Hamilton vs História

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Hamilton com o capacete de Senna

Lewis Hamilton alcançou no GP do Canadá dessa temporada, o impressionante número de 65 poles de Ayrton Senna e está quase chegando no recorde de 68 de Michael Schumacher. Mas na verdade esses números do inglês e do alemão não são tão impressionantes assim se compararmos o número de GP’s que eles tiveram para bater esse recorde.

Como já trouxe aqui num outro post milênios atrás, o brasileiro alcançou 65 poles em 162 tentativas (afinal, disputou 162 classificações), uma aproveitamento de 40%, um número fantástico. Hamilton igualou suas 65 poles após 195 tentativas, portanto precisou de 33 corridas a mais que o brasileiro para isso, mas ainda obtendo um bom aproveitamento de 33%.

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Senna e Schumacher em 1994

O heptacampeão alemão, atual recordista em números absolutos, teve 308 tentativas de marcar pole, conseguindo-as em 68 ocasiões, com um aproveitamento de 22% (que subiria para 27% se tirarmos os 58 GP’s que disputou nas 3 temporadas pela Mercedes após seu decepcionante regresso em 2010).

Aliás, se nos guiarmos pelo critério de proporcionalidade e aproveitamento, o pentacampeão Juan Manuel Fangio lidera essa lista, com 29 poles em apenas 52 tentativas, numa época de campeonatos bem mais curtos, lhe conferindo ótimos 55% de aproveitamento, seguido pelo bicampeão Jim Clark, que conseguiu 33 poles em 73 tentativas, obtendo 45% nesse mesmo índice.

O comparativo entre esses números todos em nada diminuem o feito de Hamilton, apenas evidencia como comparar números frios pode trazer distorções, pois sim, ele ombreia nomes de peso da história das pistas, mas que obtiveram suas marcas em contextos e mesmo sob riscos bastante diferentes, tanto que dois dos citados morreram ao volante.

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Compare as “tocadas” de Kimi e Bottas em 2017

Compare a “tocada” ao volante dos finlandeses Kimi Raikkonen e Valtteri Bottas em suas melhores voltas com os carros da Ferrari e Mercedes 2017, respectivamente, na pista de Barcelona durante os recentes testes de inverno:

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Por dentro da fábrica da McLaren

Enquanto os lançamentos dos carros 2017 não começam, esse documentário da BBC de como a McLaren criou e fabrica seu super esportivo MP4-12C é um tira gosto muito interessante de se assistir, tanto para quem gosta de carros esporte como para quem gosta de Fórmula 1, já que o endereço, tecnologia e materiais usados para criar os carros de rua e de corrida, no caso da famosa fabricante inglesa, são praticamente os mesmos.

Aliás, será que com a saída de Ron Dennis a nomenclatura “MP4″também vai ser rifada dos carros de rua da marca?

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René Arnoux, primeira e última

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O francês René Arnoux é outro francês de carreira relativamente longeva na Fórmula 1. Ele começou na categoria em 1978 pela equipe Martini, mas se transferiu nas últimas etapas dessa mesma temporada para a Surtees. No ano seguinte já estava na equipe francesa Renault, onde ficou até o fim de 1982, quando foi para a poderosa Ferrari por três temporadas, sendo que na terceira delas foi demitido da scuderia após um 4º lugar na primeira etapa, só retornando no ano seguinte, 1986, pela Ligier, onde ficaria até sua última corrida em 1989, época em que já passara a ser criticado por atrapalhar os carros mais rápidos.

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Ao longo de seus 165 GP´s Arnoux colecionou 7 vitórias, 22 pódios, 18 pole positions e 12 voltas mais rápidas, números bastante expressivos, ainda que não sejam brilhantes. O seu melhor campeonato foi no ano de 1983, quando foi terceiro colocado atrás do vice Prost e do campeão Piquet.
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Rosberg abandona a F1 e abre vaga

nicoNico Rosberg anunciou na premiação de gala da FIA, onde recebia o título de campeão desse ano, que se aposentou da Fórmula 1. Não estava disposto a fazer os mesmo sacrifícios emocionais para disputar o título novamente, então não via sentido em continuar.

Atitude realmente nobre e corajosa do alemão, difícil de imaginar em seus pares da categoria, especialmente no lugar dele, na melhor equipe da categoria. Nico deixa um registro de 23 vitórias, 57 pódios, 20 voltas mais rápidas, 30 poles e, claro, um título mundial!

