra séria ameaça para a Williams, isso se (e esse é um grande “SE”) os franceses resolverem para o ano que vem os problemas crônicos de potência e confiabilidade que os atormentam desde 2014.

Isso sem considerar a possível (e necessária) melhora da Honda, que poderá devolver a McLaren a uma posição de destaque nessa disputa. Assim, fica claro que se a Williams realmente quer voltar a ser um major player na categoria, disputando vitórias e títulos como nos anos 80 e 90, precisa necessariamente achar uma solução para aumentar seu poder financeiro no longo prazo, de preferência se associando a uma fornecedora de motores que entre na categoria, pois com um orçamento tão menor o das rivais ficará cada vez mais difícil conseguir se destacar nos campeonatos e por tabela, garantir novos e melhores contratos com patrocinadores.

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4 respostas para A encruzilhada da Williams

  1. Leonardo disse:

    Gostei do texto, é exatamente o que eu acho, infelizmente a Williams da atualidade é uma equipe sem perspectiva de evolução, claro, eles estão ali por terem feito um carro ótimo, junto com a força do motor Mercedes mas atualmente é como se eles estivesse parados em desenvolvimento comparado às gigantes (Ferrari, Red Bull, McLaren) e assim que essas equipes melhorarem creio que infelizmente aos poucos a Williams vai indo cada vez mais para o fundo do grid, eles precisam de uma reação, ou seja, uma parceira gigante já!

  2. Israel Ribeiro disse:

    Pelo que andei lendo hoje, Mercedes já colocou um ponto final na história e garantiu que não fornecerá motores para a Red Bull. Só resta aos Rubro Taurinos, caso queiram um motor razoavelmente competitivo no ano que vem, continuar com a Renault ou partir pra uma quebra de contrato com os franceses para usar os propulsores Ferrari. Pessoalmente, eu acredito que em 2016 o Renault estará bem melhor do que a “versão B” da Ferrari…

  3. Marcell disse:

    A Williams está negociando uma parceria com a Aston Martin pra 2016…(Companhia de carros de luxo ingleses a qual a Mercedes tem participação em suas ações) Não eh a melhor coisa do mundo, mas com certeza seria uma melhora no orçamento do time de Groove.

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