Análise “equipe-por-equipe” do GP dos EUA

Começando com pista molhada e terminando com pista seca, o GP dos Estados Unidos foi um dos mais divertidos dos últimos anos, cheios de ultrapassagens, erros, batidas e abandonos, culminando com Lewis Hamilton sagrando-se tricampeão mundial! Vamos agora à nossa tradicional análise “equipe-por-equipe” da corrida:

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MERCEDES: Com a pista úmida no primeiro terço da corrida, os carros prateados tiveram dificuldades em segurar as Red Bull, dando a entender que seu chassis não é tão equilibrado como o projetado por Adrian Newey, mas depois que secou voltou a ser o melhor conjunto em campo. Rosberg parecia correr de forma combativa, mas no finalzinho entregou a rapadura – a vitória e o título – à Hamilton, em mais um vacilo que vem nos momentos decisivos e assim vai se tornando um “segundão” – lembrando que ao menos pelo que se sabe, recebe tratamento igual ao do companheiro. Hamilton foi agressivo na primeira curva e depois fez o dele, sem cometer erros e ainda se aproveitando do escorregão fatal de seu companheiro, coroando uma atribulada corrida com seu terceiro título.

FERRARI: Vettel fez uma boa corrida, também tentando até o fim adiar o título de Hamilton, mas não teve carro para isso. Raikkonen, como sempre, foi menos eficiente e ainda erros, escapou e bateu na proteção do muro, obrigando-o a trocar o bico e depois a abandonar. O resultado é que seu companheiro já tem mais do que o dobro dos seus pontos…

TORO ROSSO: Max verstappen foi muito bem nessa prova, sempre disputando posições (as vezes até demais, como Kimi pode testemunhar) e no final quase conseguiu um merecido pódio, mas o entra e sai do safety-car acabou mudando um pouco esse cenário. Sainz também foi aguerrido, mas num patamar abaixo de Verstappen – como, aliás, tem sido a tônica do espanhol nessa segunda metade do campeonato.

FORCE ÍNDIA: Nico Hulkenberg estava melhor colocado que Perez, mas um problema nos freios fez com que Ricciardo o abalroasse, acabando com sua prova no segundo abandono seguido que sofre e com isso sua posição na tabela vai minguando. Perez, que já disse ser melhor piloto do que muitos consideram após sua desastrada passagem pela McLaren, pontuou bem e não se meteu em confusão apesar de ter participado de várias disputas de posição com aquela turminha das McLaren, Lotus e Toro Rosso.

f4McLAREN: Com tantas zebras, abandonos, entradas de safety-car, a equipe de Ron Dennis conseguiu um bom resultado com Button e conseguiria um ainda melhor com Alonso, não tivesse o espanhol sofrido com falta de potência nas últimas voltas. É um respiro circunstancial, já que pontuar continua sendo uma meta difícil para eles.

LOTUS: Outro que surpreendeu por não se meter em confusão no pelotão das disputas foi Maldonado, que assim voltou a pontuar pela terceira corrida seguida. Grosjean também poderia pontuar, mas teve problema com os freios – algo que ocorreu com outros pilotos já que nunca tiveram pista seca nos treinos para regulá-los nessas condições.

SAUBER: Ericsson estava bem posicionado quando abandonou a corrida com problemas elétricos. Nasr estava mal posicionado mas com tantas desistências, entradas do safety-car e problemas nos carros de Alonso e Ricciardo, acabou em posição de herdar o 9º lugar e marcar pontos, mas sua corrida não foi boa, não, já que bateu no próprio companheiro, mal teve tempo para ajustar o carro e ainda errou na hora de escolher os pneus para tempo seco. Deu sorte.

RED BULL: Esse GP se encaminhava para ser um dos melhores para a equipe dos energéticos com muito pontos para encostar na Williams, mas a pista secou, o desempenho voltou a depender bastante do motor (fraco) e foram ficando mais para trás. Para piorar Kvyat rodou e bateu sozinho e Ricciardo fico sem pneus há poucas voltas do final, obrigando-o a parar e spo conseguindo roubar o pontinho solitário de Alonso.

MANOR: Dentro do que seu limitadíssimo carro permitiu, Rossi foi muito bem, sobrevivendo até o fim se bater nem quebrar, sorte que Stevens não teve.

WILLIAMS: O primeiro duplo abandono da equipe por questões mecânicas em anos. Massa errou logo na primeira curva e rodou, não antes de bater e rodar Alonso. Depois veio tentando se recuperar mas no fim, quando também não estava lá fazendo grandes coisas – mas potencialmente nos pontos, abandonou. Bottas estava um pouco melhor no pelotão, mas abandonou logo na 5ª volta. Sorte deles que a Red Bull também escorregou feio nessa corrida.

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4 respostas para Análise “equipe-por-equipe” do GP dos EUA

  1. henrique disse:

    Boa tarde!!!
    N sei se vi mal, mas acho q no penúltimo VSC hamilton estava em primeiro á uns 12s de vettel, mas na relargada estava a 5s….se tu puder analisar isso, eu acho que alguns se aproveitam enquanto VSC está ativado, não eh a primeira corrida que noto isso…..abraço

    • Marcell disse:

      Ricciardo tinha mais de 4S pro Rosberg antes do VSC… Dai no término do VSC, o Rosberguinho já estava lado a lado do Sorridente australiano… É evidente que tem nego se aproveitando disso.

  2. Romano disse:

    Grande GP! Mas lá como eu comentei no início do campeonato, Rosberg foi pro saco… Boa Análise, José Inácio! Até semana que vem… Abço

  3. As disputas foram bem interessantes mesmo! E andar bem na chuva é pra poucos!

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