Palmas para ele, que há de ser feliz em outra categoria, se assim o quiser, ou tomando água de côco numa ilha paradisíaca.

E aí vem a inevitável pergunta: Quem entra no seu lugar? Aparecem opções como o jovem protegido da Mercedes, Pascal Wehrlein, mas que só tem um ano na categoria e numa equipe nanica. Outras opções no mercado, menos prováveis, claro, é Felipe Nasr e Esteban Gutierrez, igualmente disponíveis, mas como não tem vínculos com a montadora, não devem ter muita esperança de conseguir algo.

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Outra possibilidade seria tirar Valtteri Bottas, agenciado por Toto Wolff, da Williams, desfalcando a equipe que precisa da experiência dele para guiar o projeto de 2017, especialmente porque o outro piloto será um estreante de apenas 18 anos. Há também a chance deles tirarem outro piloto de outra equipe como Esteban Ocon, que também tem vínculos com eles mas está fechado com a Force Índia.

Quem sabe tirar qualquer outro piloto de qualquer outra equipe, na linha “contratos existem para serem rasgados”?  Quem sabe até seduzir um “medalhão”, como Fernando Alonso, da McLaren ou convencer algum piloto recém aposentado como Button ou Massa a ficar mais um pouquinho? Todos adorariam…

Mas creio que no fim das contas eles vão optar por uma solução caseira mesmo: Werhlein, Bottas ou Ocon. Mas vai que… Então aguardemos, as próximas semanas serão interessantes!

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Sobre os carros da Fórmula 1 de 2017

f1-2017Aos poucos tem pipocado nos sites de notícia especializados em automobilismo declarações de dirigentes de equipes de Fórmula 1 quanto às suas expectativas ao tão aguardado aumento de velocidade dos carros da categoria para 2017, quando estreiam novas regras (motores com o desenvolvimento mais livre, pneus mais largos, asas e difusores aerodinâmicos maiores) e algo me incomodou.

Pat Symonds, diretor técnico da Williams duvida que os carros cheguem a ser 5 segundos mais rápidos que os atuais, conforme a expectativa da FIA. Só que Toto Wolff, diretor da rival (e mais endinheirada) Mercedes declarou que está impressionando com os dados preliminares de suas simulações, que indicam que seus carros serão “vários segundos”mais rápidos que os atuais.

Será que a Williams errou no projeto do seu carro, não achando o “pulo do gato” que a Mercedes achou para conseguir essa significativa melhora de desempenho? Pode ser, uma vez que a Mercedes conta com recursos técnicos e humanos melhores que a equipe de Frank, já que tem mais do que o dobro de orçamento (+ dinheiro = melhores engenheiros, mais pesquisa e melhor tecnologia).

Por outro lado também pode ser a velha tática diversionista de esconder jogo, no caso da Williams, ou de dar aquela assustada, no caso da Mercedes, fazendo seus rivais se perguntarem o que teriam deixado escapar em seus projetos que os prateados encontraram para render essa melhora toda.

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A verdade só será sabida em 2017, parcialmente nos testes de inverno e integralmente no início da temporada quando todos estiverem que mostrar a realidade no GP da Austrália e nos seguintes, mas uma coisa já podemos antecipar: essa diferença de tempo será mais perceptível em circuitos que exigem maior pressão aerodinâmica, visto que essa é a área que mais mudou para o ano que vem. Em circuitos como Monza e talvez Spa, essa mesma maior pressão aerodinâmica e os pneus mais largos poderão “segurar” um pouco o desempenho dos carros nas longas retas quando comparados aos atuais, que tem menos arrasto – e por essa mesma lógica, seguir o carro da frente numa curva para sair colado na reta poderá ser mais difícil, já que a dependência aerodinâmica será maior

Enfim, temos que aguardar, mas eu estou bem ansioso e esperançoso para ver a aparência e comportamento desses novos carros, com ou sem brasileiros num deles. E você, acha que o campeonato de 2017 será mais interessante que a atual temporada?

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Pneus 2016 vs 2017

pirelliMontado no carro, os novos pneus de 2017. Ao lado, os atuais.

