FIA quer fim do “modo classificação” dos motores

merc.jpgA FIA avisou as equipes de Fórmula 1 que pretende acabar em 2021 com o “modo qualificação” dos motores, onde em algumas equipes – sobretudo Mercedes, mas não apenas – eles rendem mais só nas classificações. Esse modo só é usado nas classificações pois desgasta muito o motor e aumenta significativamente o consumo de combustível. Pela proposta, que tá mais para um aviso, a partir do ano que vem os carros terão que ter o mesmo mapeamento de motor na classificação e nas corridas.

O que eu acho que vai acontecer? Logo as equipes vão dar algum jeito de continuar com isso, só que agora com os pilotos tendo mais trabalho para regular isso eles mesmos, seja naquele monte de botões do volante – alegando que se quiserem, usam esse modo durante a corrida também – seja dosando o acelerador mesmo, o que até prefiro.

Já disse e repito: tem que acabar com aquele monte de botões no volante. Na minha visão, além da tela de LCD para os pilotos conseguirem acompanhar informações do motor/combustível, tem que ter apenas os botões de:

  • Rádio
  • Embreagem (sem regulagem)
  • Limitador de pit-lane
  • Bomba d’agua p/ beber
  • DRS, a asa móvel
  • Aletas de troca de marchas (aquelas tradicionais, atrás do volante)

E só! Ai cabe ao piloto dosar o pé se quiser poupar equipamento/gasolina.

ATUALIZADO 13/08/2020: Hoje a FIA disse que quer proibir esse recurso já no GP da Bélgica. enxergo como errado esse punitivismo da FIA com a Mercedes.

Se ela foi melhor respeitando, a regras que são iguais para todos, agora é punida por isso? A FIA que crie instrumentos para ajudar as outras equipes a elevarem seus desempenhos!

É como um professor tirar nota do melhor aluno da classe para que os outros alunos que tiram notas baixas não se sintam mal, em vez de ajudá-los a melhorar suas notas!

Mas isso não é novidade na F1, basta lembrar quando proibiram uma série de recursos eletrônicos, como suspensão ativa, para segurar o favoritismo da Williams ao fim de 1993.

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Análise equipe por equipe do GP de 70 anos – Silverstone

Class.jpgJá que voltei com o blog e as análises, vou voltar com mais esse formato que os leitores gostavam, a análise equipe por equipe pós GP’s, que tal? Aqui vamos nós!

RED BULL: Arriscando uma estratégia diferente, a equipe conseguiu dar na Mercedes um grande golpe e levou a vitória. Mérito dos estrategistas, do carro que consumia menos pneus do que a rival direta e de Verstappen, claro, que foi impecável. Albon fez uma bela corrida de recuperação, como tem se tornado hábito, mas sempre devido à suas qualificações e/ou largadas ruins e enquanto seu companheiro levou a taça maior, ele segue sem pódios. Ele tem que elevar seu jogo desde as classificações, senão segue fadado a remar de trás.

MERCEDES: Não esperavam essa da Red Bull, claro. Não sei pq não arriscaram isso com ao menos um de seus pilotos no sábado. Quando resolveram parar Bottas, para sua insatisfação, foi de repente, não o avisando para acelerar mais, o que facilitou o undercut de Max e também indiretamente a aproximação e ultrapassagem de Hamilton, que também fez o que pode com um carro que comia pneus e assim amplia sua liderança no campeonato.

FERRARI: Leclerc fez um notável papel em economizar pneus – foi o que ficou mais tempo com um mesmo jogo – e assim conseguiu mais um sólido quarto lugar, considerando o carro que tem. Vettel não se achou novamente, rodou, remou, reclamou e terminou fora dos pontos. Sua situação na Ferrari é cada vez mais delicada, com ele sutilmente levantando suspeição quanto ao tratamento/equipamento que recebe e por consequência dos resultados que obtém. Farei um post sobre ele essa semana.

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RACING POINT: Como sempre, não repetiram na corrida o bom ritmo das classificações. Hulk foi superado por Max na largada e seguiu comboiado por Stroll até quase ao fim, quando foi chamado para trocar os pneus depois de, alegadamente, reclamar de vibrações. Pode ser real, mas também pode ser que a equipe deu um jeito de inverter as posições para beneficiar seu piloto titular (causalmente filho do dono) ante a um piloto tampão que não vai seguir na equipe.

RENAULT: Outra equipe que não consegue repetir em corrida o ritmo das classificações. Dentro dessa realidade, Ricciardo fazia seu papel, quando rodou sozinho numa disputa com Norris – sem toque – e saiu da disputa por pontos. Ocon, por outro lado fez um bom trabalho em sentido contrário, saindo de uma posição fora da zona de pontos para marcar mais 4 para os franceses, mostrando mais um passo evolutivo.

McLAREN: Não tinham um grande carro para essa corrida desde a classificação, nesses pneus e com isso Norris marcou magros 2 pontinhos ao passo que Sainz, prejudicado por um pit-stop ruim, sequer entrou na zona de pontos. A verdade é que salvo brilhos ocasionais a equipe não demonstra ter um carro tão bom assim, ao menos por enquanto.

