Sobre os carros da Fórmula 1 de 2017

f1-2017Aos poucos tem pipocado nos sites de notícia especializados em automobilismo declarações de dirigentes de equipes de Fórmula 1 quanto às suas expectativas ao tão aguardado aumento de velocidade dos carros da categoria para 2017, quando estreiam novas regras (motores com o desenvolvimento mais livre, pneus mais largos, asas e difusores aerodinâmicos maiores) e algo me incomodou.

Pat Symonds, diretor técnico da Williams duvida que os carros cheguem a ser 5 segundos mais rápidos que os atuais, conforme a expectativa da FIA. Só que Toto Wolff, diretor da rival (e mais endinheirada) Mercedes declarou que está impressionando com os dados preliminares de suas simulações, que indicam que seus carros serão “vários segundos”mais rápidos que os atuais.

Será que a Williams errou no projeto do seu carro, não achando o “pulo do gato” que a Mercedes achou para conseguir essa significativa melhora de desempenho? Pode ser, uma vez que a Mercedes conta com recursos técnicos e humanos melhores que a equipe de Frank, já que tem mais do que o dobro de orçamento (+ dinheiro = melhores engenheiros, mais pesquisa e melhor tecnologia).

Por outro lado também pode ser a velha tática diversionista de esconder jogo, no caso da Williams, ou de dar aquela assustada, no caso da Mercedes, fazendo seus rivais se perguntarem o que teriam deixado escapar em seus projetos que os prateados encontraram para render essa melhora toda.

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A verdade só será sabida em 2017, parcialmente nos testes de inverno e integralmente no início da temporada quando todos estiverem que mostrar a realidade no GP da Austrália e nos seguintes, mas uma coisa já podemos antecipar: essa diferença de tempo será mais perceptível em circuitos que exigem maior pressão aerodinâmica, visto que essa é a área que mais mudou para o ano que vem. Em circuitos como Monza e talvez Spa, essa mesma maior pressão aerodinâmica e os pneus mais largos poderão “segurar” um pouco o desempenho dos carros nas longas retas quando comparados aos atuais, que tem menos arrasto – e por essa mesma lógica, seguir o carro da frente numa curva para sair colado na reta poderá ser mais difícil, já que a dependência aerodinâmica será maior

Enfim, temos que aguardar, mas eu estou bem ansioso e esperançoso para ver a aparência e comportamento desses novos carros, com ou sem brasileiros num deles. E você, acha que o campeonato de 2017 será mais interessante que a atual temporada?

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7 respostas para Sobre os carros da Fórmula 1 de 2017

  1. Diogo Moura disse:

    Eeeee saudade… Bem vindo de volta! Quem gosta de corridas vai continuar vendo mesmo sem brasileiros. Mas TV aberta para corridas é algo improvável.

  2. José Inácio disse:

    Em tese até 2020 está garantida na TV aberta, com exceção daquelas 3 etapas (Canadá, EUA e Mexico) cujos horários coincidem com futebol, que Globo prioriza pois sempre dá mais audiência.

  3. Alesson disse:

    Discordo um pouco. Explico, as mudanças pelo que se ventila foram justamente pra reduzir a dependência do carro em pressão aerodinâmica, e balancear a busca de aderência com o grip mecânico. Essas medidas visam dois pontos, mas a imprensa no geral foca muito no primeiro que é o notável ganho de performance geral, contudo existe um segundo impacto, que a meu ver será bem mais benéfico que é a redução da dependência de aerodinâmica para ganho de tempo. Isso deixaria de certa forma a disputa mais equilibrada entre as equipes porque desenvolver essa parte do carro é a mais cara por sua complexidade e muitas vezes tentativa e erro, que acaba beneficiando quem tem mais dinheiro pra torrar. Logo, poderemos ter uma aproximação das escuderias pois a aerodinâmica agora estaria mais simplificada e não daria muita vantagem para as grandes.

    • Cláudio disse:

      Pois é, aumentaram a aderência mecânica com os novos pneus, mas aumentaram mais ainda a aerodinâmica com as asas dianteiras, traseiras e difusores maiores…

  4. Esperar para ver, mas, a minha única esperança é que, a RBR chegue junto da Mercedes para haver uma disputa entre equipes.

  5. Ailton disse:

    A Wiliams ultimamente não tem sido boa de blefe… acho que é incompetência mesmo. Já a Mercedes pode mesmo está querendo assustar suas rivais. Acredito que teremos uma temporada mais disputada e com boas ultrapassagens, pois a aderência mecânica será mais acentuada que a aerodinâmica, mesmo com o aumento da mesma. Vamos esperar pra ver…

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