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A saída de Massa (e o mercado)

massaFelipe Massa anunciou recentemente sua aposentadoria da Fórmula 1, faltando 8 corridas para o fim da temporada, bem quando as negociações de pilotos e equipes estão no ápice e isso, claro, tem repercussões.

Primeiro, sobre a saída de Massa sem si. Ele teve uma carreira vitoriosa, com 11 corridas vencidas, 41 pódios no total e um vice campeonato que por muito, muito pouco não foi campeonato mesmo. Merecia tanto quanto Hamilton, mas quis o destino, bem na última curva, que o inglês fosse o campeão. Felipe sai de cabeça erguida por sua bela carreira, a despeito dos últimos anos onde a falta de resultados mais espetaculares junto ao exigente e emotivo público brasileiro, o deixaram um pouco em baixa nas inclementes mídias sociais.

Outro aspecto de sua saída, e nesse por mais que eu respeite sua visão eu discordo um pouco, é continuar culpando exclusivamente a presepada da Renault e especialmente Nelsinho Piquet no Singapuragate pela perda do séu título em 2008. Lembro muito bem quando, por exemplo, ele rodou sozinho no GP da Malásia e ficou atolado na brita quando estava com um pódio bem encaminhado. Só nisso já garantiria os pontos para chegar na disputa final com Hamilton com vantagem suficiente para não perder o título com o lance da última volta, ou seja, não é justo colocar a culpa apenas no golpe de Nelsinho, Alonso e Briatore.

Com essa ressalva à parte – e que em nada diminui os feitos do brasileiro – o fato é que ele vai encerrar sua carreira após completar 250GP’s (será que vai tirar um ano sabático, vai tentar a WEC, a Stock-Car? Aguardemos) e seu assento na Williams estará vago. E quem poderia ir para lá?

Muito já se falou de Jenson Button, que continua cotado mas pelo que se comenta talvez um pouco menos, pois ele ganha muito bem na McLaren e mesmo que abra mão de boa parte desses valores, ainda significaria uma despesa para a equipe de Grove, que sempre precisa ganhar dinheiro e não gastá-lo, especialmente agora que perdeu o 4º lugar no campeonato de construtores para a rival Force Índia, o que implicações diretas no quanto receberão de Bernie Ecclestone no fim do ano. Portanto Button descartado? Claro que não, ele ainda é competitivo (Alonso hoje encheu a bola dele como “provavelmente o melhor companheiro com quem já trabalhei”) e tem o peso de ser campeão, mas pode não ser o que a Williams precisa agora.

Com isso em mente, pilotos com talento e dinheiro poderiam ser bem vindos por lá e aí 3 nomes tem sido ventilados: O primeiro é Sérgio Perez, que vem de mais uma bela temporada na Force Índia e conta com os patrocinadores mexicanos de Carlos Slim, mas para esse não vejo muita vantagem a troca: seria andar de lado, apenas trocando uma equipe média por outra. Ele está mesmo é de olho na vaga de Palmer na Renault, então não creio muito em Perez na Williams, ainda que seja possível.

Aí o nome de Felipe Nasr, que tem boa relação com a equipe, uma vez que foi piloto de testes em 2014 e agradou a todos, entra no jogo. Ele ainda teria bem vindos 2 anos de experiência com a Sauber e o dinheiro do Banco do Brasil (e isso imaginamos que tenha para 2017, mas de fato não sabemos e o valor exato), mas com o defasado carro da Sauber ele não está exatamente numa fase brilhante, mesmo em comparação à seu companheiro Ericsson, o que pode não ajudar muito nessa disputa. Está na luta, mas também negocia com Renault e com a própria equipe suíça, que agora com o dinheiro dos novos donos está contratando para sua equipe técnica.
massa StockPor fim aparece o novato canadense Lance Stroll, que terá 18 anos em 2017 e está indo muito bem na F3 europeia, liderando o campeonato e cujo pai bilionário adora automobilismo e o quer na Formula 1. Mas será que a equipe está disposta a apostar em um piloto tão verde de cara?

Enfim, é assim que vejo a situação no momento.

Voltando a Felipe Massa, tenho certeza que ele será feliz fora da Fórmula 1 e bem sucedido em outras pistas, inclusive brasileiras, se assim o desejar, como seu amigo Rubens Barrichello pode muito bem testemunhar, pois convites não hão de faltar!

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