Análise equipe-por-equipe do GP da Austrália

f1Tivemos um Grande Prêmio da Austrália até que bastante movimentado nesse final de semana, com ultrapassagens na pista e estratégias diferentes de uso de pneus e ainda um grave acidente com interrupção de corrida para embaralhar as coisas! Agora vamos à nossa tradicional “Análise equipe-por-equipe” da corrida:

MERCEDES: Tanto Hamilton como Rosberg largaram mal, mas o inglês foi pior nesse quesito e depois de escalar Felipe Massa não conseguiu passar Verstappen. Rosberg conseguiu assumir a liderança com a troca pelos pneus médios na interrupção da corrida, frustrando os planos de Hamilton e sobretudo de Vettel. Com isso o alemão ganha uma bem vinda injeção de ânimo para começar seu ano, mas será suficiente para deter Hamilton, que se mostrou mais rápido na maior parte do fim de semena?

FERRARI: A equipe italiana tinha a faca e o queijo na mão, usando uma frase cliché, mas deixou a peteca cair, usando outra, quando manteve Vettel com pneus supermacios na interrupção da corrida, obrigando o alemão a parar de novo e aí, quando alcançou Hamilton do alto de seus pneus macios, também já os tinha desgastado e não teve como passá-lo. Raikkonen fazia uma bela corrida mas um preocupante problema no motor o obrigou a abandonar e com isso valiosos pontos se foram.

RED BULL: Parece que apesar de não ter um motor dos mais possantes, mas já não tão fraco e frágil como no ano passado o carro deles é realmente bom o suficiente para preocupar de verdade a Williams, sobretudo porque costuraram uma estratégia interessante que valeu ao Ricciardo a ultrapassagem em cima de Massa. Kvyat teve um fim de semana para esquecer, pois depois de uma classificação ruim nem largou…

WILLIAMS: Parece que em ritmo de corrida e mesmo classificação a equipe inglesa senão ficou parada em relação à 2015, ao menos avançou menos que algumas de suas concorrentes diretas, como Red Bull e Toro Rosso. Se o que vimos nessa corrida se repetir nas próximas, o terceiro lugar na tabela de construtores e a presença em pódios ao longo do ano está sim ameaçada, mas antes quer todos fiquem preocupados eles deverão reagir e Massa estreará um novo bico que deve dar-lhes 3 décimos de ganho. Além disso o pit-stop deles parece ter entrado nos eixo em relação ao últimos anos e foi dos mais rápidos da corrida, ainda acertando na estratégia, outro ponto fraco até o ano passado. Agora tem que manter a boa impressão, até para compensar essa maior competitividade das equipes rivais.

HAAS: O sexto lugar de Romain Grosjean foi uma estréia muito positiva para a equipe americana, garantindo de cara 8 pontos, mais do que todas as equipes novatas Marussia/Virgin/Manor, Lotus/Caterham e Hispânia/HRT conseguiram somadas em todos os seus anos de existência desde 2010. Isso mostra a seriedade do projeto e acerto na escolha de parceiros técnicos, pilotos e equipe de engenheiros e estrategistas. O francês guiou muito bem, segurando Hulkenberg e sua Force Índia por todo o trecho final da corrida e Gutierrez também fazia um bom trabalho até ser acertado por Alonso, naquele que seria o acidenta mais forte do final de semana.

FORCE ÍNDIA: Nos testes de pré temporada foi passada a (sempre pouco confíavel, como alertei) impressão que eles estariam lá na frente com a Williams e isso se confirmou em parte. Se pensarmos bem Hulkenberg manteve Bottas o tempo todo atrás de si, ainda que Massa lhes tenha escapado. Entretanto era de se esperar que o carro indiano conseguisse, por exemplo, suplantar a novata Haas, o que não ocorreu, ao passo que Perez sequer pontuou, também em parte graças à certa imprevisibilidade da corrida com o acidente. Fiquemos de olho, ainda é muito cedo pra termos certeza de qualquer coisa – e isso vale para as outras equipes e pilotos.

TORO ROSSO: Só para dar uma dimensão de como eles começaram o ano com um pacote competitivo, Hamilton não conseguiu passar Verstappen na pista, calçados em pneus iguais. Infelizmente com as mudanças de conjuntura da corrida que não souberam ser bem aproveitadas pela equipe, jogando seus pilotos para baixo do pelotão. Nesse sentido, aliás, o holandês era o mais possesso, dando piti no rádio por estar atrás de seu companheiro quando era mais rápido. Então pergunto: se era mais rápido, porque não passou? Está muito reclamão esse menino Max.

