Jacques Laffite, primeira e última


O francês Jacques Laffite corre na Fórmula 1 por um periodo bastente extenso, ainda que não muito vitoriosa. Sua primeira corrida na categoria foi o GP da Alemanha de 1974, pela equipe Frank Williams Racing (hoje Williams), onde ficou no ano seguinte até se mudar para a Ligier em 1976, onde permaneceu ate 1982, por 7 longas temporadas portanto. Em 1983 retornou à Williams, onde ficou mais 2 temporadas e novamente retornou à Ligier por mais 3 anos, onde encerrou sua carreira após um forte acidente na largada da etapa inglesa em Brands Hatch onde quebrou as duas pernas.

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Ao longo de suas 13 temporadas (nem todas completas, como a primeira e a última), Laffite acumulou 180 GP´s, 6 vitórias, 7 voltas mais rápidas, 7 pole positions, 32 pódios e suas melhores colocações em campeonatos foram entre 1979 e 1981, quando terminou em 4º lugar na tabela. Hoje ele é comentarista das corridas de Fórmula 1 no canal francês TF1.

PS: Ele não tem nenhum parentesco com o investidor canadense Nicolas Lafiti, que recentemente comprou por 203 milhões de Libras 10% das ações do Grupo McLaren e cujo filho é piloto reserva da equipe Force Índia e corre de Fórmula 2.
Laffite86

 

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Hamilton vs História

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Hamilton com o capacete de Senna

Lewis Hamilton alcançou no GP do Canadá dessa temporada, o impressionante número de 65 poles de Ayrton Senna e está quase chegando no recorde de 68 de Michael Schumacher. Mas na verdade esses números do inglês e do alemão não são tão impressionantes assim se compararmos o número de GP’s que eles tiveram para bater esse recorde.

Como já trouxe aqui num outro post milênios atrás, o brasileiro alcançou 65 poles em 162 tentativas (afinal, disputou 162 classificações), uma aproveitamento de 40%, um número fantástico. Hamilton igualou suas 65 poles após 195 tentativas, portanto precisou de 33 corridas a mais que o brasileiro para isso, mas ainda obtendo um bom aproveitamento de 33%.

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Senna e Schumacher em 1994

O heptacampeão alemão, atual recordista em números absolutos, teve 308 tentativas de marcar pole, conseguindo-as em 68 ocasiões, com um aproveitamento de 22% (que subiria para 27% se tirarmos os 58 GP’s que disputou nas 3 temporadas pela Mercedes após seu decepcionante regresso em 2010).

Aliás, se nos guiarmos pelo critério de proporcionalidade e aproveitamento, o pentacampeão Juan Manuel Fangio lidera essa lista, com 29 poles em apenas 52 tentativas, numa época de campeonatos bem mais curtos, lhe conferindo ótimos 55% de aproveitamento, seguido pelo bicampeão Jim Clark, que conseguiu 33 poles em 73 tentativas, obtendo 45% nesse mesmo índice.

O comparativo entre esses números todos em nada diminuem o feito de Hamilton, apenas evidencia como comparar números frios pode trazer distorções, pois sim, ele ombreia nomes de peso da história das pistas, mas que obtiveram suas marcas em contextos e mesmo sob riscos bastante diferentes, tanto que dois dos citados morreram ao volante.

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Compare as “tocadas” de Kimi e Bottas em 2017

Compare a “tocada” ao volante dos finlandeses Kimi Raikkonen e Valtteri Bottas em suas melhores voltas com os carros da Ferrari e Mercedes 2017, respectivamente, na pista de Barcelona durante os recentes testes de inverno:

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Por dentro da fábrica da McLaren

Enquanto os lançamentos dos carros 2017 não começam, esse documentário da BBC de como a McLaren criou e fabrica seu super esportivo MP4-12C é um tira gosto muito interessante de se assistir, tanto para quem gosta de carros esporte como para quem gosta de Fórmula 1, já que o endereço, tecnologia e materiais usados para criar os carros de rua e de corrida, no caso da famosa fabricante inglesa, são praticamente os mesmos.

Aliás, será que com a saída de Ron Dennis a nomenclatura “MP4″também vai ser rifada dos carros de rua da marca?

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René Arnoux, primeira e última

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O francês René Arnoux é outro francês de carreira relativamente longeva na Fórmula 1. Ele começou na categoria em 1978 pela equipe Martini, mas se transferiu nas últimas etapas dessa mesma temporada para a Surtees. No ano seguinte já estava na equipe francesa Renault, onde ficou até o fim de 1982, quando foi para a poderosa Ferrari por três temporadas, sendo que na terceira delas foi demitido da scuderia após um 4º lugar na primeira etapa, só retornando no ano seguinte, 1986, pela Ligier, onde ficaria até sua última corrida em 1989, época em que já passara a ser criticado por atrapalhar os carros mais rápidos.