ALPHA TAURI: Gasly perdeu posições, Kviat ganhou e com isso dessa vez foi vez do russo pontuar. Ele está precisando, pois seu lugar não etá tão firme assim para o ano que vem, apoio russo à parte. Gasly foi prejudicado por uma estratégia errada da equipe, como Franz Tost admitiu, aí ficou difícil.

ALFA ROMEO: O carro está uma draga, em parte por causa da falta de potência do motor Ferrari, mas também porque sem um orçamento mais robusto, praticamente só atualizaram o carro do ano passado, que não era grande coisa, especialmente comparado à evolução dos rivais. Kimi e Giovanazzi fizerem o que puderam.

HAAS: Grosjean ficou apagado grande parte da corrida e Magnussen, quando apareceu, foi como destaque negativo por voltar para cima de Latifi  com tudo depois de uma espalhada. Foi punido e abandonou. Outra equipe que evoluiu pouco e é prejudicada pela falta de potência dos motores Ferrari.

WILLIAMS: O que Russell consegue fazer na classificação, a realidade do carro derruba na corrida. Se o ritmo de corrida deles não é bom, ao menos mantem-se no bolo da tristeza com Haas e Alfa Romeo. Dentro dessa realidade, Latifi fazia uma boa corrida e estava feliz com o carro, mas teve que fazer uma terceira parada não programada pois teve problemas com o pneu traseiro esquerdo.

E que venha Barcelona, já essa semana! Abaixo seguem as tabelas atualizadas dos campeonatos de construtores e pilotos após a quinta etapa:

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Análise “Quem ganhou, Quem perdeu” do GP de 70 anos de F1 – Silverstone

Atendendo a pedidos, resolvi desenterrar o Blog! Assim concentrarei meus comentários pré e pós corridas aqui no nosso velho site que esse ano completa 10 anos!

Peço que deixem seus comentários para me balizar nessa volta dos posts por aqui. Digam o que gostam, o que querem, se curtem vídeos ou lives pós-corridas que estou postando na nossa página do Facebook, enfim, opinem, convidem os amigos a voltar para cá e… divulguem!

E vamos recomeçar com logo com a nossa tradicional análise de “Quem ganhou, Quem perdeu” na classificação do GP de 70 anos da Fórmula 1, numa pista com ventos mais intensos e pneus menos duráveis do que vimos na semana passada, o que explica os tempos mais altos.

QUEM GANHOU:

– Valtteri Bottas, que ganhou uma carga de motivação e surpreendeu Hamilton e pode levar a vitória de amanhã se não vacilar.

– Hamilton. Ok, ele não saiu ganhando, mas está bem tranquilo no campeonato e mesmo em relação à corrida de domingo, onde sempre pode dar o bote.

– Nico Hulkenberg, que conseguiu superar com razoável margem seu companheiro de equipe, que conhece muito melhor o carro e é filho do dono! Resta ver como será seu ritmo de corrida, já que ainda não teve essa experiência com o carro.

– Daniel Ricciardo, conseguindo extrair mais uma boa posição com sua Renault, ao passo que Ocon ficou no Q2.

– Pierre Gasly, superando com uma Alpha Tauri, Alexander Albon, seu substituto na Red Bull.

– George Russell, conseguindo manter a escrita de sempre passar ao Q2 com sua Williams.

QUEM PERDEU:

– Max Verstappen, que não foi o “melhor do resto” mas que pode reverter isso na corrida, quando a Red Bull tem mostrado um ritmo melhor que Racing Point.

– McLaren, que só foi décimo com Norris e sequer conseguiu ver Sainz passar para o Q1.

– Albon, com mais um resultado medíocre (na acepção real do termo) quando comparado ao companheiro e mesmo com Gasly. Largando mais de trás tem mais chance de se meter em confusão.

– Sebastian Vettel, que ainda não se achou com o carro e talvez esteja um pouco perdido emocionalmente com a cabeça fora da Ferrari. Já vimos esse disco quando já estava com a cabeça fora da Red Bull em 2014… Ser eliminado no Q2 não ajuda na sua reputação (farei um aqui post só sobre Vettel na semana que vem).

– Alfa Romeo, com seus pilotos nas duas últimas posições, aliás, mais um nada honroso 20º e último lugar para Kimi colecionar. Será que ele se cansa de pastar e vai embora mais cedo?

Mas…. E sempre tem esse grande “mas”, agora precisamos esperar a corrida, onde muitos carros tem desempenhos diferentes dos vistos na classificação, o que pode embaralhar um pouco as coisas no pelotão – atrás das Mercedes, que devem sumir, claro – lembrando ainda das eternas possibilidades de acidentes, quebras, pneus furados e entradas do safety-car, como vimos na semana passada. A ver!

