Análise “equipe-por-equipe” do GP da Bélgica

O GP da Bélgica não foi tão movimentado como a corrida anterior, mas exceto pela monótona dominação de Lewis Hamilton e Nico Rosberg, teve lá seus bons momentos e até algumas tensões nos bastidores, como veremos a seguir na análise equipe-por-equipe da corrida:

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MERCEDES: A dominação de sempre, com Rosberg tropeçando na largada mas logo aproveitando as longas retas da pista para ultrapassar os carros mais lentos e passar a comboiar Hamilton até o fim. O inglês não foi perturbado uma vez sequer e assim amplia sua vantagem na tabela, caminhando para o tricampeonato e iguala a marca de 80 pódios conquistados de seu ídolo Ayrton Senna.

LOTUS: Maldonado continua com a nuvem negra de azar a perseguir suas apresentações, pois nas raras ocasiões onde não se envolve em acidentes, sofre com problemas mecânicos que o fazem abandonar, como nessa corrida. Grosjean fazia uma corrida sólida e faltando 3 voltas para o final herdou o pódio de Vettel, um doce presente para ele e para a equipe após apanharem tanto no ultimo ano e meio.

RED BULL: Ricciardo caminhava para um bom resultado, potencialmente o pódio ocupado por Grosjean, mas problemas mecânicos o tiraram da corrida. Uma pena realmente. Kvyat, entretanto, também fez uma boa apresentação, sobretudo no fim, quando superou os rivais da Ferrari, Williams e Force Índia um a um, por apostar numa troca mais tardia de pneus, o que lhe deu melhor ritmo.

FORCE ÍNDIA: Nico Hulkenberg foi outra vitima dos problemas mecânicos e logo na volta de apresentação, não tomando parte da corrida, onde tinha potencial para alcançar um bom resultado. Perez fez uma ótima largada pulando de quarto para segundo, mas Rosberg o superou e depois nas estratégias de parada acabou superado por Grosjean e finalmente por Kvyat com seus pneus mais novos, mas isso em nada diminui a boa apresentação do mexicano que segurou Massa e Raikkonen até o fim.

WILLIAMS: Essa foi uma corrida muito negativa para a equipe, tanto em resultados como em imagem. Por ser um circuito de alta velocidade, campo de excelência da Williams no ano passado, esperava-se que eles fossem confortavelmente a segunda força, mas o carro não rendia bem com pneus macios e depois com os médios eles simplesmente não tinham velocidade para superar seus rivais menos badalados como Lotus e Force Índia e ainda a Red Bull e Toro Rosso, com seus fracos motores Renault. Culpa de um ajuste com alta carga aerodinâmica para tentar compensar a falta crônica de pressão aerodinâmica na traseira? provavelmente, mas a trapalhada de colocar pneus de compostos diferentes no carro de Bottas, derrubando seu desempenho e ainda ocasionando uma punição não tem desculpas e mostra que a equipe ainda tem que avançar muito para voltar a ser um dos grandes e tem que avançar logo, senão logo mais a Red Bull os supera na tabela.

FERRARI: Largando lá de trás por enfrentar problemas mecânicos na classificação, Raikkonen parou sua escalada de pelotão na Williams de Massa e ainda foi passado, como a dupla à sua frente, pela Red Bull de Kvyat, numa apresentação, portanto, apenas modesta do ferrarista que agora teve seu contrato renovado para 2016. Vettel arriscou uma estratégia de uma parada só e se encaminhava para o pódio, mas o uso prolongado do último jogo de pneus se mostrou demasiado e um deles estourou, no que, na minha visão, é uma falha da Pirelli. O uso excessivo podia derrubar o desempenho do composto a ponto de Vettel ficar lento e ser ultrapassado por todos, mas não deveria estourar.

TORO ROSSO: Com problemas mecânicos Carlos Sainz largou uma volta depois e dos boxes, fazendo figuração até abandonar, ao passo que Verstappen mostrou-se muito aguerrido, passando Nasr numa manobra de grande arrojo mas errando a dose quando investia contra Kimi, mostrando que talento tem, mas ainda lhe falta um pouco mais de tempo de estrada para saber dosar o ímpeto.

