Rosberg abandona a F1 e abre vaga

nicoNico Rosberg anunciou na premiação de gala da FIA, onde recebia o título de campeão desse ano, que se aposentou da Fórmula 1. Não estava disposto a fazer os mesmo sacrifícios emocionais para disputar o título novamente, então não via sentido em continuar.

Atitude realmente nobre e corajosa do alemão, difícil de imaginar em seus pares da categoria, especialmente no lugar dele, na melhor equipe da categoria. Nico deixa um registro de 23 vitórias, 57 pódios, 20 voltas mais rápidas, 30 poles e, claro, um título mundial!

Palmas para ele, que há de ser feliz em outra categoria, se assim o quiser, ou tomando água de côco numa ilha paradisíaca.

E aí vem a inevitável pergunta: Quem entra no seu lugar? Aparecem opções como o jovem protegido da Mercedes, Pascal Wehrlein, mas que só tem um ano na categoria e numa equipe nanica. Outras opções no mercado, menos prováveis, claro, é Felipe Nasr e Esteban Gutierrez, igualmente disponíveis, mas como não tem vínculos com a montadora, não devem ter muita esperança de conseguir algo.

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Outra possibilidade seria tirar Valtteri Bottas, agenciado por Toto Wolff, da Williams, desfalcando a equipe que precisa da experiência dele para guiar o projeto de 2017, especialmente porque o outro piloto será um estreante de apenas 18 anos. Há também a chance deles tirarem outro piloto de outra equipe como Esteban Ocon, que também tem vínculos com eles mas está fechado com a Force Índia.

Quem sabe tirar qualquer outro piloto de qualquer outra equipe, na linha “contratos existem para serem rasgados”?  Quem sabe até seduzir um “medalhão”, como Fernando Alonso, da McLaren ou convencer algum piloto recém aposentado como Button ou Massa a ficar mais um pouquinho? Todos adorariam…

Mas creio que no fim das contas eles vão optar por uma solução caseira mesmo: Werhlein, Bottas ou Ocon. Mas vai que… Então aguardemos, as próximas semanas serão interessantes!

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Sobre os carros da Fórmula 1 de 2017

f1-2017Aos poucos tem pipocado nos sites de notícia especializados em automobilismo declarações de dirigentes de equipes de Fórmula 1 quanto às suas expectativas ao tão aguardado aumento de velocidade dos carros da categoria para 2017, quando estreiam novas regras (motores com o desenvolvimento mais livre, pneus mais largos, asas e difusores aerodinâmicos maiores) e algo me incomodou.

Pat Symonds, diretor técnico da Williams duvida que os carros cheguem a ser 5 segundos mais rápidos que os atuais, conforme a expectativa da FIA. Só que Toto Wolff, diretor da rival (e mais endinheirada) Mercedes declarou que está impressionando com os dados preliminares de suas simulações, que indicam que seus carros serão “vários segundos”mais rápidos que os atuais.

Será que a Williams errou no projeto do seu carro, não achando o “pulo do gato” que a Mercedes achou para conseguir essa significativa melhora de desempenho? Pode ser, uma vez que a Mercedes conta com recursos técnicos e humanos melhores que a equipe de Frank, já que tem mais do que o dobro de orçamento (+ dinheiro = melhores engenheiros, mais pesquisa e melhor tecnologia).

Por outro lado também pode ser a velha tática diversionista de esconder jogo, no caso da Williams, ou de dar aquela assustada, no caso da Mercedes, fazendo seus rivais se perguntarem o que teriam deixado escapar em seus projetos que os prateados encontraram para render essa melhora toda.