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Jacques Laffite, primeira e última


O francês Jacques Laffite corre na Fórmula 1 por um periodo bastente extenso, ainda que não muito vitoriosa. Sua primeira corrida na categoria foi o GP da Alemanha de 1974, pela equipe Frank Williams Racing (hoje Williams), onde ficou no ano seguinte até se mudar para a Ligier em 1976, onde permaneceu ate 1982, por 7 longas temporadas portanto. Em 1983 retornou à Williams, onde ficou mais 2 temporadas e novamente retornou à Ligier por mais 3 anos, onde encerrou sua carreira após um forte acidente na largada da etapa inglesa em Brands Hatch onde quebrou as duas pernas.

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Ao longo de suas 13 temporadas (nem todas completas, como a primeira e a última), Laffite acumulou 180 GP´s, 6 vitórias, 7 voltas mais rápidas, 7 pole positions, 32 pódios e suas melhores colocações em campeonatos foram entre 1979 e 1981, quando terminou em 4º lugar na tabela. Hoje ele é comentarista das corridas de Fórmula 1 no canal francês TF1.

PS: Ele não tem nenhum parentesco com o investidor canadense Nicolas Lafiti, que recentemente comprou por 203 milhões de Libras 10% das ações do Grupo McLaren e cujo filho é piloto reserva da equipe Force Índia e corre de Fórmula 2.
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Hamilton vs História

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Hamilton com o capacete de Senna

Lewis Hamilton alcançou no GP do Canadá dessa temporada, o impressionante número de 65 poles de Ayrton Senna e está quase chegando no recorde de 68 de Michael Schumacher. Mas na verdade esses números do inglês e do alemão não são tão impressionantes assim se compararmos o número de GP’s que eles tiveram para bater esse recorde.

Como já trouxe aqui num outro post milênios atrás, o brasileiro alcançou 65 poles em 162 tentativas (afinal, disputou 162 classificações), uma aproveitamento de 40%, um número fantástico. Hamilton igualou suas 65 poles após 195 tentativas, portanto precisou de 33 corridas a mais que o brasileiro para isso, mas ainda obtendo um bom aproveitamento de 33%.

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Senna e Schumacher em 1994

O heptacampeão alemão, atual recordista em números absolutos, teve 308 tentativas de marcar pole, conseguindo-as em 68 ocasiões, com um aproveitamento de 22% (que subiria para 27% se tirarmos os 58 GP’s que disputou nas 3 temporadas pela Mercedes após seu decepcionante regresso em 2010).

Aliás, se nos guiarmos pelo critério de proporcionalidade e aproveitamento, o pentacampeão Juan Manuel Fangio lidera essa lista, com 29 poles em apenas 52 tentativas, numa época de campeonatos bem mais curtos, lhe conferindo ótimos 55% de aproveitamento, seguido pelo bicampeão Jim Clark, que conseguiu 33 poles em 73 tentativas, obtendo 45% nesse mesmo índice.

O comparativo entre esses números todos em nada diminuem o feito de Hamilton, apenas evidencia como comparar números frios pode trazer distorções, pois sim, ele ombreia nomes de peso da história das pistas, mas que obtiveram suas marcas em contextos e mesmo sob riscos bastante diferentes, tanto que dois dos citados morreram ao volante.

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Compare as “tocadas” de Kimi e Bottas em 2017

Compare a “tocada” ao volante dos finlandeses Kimi Raikkonen e Valtteri Bottas em suas melhores voltas com os carros da Ferrari e Mercedes 2017, respectivamente, na pista de Barcelona durante os recentes testes de inverno:

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Por dentro da fábrica da McLaren

Enquanto os lançamentos dos carros 2017 não começam, esse documentário da BBC de como a McLaren criou e fabrica seu super esportivo MP4-12C é um tira gosto muito interessante de se assistir, tanto para quem gosta de carros esporte como para quem gosta de Fórmula 1, já que o endereço, tecnologia e materiais usados para criar os carros de rua e de corrida, no caso da famosa fabricante inglesa, são praticamente os mesmos.

Aliás, será que com a saída de Ron Dennis a nomenclatura “MP4″também vai ser rifada dos carros de rua da marca?

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René Arnoux, primeira e última

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O francês René Arnoux é outro francês de carreira relativamente longeva na Fórmula 1. Ele começou na categoria em 1978 pela equipe Martini, mas se transferiu nas últimas etapas dessa mesma temporada para a Surtees. No ano seguinte já estava na equipe francesa Renault, onde ficou até o fim de 1982, quando foi para a poderosa Ferrari por três temporadas, sendo que na terceira delas foi demitido da scuderia após um 4º lugar na primeira etapa, só retornando no ano seguinte, 1986, pela Ligier, onde ficaria até sua última corrida em 1989, época em que já passara a ser criticado por atrapalhar os carros mais rápidos.

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Ao longo de seus 165 GP´s Arnoux colecionou 7 vitórias, 22 pódios, 18 pole positions e 12 voltas mais rápidas, números bastante expressivos, ainda que não sejam brilhantes. O seu melhor campeonato foi no ano de 1983, quando foi terceiro colocado atrás do vice Prost e do campeão Piquet.
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