O risco do Brasil sem pilotos na F1

Felipe Massa precisava de um bom resultado no GP da Bélgica para acalmar as vozes ferraristas que o vem como carta fora do baralho para 2014. Precisava fazer uma bela apresentação para mostrar que o velho e aguerrido Felipe do fim de 2012 ainda está lá, vivo e pulsante, pronto para marcar para a equipe pontos graúdos na tabela de construtores e tentar tirar pontos dos adversários de Alonso ao título.

Aparte do próprio Alonso não estar conseguindo disputar o título como gostaria, já que seu carro (para variar) não é páreo para a Red Bull de Vettel, Massa, com atesta o modesto 7º lugar  de Spa (Alonso foi o 2ª, ambos largando da mesma 5ª fila) por um motivo ou outro, não tem conseguido o desempenho que precisa para assegurar seu emprego. Segundo comentam no paddock, Spa teria sido a primeira de duas corridas “probatórias” do brasileiro para a Ferrari decidir se o mantém ou troca por Kimi, Hulkenberg ou quem quer que seja.

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Caso a Ferrari realmente o dispense, ele já está de olho em outras possibilidades no grid. Felipe mesmo já disse que seu agente, Nicolas Todt, conversa com outras equipes de olho em um plano B, claro sinal que a ameaça à sua atual vaga não é mera especulação de facções da mídia especializada. (falarei sobre as alternativas de Massa num outro post)

Enquanto isso, outro Felipe, o Nasr, desperdiçou na Bélgica uma chance de ouro para assumir a liderança do campeonato da GP2. O brasileiro, que ainda não venceu esse ano, largou muito à frente de seu rival e líder do campeonato Stefano Coletti, mas num raro erro de cálculo bateu o carro no seu próprio companheiro de equipe ao tentar ultrapassá-lo numa relargada pós safety-car.

Assim, ele não marcou ponto algum e ainda largou na última posição na segunda corrida, no domingo e mesmo escalando mais de 17 posições, até o 8º lugar, o que deixou uma boa impressão  presentes, mas acabou por só marcar 1 pontinho, continuando na vice-liderança, 5 pontos atrás de Coletti e agora com Leimer e Bird chegando em seu cangote para embolar a disputa.

Com isso suas chances de se tornar campeão estão mais ameaçadas, e ser campeão na GP2 é quase um pré-requisito para ascender à F1, embora não garantia, como o atual campeão e reserva da Lotus Davide Valsecchi pode atestar.

A consequência imediata de tudo esse quadro é que, apesar dos bons ritmos de corrida apresentados, Massa e Nasr vão para as etapa de Monza sob grande pressão para mostrarem resultados finais que impressionem, dentro das possibilidades de seu carros, que embora bons, não são os melhores do grid.

Mas não é hora de pensar no fim do mundo nem de ser pessimista. Temos é que torcer pela reação dos Felipes, pois se eles não conseguirem bons resultados logo, fincar os pés na F1 2014 ficará cada vez mais difícil, e num improvável cenário extremo onde tudo dá errado, o Brasil não teria representantes no grid pela primeira vez em mais de 4 décadas…

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