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A verdade só será sabida em 2017, parcialmente nos testes de inverno e integralmente no início da temporada quando todos estiverem que mostrar a realidade no GP da Austrália e nos seguintes, mas uma coisa já podemos antecipar: essa diferença de tempo será mais perceptível em circuitos que exigem maior pressão aerodinâmica, visto que essa é a área que mais mudou para o ano que vem. Em circuitos como Monza e talvez Spa, essa mesma maior pressão aerodinâmica e os pneus mais largos poderão “segurar” um pouco o desempenho dos carros nas longas retas quando comparados aos atuais, que tem menos arrasto – e por essa mesma lógica, seguir o carro da frente numa curva para sair colado na reta poderá ser mais difícil, já que a dependência aerodinâmica será maior

Enfim, temos que aguardar, mas eu estou bem ansioso e esperançoso para ver a aparência e comportamento desses novos carros, com ou sem brasileiros num deles. E você, acha que o campeonato de 2017 será mais interessante que a atual temporada?

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Pneus 2016 vs 2017

pirelliMontado no carro, os novos pneus de 2017. Ao lado, os atuais.

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A saída de Massa (e o mercado)

massaFelipe Massa anunciou recentemente sua aposentadoria da Fórmula 1, faltando 8 corridas para o fim da temporada, bem quando as negociações de pilotos e equipes estão no ápice e isso, claro, tem repercussões.

Primeiro, sobre a saída de Massa sem si. Ele teve uma carreira vitoriosa, com 11 corridas vencidas, 41 pódios no total e um vice campeonato que por muito, muito pouco não foi campeonato mesmo. Merecia tanto quanto Hamilton, mas quis o destino, bem na última curva, que o inglês fosse o campeão. Felipe sai de cabeça erguida por sua bela carreira, a despeito dos últimos anos onde a falta de resultados mais espetaculares junto ao exigente e emotivo público brasileiro, o deixaram um pouco em baixa nas inclementes mídias sociais.

Outro aspecto de sua saída, e nesse por mais que eu respeite sua visão eu discordo um pouco, é continuar culpando exclusivamente a presepada da Renault e especialmente Nelsinho Piquet no Singapuragate pela perda do séu título em 2008. Lembro muito bem quando, por exemplo, ele rodou sozinho no GP da Malásia e ficou atolado na brita quando estava com um pódio bem encaminhado. Só nisso já garantiria os pontos para chegar na disputa final com Hamilton com vantagem suficiente para não perder o título com o lance da última volta, ou seja, não é justo colocar a culpa apenas no golpe de Nelsinho, Alonso e Briatore.

Com essa ressalva à parte – e que em nada diminui os feitos do brasileiro – o fato é que ele vai encerrar sua carreira após completar 250GP’s (será que vai tirar um ano sabático, vai tentar a WEC, a Stock-Car? Aguardemos) e seu assento na Williams estará vago. E quem poderia ir para lá?

Muito já se falou de Jenson Button, que continua cotado mas pelo que se comenta talvez um pouco menos, pois ele ganha muito bem na McLaren e mesmo que abra mão de boa parte desses valores, ainda significaria uma despesa para a equipe de Grove, que sempre precisa ganhar dinheiro e não gastá-lo, especialmente agora que perdeu o 4º lugar no campeonato de construtores para a rival Force Índia, o que implicações diretas no quanto receberão de Bernie Ecclestone no fim do ano. Portanto Button descartado? Claro que não, ele ainda é competitivo (Alonso hoje encheu a bola dele como “provavelmente o melhor companheiro com quem já trabalhei”) e tem o peso de ser campeão, mas pode não ser o que a Williams precisa agora.

Com isso em mente, pilotos com talento e dinheiro poderiam ser bem vindos por lá e aí 3 nomes tem sido ventilados: O primeiro é Sérgio Perez, que vem de mais uma bela temporada na Force Índia e conta com os patrocinadores mexicanos de Carlos Slim, mas para esse não vejo muita vantagem a troca: seria andar de lado, apenas trocando uma equipe média por outra. Ele está mesmo é de olho na vaga de Palmer na Renault, então não creio muito em Perez na Williams, ainda que seja possível.