RENAULT: Já sabíamos que esse não seria um ano fácil para os franceses e isso se confirmou, com ambos os seus pilotos ficando fora da zona de pontos, ainda que não tão longe dela. O importante nesse caso é que os carros não se provaram carroças (embora na comparação com a Red Bull, que usa o mesmo motor, evidencia a limitação do chassis) e chegaram ao final da corrida, mostrando bem vinda resistência.

McLAREN: A equipe mostrou um ritmo bem melhor do que o visto no ano passado. Com o acidente de Alonso, coube a Button chegar até o final, mas justamente o acidente de seu companheiro o jogou lá pra trás pois já estava comprometido com uma estratégia que não permitiu grande avanço. Será que sem os reboliços e com Alonso na pista teriam chegado melhor? Saberemos no Bahrein.

SAUBER: Esse promete ser um ano difícil para os suíços… Ericsson e Nasr não tinham ritmo para acompanhar seus rivais mais próximos, sendo suplantados ao longo da corrida até o fim. O brasileiro ficou praticamente o fim de semana inteiro atrás do sueco, o que não é muito positivo para quem estará sem vaga no fim do ano – mas ainda há 20 etapas para reverter isso, então muita calma. Repito o que disse nos testes: sem dinheiro, perdendo o recém-contratado diretor técnico e com os rivais começando muito bem preparados, pontuar esse ano será bem mais difícil que em 2015.

MANOR: Apesar dos potentes motores Mercedes e nova chefia técnica estrelada a equipe continua no fim do pelotão, mas dessa vez sem passar vergonha por se arrastarem numa segunda divisão da categoria. Vamos ver se Pat Fry, Dave Ryan, Nikolas Tombazis e companhia bela conseguem algum dinheiro para melhorar o carro. A Sauber espera que não!

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11 respostas para Análise equipe-por-equipe do GP da Austrália

  1. Análise abrangente e precisa, meu amigo. Parabéns!

  2. Valdemir disse:

    Estava com saudades dessas análises. E confesso com certo receio de que viessem em formato de vídeo.
    Ótimo Texto!

  3. Max gritou “no!” em rádio de uma corrida no ano passado. e agora ta reclamando que Sainz não abrir? rsrsr

  4. Anônimo disse:

    esse vestapen é um bosta

    • Marcell disse:

      Concordo…. Ta se achando demais para um moleque de 18 anos que não ganhou nada ainda na categoria… quer passar, então passa no braço pow!

  5. JOSÉ SILVINO RODRIGUES disse:

    OTIMO COMENTARIO PARABNES

  6. Felipe disse:

    Esperar pra ver se o novo bico da Williams dará tudo isso.. lembrando que essa pista não é favoravel para o carro deles.. a Williams deve lutar pelo terceiro lugar em pistas como SPA.. MONZA.. pois como próprio Bottas disse eles ainda continuam tendo EXCELENTE velocidade de reta.. nas outras pistas mais travadas o que vir é Lucro.. não da pra competir com Ferrari e Red Bull.. eles tem no minimo o dobro do orçamento da Williams

  7. Caio murilo disse:

    Concordo com vc,se máx tava mais rápido porq n passou,foi uma tremenda falta de respeito com o companheiro e arrogância com a equipe, que mérito um piloto tem em passar porq o outro deixou,mas apesar de tudo o mundo da fórmula 01 gostou, que diga totó Wollf elogiando o menino que tem cara de psicopata,,,,,máx mostrou total descontrole nas palavras e pilotagem, rodando sozinho e batendo no companheiro,ele me lembra níigel Mansel.,,,,,,,o que não da muito pra entender é questionar tanto o motor renault e chega numa reta Ricciardo joga massa pra trás,é claro q pneu asa aberta influência,mas sinceramente n dá muito pra entender,o q percebe se é q a diferença de potência é mínima .

  8. Anchor disse:

    Por ser o Alonso foi considerado incidente de corrida. Se fosse o Maldonado seria punido certamente. Deveria ser no mínimo colocado sob observação por algumas corridas, barbeiragem pura.

  9. Opa

    Admirei muito este conteúdo.

    Abraços!

    BrasilTuris do Netshoes

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