Porque realmente Vettel está tão mal?

Em 2019 Sebastian Vettel não estava bem, mas esse ano, piorou! Se ano passado já não foi muito bem na disputa interna com Charles Leclerc, terminando 24 pontos atrás do monegasco numa temporada muito melhor para equipe italiana, com direito à muitos pódios e algumas vitórias – pelo menos até melarem alguns “progressos” irregulares no motor italiano no fim do ano.

Em 2020, entretanto, a coisa desandou. Faltando ainda 5 etapas para o fim da temporada, Leclerc já abriu 57 pontos de vantagem para o alemão e isso numa temporada de pontos magros para os italianos com dois pódios anotados pelo jovem contra um 6° lugar como melhor lugar alcançado pelo veterano – ironicamente, numa das únicas duas vezes que chegou à frente de Leclerc esse ano.

O que está acontecendo com o piloto alemão? Desaprendeu a correr? A maré virou e agora todos estão vendo que suas 53 vitórias são obra de pura sorte de ter contado com o melhor carro por 4 anos seguidos e não de seu talento? Ou estaria ele sendo silenciosamente sabotado pela Ferrari, para que não leve segredos para a equipe rival e chegue em baixa por lá?

Creio que nenhuma das anteriores ilustra a questão. Ok, até pode ser que a Ferrari já não priorize seu estilo de guiar na evolução desse carro ou mesmo nas estratégias de corrida, quando (e se) elas conflitam com as de Leclerc, o que não parece vir ocorrendo, mas isso é natural e está longe de ser uma sabotagem.

Ao que tudo indica uma das maiores razões que derrubam seu desempenho esse ano é a mesma que o fez pastar em 2014, quando foi superado por seu então novo companheiro de equipe, Daniel Ricciardo: ele já está com a cabeça na sua próxima equipe.

Com isso sua motivação para extrair o máximo e melhorar um carro problemático (também o caso de 2014), possivelmente calculando que ele não seria o beneficiário dessa evolução no ano que vem, pode estar consciente ou inconscientemente afetada.

Vettel é sabidamente um piloto emocionalmente mais sensível, que valoriza sua vida pessoal (não tem conta em mídia social alguma), fala o que pensa, sofre e fica alegre em grupo e possivelmente acusa mais o baque quando as coisas não vão bem.

Outra: estar numa equipe que já não o vê como peça importante – lembre-se que ele foi demitido antes mesmo do ano começar – e sim seu companheiro, como uma aposta futura que já foi ele um dia, deve incomodar ou doer.

Não vou cair na armadilha de dizer se ele é melhor ou pior que o piloto A, B ou C ou mesmo se teria tanto títulos fossem outras as circunstâncias, basta dizer que ele não é o que seus resultados atuais mostram ou não teria sequer ganhado sua primeira corrida pela Toro Rosso.

Outro fator que possivelmente conta no seu abatimento é perceber que internamente a Ferrari não parece tão bem administrada e gerida como nos tempos de Schumacher (pergunte à Alonso).

Some à isso as naturais cobranças e constantes mudanças do corpo técnico e administrativo e temos um ambiente não muito propício a necessária estabilidade para que as coisas fluíssem melhor, não só para ele.

Dito isso, temos que esperar para ver como será sua vida na Aston Martin, uma equipe na qual mesmo não se esperando vitórias, precisará voltar a mostrar regularidade, velocidade, superar Stroll, que não é bobo e está “em casa”. Também se espera do tetracampeão a liderança na evolução e motivação da equipe e ele só vai conseguir tudo isso sentindo-se feliz e bem vindo. Não é pouca coisa.

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4 respostas para Porque realmente Vettel está tão mal?

  1. Infelizmente, a ida de Vettel para a Ferrari, em conjunto com a evolução da Mercedes fez com que o piloto alemão ficasse “esquecido”. E a Ferrari, com a sua má gestão (nos últimos anos) e com as regras de evolução dos motores, complicaram a vida a todos.
    E, claro está, o Leclerc está em alta, apesar das dificuldades da equipa… e nota-se, claramente, uma desmotivação muito grande de Vettel actualmente.
    É pena, porque ele é um grande piloto, mas sem carro, é impossível fazer melhor.

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