SAUBER: Mais uma vez Ericsson marcou um pontinho solitário e circunstancial, mas essa é a realidade da Sauber, que despencou na tabela com todas as equipes, exceto a McLaren e a Manor a superando em desempenho e resultados. Felipe Nasr, que se classificou com um amortecedor quebrado soltou os cachorros na equipe após a corrida numa entrevista ao Livio Oricchio: “Tive problema no freio desde a terceira volta, uma roda bloqueava o tempo todo e precisei aliviar o ritmo. Minha corrida foi comprometida por isso. No final, também, o pneu dianteiro esquerdo tinha um furo e veio esvaziando” A equipe confirmou os problemas, mas disse que a culpa é do fabricante do disco de freio. Realmente uma pena, pois Nasr pode fazer mais do que vem conseguindo.

McLAREN: O que disse após os treinos da sexta-feira e que alguns acharam precipitado se confirmou: o novo motor Honda que prometia encostar nos Ferrari foi uma decepção e a dupla Alonso e Button chegaram uma volta atrás e só superou a da Manor e ainda alcançou o nada honroso recorde da perda de hipotéticas 105 posições no grid por troca de peças ao longo do final de semana. Realmente triste.

MANOR: Ao menos seus dois carros chegaram ao final dessa corrida, cumprindo tabela para chegar ao ano que vem…

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9 respostas para Análise “equipe-por-equipe” do GP da Bélgica

  1. Bruz disse:

    Muito acertado ao dizer que um pneu degastado debe perder rendimento e não explodir, que coisa com a Pirelli.
    Por outro lado, só podemos resaltar a maravilha de condução do Seb.V, calando a boca de quem costuma dizer que só ganhava pq tinha um foguete. Vejam o que faz esse moleque com essa Ferrada meia boca. O Groja nunca teria passado. E digo mais, esses 15 pontos farão falta no final, eis a verdadeira bronca do alemão.
    E do Maldoso pode que não seja uma nuvem negra. veja bem, sempre que arreventa a caranga nos treinos, tem algum tipo de pane logo na corrida. É pra que a equipe não tenha mais prejuizo no fim de semana. Esperemos que o garoto aprenda um dia. Tinha tudo para se dar bem neste GP. Já veremos em Monza onde costumava sobresair. O potencial da LOTUS em Monza é segunda força mesma, vide a forcinha que esta dando a Merdes com o Setup bom para que não seja vendida pra Renault.
    É um pé no saco esta F Merdes.

  2. Anchor disse:

    Até agora a atuação do Rob Smedley na Williams não faz juz a fama que ele tem. Única qualidade que ele tem, se pode dizer isso, é ser amigo do Massa.

  3. Phillip disse:

    O massa ainda saiu no lucro porque passou o Bottas e ta empatado com o Raikkonem no campeonato. Com essa corrida razoavel da williams e esse erro crasso de engenharia colocando uma Asa traseira maior (que notóriamente deu mais arraste nos carros brancos) a williams esta pecando demais considerando o notório potencial dos seus carros.

  4. vitor disse:

    Pra mim essa corrida o Rosberg tava mais rápido que o Hamilton, mesmo com o problema da largada ruim e a perda de tempo nos boxes em relação a Lewis, ele chegou apenas 2 segundos atrás. Se ele tivesse largado bem, teria ganhado.

  5. Alexandre Melo disse:

    Logo nos treinos, vi que as fichas que os caras da Honda usaram, não foram traduzidas em melhor desempenho, mas na largada, o Alonso pulou para o 13o. lugar e ainda anotou a quinta melhor volta da corrida. Os conjuntos mecânicos que trocaram foi uma estratégia para terem dois motores novos à disposição nas próximas etapas, sem sofrerem punições, tanto que a Red Bull já especula fazer o mesmo em Monza. E a visitinha dele aos boxers da Toro Rosso, hein?

  6. Paulo Ricardo disse:

    O Vettel fez o certo tentou ganhar na estratégia, mas deu errado, a Red Bull mostrou que a partir da Hungria já é a terceira força, apesar do motor Renault. A Red Bull teve a maior velocidade final no retão na Bélgica graças a asa menor. O Honda melhorou bastante, mas ainda perde para o Ferrari e até para o Renault (sem estas regulagens de asa). O Massa é um piloto muito ruim e vive inventando desculpas para os seus insucessos.

  7. Felipe disse:

    José ao que parece o dinheiro da equipe Williams acabou ou está bem limitado, eles tem andado muito pouco, veja em SPA eles andaram muito pouco na Sexta-Feira.. o Massa disse que os pneus macios não funcionaram bem no bólido, deveriam ter verificado isso nos treinos livres, ainda isso levado ao problema no Pit-Stop do Bottas, coisa de equipe pequena ou pior…deveriam ter explorado a principal arma do carro que é a velocidade nas retas, e não ficar inventando moda.. espero que em monza voltem a explorar o ponto forte do carro caso contrário será outro vexame.

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