Aí o nome de Felipe Nasr, que tem boa relação com a equipe, uma vez que foi piloto de testes em 2014 e agradou a todos, entra no jogo. Ele ainda teria bem vindos 2 anos de experiência com a Sauber e o dinheiro do Banco do Brasil (e isso imaginamos que tenha para 2017, mas de fato não sabemos e o valor exato), mas com o defasado carro da Sauber ele não está exatamente numa fase brilhante, mesmo em comparação à seu companheiro Ericsson, o que pode não ajudar muito nessa disputa. Está na luta, mas também negocia com Renault e com a própria equipe suíça, que agora com o dinheiro dos novos donos está contratando para sua equipe técnica.
massa StockPor fim aparece o novato canadense Lance Stroll, que terá 18 anos em 2017 e está indo muito bem na F3 europeia, liderando o campeonato e cujo pai bilionário adora automobilismo e o quer na Formula 1. Mas será que a equipe está disposta a apostar em um piloto tão verde de cara?

Enfim, é assim que vejo a situação no momento.

Voltando a Felipe Massa, tenho certeza que ele será feliz fora da Fórmula 1 e bem sucedido em outras pistas, inclusive brasileiras, se assim o desejar, como seu amigo Rubens Barrichello pode muito bem testemunhar, pois convites não hão de faltar!

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Os caminhos dos Felipes na Fórmula 1

nassar

Com o fim das férias de verão da Fórmula 1 a dança das cadeiras costuma acelerar seu passo rumo ao uma decisão sobre quem corre onde em 2017 e quem fica de fora. Nessa toada, os dois Felipes brasileiros, Massa e Nasr, estão longe de garantidos para a próxima temporada. E quais as possibilidades de cada? Joguei meu búzios, analisei a borra de café, li bastante e conversei lá e cá pra escrever o que penso a seguir

nasrFELIPE NASR – Numa temporada sem grande brilho numa equipe que não permite um piloto brilhar, pode acabar ficando na Sauber, que agora foi comprada por um fundo de investidores que promete bancar a equipe na sua volta ao pelotão do meio. Mas entre a promessa ser feita e ser realizada vai demorar algum tempo, até porque eles terão que contratar pessoas gabaritadas e correr atrás do prejuízo no carro desse ano e ainda compensar os atrasos no projeto de 2017 que estava em banho Maria por falta de dinheiro.

Se sair do carro azul Nasr pode parar na Renault, mas a disputa lá é forte, seja com os atuais pilotos, seja com veteranos potencialmente disponíveis no mercado (como Perez, Massa e até Button) ou mesmo novatos endinheirados, de olho numa equipe que lhes de visibilidade e possam se estabelecer.

Ainda fora da Sauber, a Williams é uma possibilidade, mas mais difícil, pois lá a fila é maior e por mais que o brasiliense tenha deixado uma boa impressão nos tempos que era piloto de testes, pode não ser suficiente para concorrer com nomes mais em alta como Perez ou Button. “E a Haas”, me perguntará alguém. Bom, por lá também poderia tentar a sorte, claro, mas nada vazou dos bastidores que justifique vermos essa possibilidade com grande força, ao menos por enquanto.

massaFELIPE MASSA: O veterano brasileiro é bem visto no mercado por sua experiência, velocidade e por manter bom entrosamento com as equipes em que trabalha, mas não está numa temporada das mais empolgantes quando comparado à Bottas, mesmo que este também não reluza mais como antes, acusando a queda de desempenho geral do carro da Williams desse ano (aliás, de 2014 pra eles foram ficando cada vez mais para trás da concorrência bem mais rica). Ainda assim, numa temporada de grandes mudanças a estabilidade de seus pilotos é uma virtude que pode pesar na decisão de mantê-lo.

Por outro lado, algumas pessoas já dão como certa a sua saída da equipe de Grove, o que o colocaria no mercado de equipes médias. Mas não qualquer equipe média. Seu alvo seria também a Renault, que poderia lucrar com sua experiência nessa declarada jornada rumo a voltar a ser uma equipe grande.