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Ao longo de seus 165 GP´s Arnoux colecionou 7 vitórias, 22 pódios, 18 pole positions e 12 voltas mais rápidas, números bastante expressivos, ainda que não sejam brilhantes. O seu melhor campeonato foi no ano de 1983, quando foi terceiro colocado atrás do vice Prost e do campeão Piquet.
arnoux89

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Rosberg abandona a F1 e abre vaga

nicoNico Rosberg anunciou na premiação de gala da FIA, onde recebia o título de campeão desse ano, que se aposentou da Fórmula 1. Não estava disposto a fazer os mesmo sacrifícios emocionais para disputar o título novamente, então não via sentido em continuar.

Atitude realmente nobre e corajosa do alemão, difícil de imaginar em seus pares da categoria, especialmente no lugar dele, na melhor equipe da categoria. Nico deixa um registro de 23 vitórias, 57 pódios, 20 voltas mais rápidas, 30 poles e, claro, um título mundial!

Palmas para ele, que há de ser feliz em outra categoria, se assim o quiser, ou tomando água de côco numa ilha paradisíaca.

E aí vem a inevitável pergunta: Quem entra no seu lugar? Aparecem opções como o jovem protegido da Mercedes, Pascal Wehrlein, mas que só tem um ano na categoria e numa equipe nanica. Outras opções no mercado, menos prováveis, claro, é Felipe Nasr e Esteban Gutierrez, igualmente disponíveis, mas como não tem vínculos com a montadora, não devem ter muita esperança de conseguir algo.

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Outra possibilidade seria tirar Valtteri Bottas, agenciado por Toto Wolff, da Williams, desfalcando a equipe que precisa da experiência dele para guiar o projeto de 2017, especialmente porque o outro piloto será um estreante de apenas 18 anos. Há também a chance deles tirarem outro piloto de outra equipe como Esteban Ocon, que também tem vínculos com eles mas está fechado com a Force Índia.

Quem sabe tirar qualquer outro piloto de qualquer outra equipe, na linha “contratos existem para serem rasgados”?  Quem sabe até seduzir um “medalhão”, como Fernando Alonso, da McLaren ou convencer algum piloto recém aposentado como Button ou Massa a ficar mais um pouquinho? Todos adorariam…

Mas creio que no fim das contas eles vão optar por uma solução caseira mesmo: Werhlein, Bottas ou Ocon. Mas vai que… Então aguardemos, as próximas semanas serão interessantes!

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Sobre os carros da Fórmula 1 de 2017

f1-2017Aos poucos tem pipocado nos sites de notícia especializados em automobilismo declarações de dirigentes de equipes de Fórmula 1 quanto às suas expectativas ao tão aguardado aumento de velocidade dos carros da categoria para 2017, quando estreiam novas regras (motores com o desenvolvimento mais livre, pneus mais largos, asas e difusores aerodinâmicos maiores) e algo me incomodou.

Pat Symonds, diretor técnico da Williams duvida que os carros cheguem a ser 5 segundos mais rápidos que os atuais, conforme a expectativa da FIA. Só que Toto Wolff, diretor da rival (e mais endinheirada) Mercedes declarou que está impressionando com os dados preliminares de suas simulações, que indicam que seus carros serão “vários segundos”mais rápidos que os atuais.

Será que a Williams errou no projeto do seu carro, não achando o “pulo do gato” que a Mercedes achou para conseguir essa significativa melhora de desempenho? Pode ser, uma vez que a Mercedes conta com recursos técnicos e humanos melhores que a equipe de Frank, já que tem mais do que o dobro de orçamento (+ dinheiro = melhores engenheiros, mais pesquisa e melhor tecnologia).

Por outro lado também pode ser a velha tática diversionista de esconder jogo, no caso da Williams, ou de dar aquela assustada, no caso da Mercedes, fazendo seus rivais se perguntarem o que teriam deixado escapar em seus projetos que os prateados encontraram para render essa melhora toda.

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A verdade só será sabida em 2017, parcialmente nos testes de inverno e integralmente no início da temporada quando todos estiverem que mostrar a realidade no GP da Austrália e nos seguintes, mas uma coisa já podemos antecipar: essa diferença de tempo será mais perceptível em circuitos que exigem maior pressão aerodinâmica, visto que essa é a área que mais mudou para o ano que vem. Em circuitos como Monza e talvez Spa, essa mesma maior pressão aerodinâmica e os pneus mais largos poderão “segurar” um pouco o desempenho dos carros nas longas retas quando comparados aos atuais, que tem menos arrasto – e por essa mesma lógica, seguir o carro da frente numa curva para sair colado na reta poderá ser mais difícil, já que a dependência aerodinâmica será maior

Enfim, temos que aguardar, mas eu estou bem ansioso e esperançoso para ver a aparência e comportamento desses novos carros, com ou sem brasileiros num deles. E você, acha que o campeonato de 2017 será mais interessante que a atual temporada?

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Pneus 2016 vs 2017

pirelliMontado no carro, os novos pneus de 2017. Ao lado, os atuais.

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