O duro retorno de Ocon

Depois de perder o lugar na Renault para a temporada 2019 para Daniel Ricciardo, a saída de Nico Hulkenberg no fim desta mesma temporada possibilitou o aguardado retorno do francês Esteban Ocon ao gird da Fórmula 1 em 2020, mas desde então sua vida não tem sido muito fácil.

No seu ano de retorno a comparação com o desempenho de seu companheiro de equipe é inevitável: enquanto o australiano já chegou em 4º lugar três vezes esse ano, a melhor colocação do francês foi um 5º lugar na Bélgica. Além disso, por razões diversas, não terminou duas corridas esse ano e em outras três ocasiões não chegou na zona de pontos (duas vezes em 14º e uma vez em 13º).

No comparativo, Ricciardo não terminou apenas um GP, ainda anotou a melhor volta de uma corrida e em apenas uma ocasião chegou sem conseguir pontuar (num “quase” 11º). O resultado dessa disparidade começa a aparecer na tabela de pontuação: Ocon está em 12º com 36 pontos e Ricciardo em 6º com 63.

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Não é um desastre para o francês, evidentemente, mas também deixa na boca de todos que torcem e apostam nele um sabor travoso de decepção, visto quem em 2018, mesmo também atrás de seu companheiro de equipe mais experiente Sergio Perez na Force Índia, ele mostrou potencial para se tornar um grande nome na categoria, tendo sua dispensa pela chegada de Stroll amplamente lamentada no meio.

Repito, sua situação está longe de ser desastrosa como a de Jolyon Palmer em 2017 ou mesmo irreversível, ainda havendo muitas etapas nessa temporada para que ele possa igualar ou no mínimo se aproximar dos bons e consistentes resultados de seu companheiro.

Esse movimento aliás, seria muito importante não apenas para ele não começar a “sumir” na confiança interna da equipe, que está numa luta renhida com McLaren e Racing Point na tabela de construtores, afastando o risco de terminar o ano com a imagem arranhada no mercado, como também para afastar o fantasma de ser transformado em coadjuvante pela força gravitacional de Fernando Alonso em seu tão alardeado retorno no ano que vem. Tomara que reaja, talento sabemos que tem.

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6 respostas para O duro retorno de Ocon

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  2. Se não me engano, Hulkenberg andava mais próximo de Ricciardo, o que leva a pensar se a Renault não estaria melhor se tivesse ficado com ele ao invés de contratar o Ocon.

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