Ademais, não creio que Force Índia seja uma alternativa, pois lá a coisa sempre anda de lado, nunca realmente pra frente e assim como as demais médias, não devem de fato interessar ao brasileiro que declara querer um lugar onde possa fazer algo mais do que somar pontos ocasionais. Lembremos também que nessas equipes médias a preferência costuma ser por jovens endinheirados ou de seus próprios programas de desenvolvimento.

Fora do cardápio da Fórmula 1, Massa poderia reencontrar a felicidade na WEC ou quem sabe até Fórmula Indy e Stock-Car, embora essas duas últimas categorias nunca tenham sido abertamente cogitadas por ele, mas quem sabe…

“Puxa Inácio, mas você não crava o destino dos dois!” Claro que não! Se eles mesmos ainda negociam com mais de uma equipe cada, como eu ou qualquer outro pode cravar a essa altura quem vai assinar com qual? Ainda assim creio que se por um lado as chances de não termos um brasileiro na Fórmula 1 desde 1970 são reais nesse fim de ano, por outro sei que eles tem empresário muito bons e ainda estão na disputa por vagas.

nassarCom a volta das corridas nesse fim de semana trazendo mais resultados para comparar, as coisas podem – e devem – se movimentar, deixando cada vez mais claro o possível panorama para o ano que vem. A ver…

PS: Sim, tenho postado menos, mas continuo ativo comentando as corridas no Twitter e com as atividades na minha página do Facebook! Prometo tentar escrever aqui com mais constância!

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Veja os enormes pneus 2017 da Fórmula 1

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A Pirelli apresentou em Mônaco os novos pneus mais largos que serão usados pela Fórmula 1 a partir de 2017. Esses da foto acima são os dianteiros, o atual à esquerda e o novo à direita. Abaixo a vista do carro calçado com os novos pneus traseiros. Eu gostei e você?
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A estranha asa da Williams

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A equipe Williams testou hoje cedo no primeiro dos dois dias de testes coletivos da Fórmula 1 em Barcelona uma nova asa traseira com mais elementos aerodinâmicos em uma nova sessão superior, além de uma asa dianteira adaptada com sensores de medição.

Não, eles não usarão essa asa no restante da temporada, já que ela tem dimensões claramente fora do regulamento atual. Trata-se de um teste já visando a temporada de 2017, quando os carros serão completamente redesenhados e ganharão, além de novas dimensões gerais, bem mais pressão aerodinâmica com asas mais largas, mas o que aprenderão hoje também pode ser úteis para entender melhor o carro do campeonato desse ano, uma vez que eles saberão mais variáveis do comportamento do chassis com uma carga aerodinâmica diferente.

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No ano que vem as asas também não terão essa forma, mas essa foi uma solução provisória encontrada pela equipe inglesa para simular com o carro atual um ganho aerodinâmico ao menos parecido com o que esperam para o ano que vem. A equipe Sauber é a única a não participar dos testes, por falta de condições financeiras…

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Manor aperta a Sauber

ManorSauberNa batalha do fim do grid, a Manor começa a parecer cada vez mais forte para vencer a disputa para não ser última colocada na tabela de construtores contra a financeiramente combalida Sauber.

Enquanto a equipe suíça abertamente disse que não terá novidades na volta da categoria ao continente europeu e sequer vai participar da valiosa sessão coletiva de testes nos dois dias seguintes ao GP, para tristeza de Felipe Nasr e Marcus Ericsson, a pequena equipe de Pascal Wehrlein e Rio Haryanto afiará seus dentes, conforme seu diretor técnico Dave Ryan: “Como é o caso pelo pit-lane abaixo, nós temos alguns novos desenvolvimentos que vamos começar a introduzir aqui nesse fim de semana. Um novo desenho do carro, assoalho, novas asas dianteiras e traseiras junto com algumas peças menos visíveis”.

Várias equipes virão com novidades em seus carros e motores nesse fim de semana, justamente na pista que melhor conhecem por ser o palco dos testes de inverno no começo do ano.

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