O exato momento em que Ayrton Senna foi tricampeão

Essa foto pode ser definida como a radiografia do momento preciso em que Ayrton Senna assegurou seu tricampeonato da Fórmula 1 na pista de Suzuka no ano de 1991.

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Ela mostra o exato instante em que Nigel Mansell, já acompanhando o piloto da McLaren de perto, tentava se aproximar ainda mais dele na primeira curva do circuito japonês mas exagera na dose e na freada acaba perdendo pressão aerodinâmica, passando reto na área de brita onde danifica seu carro (na foto já vemos o braço da suspensão dianteira direita solta) e atola, garantindo assim o terceiro título do brasileiro.

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Dixon surpreende Montoya e leva tetra da Fórmula Indy

dix1 O neozelandês Scott Dixon, piloto da Chip Ganassi, é o mais novo campeão da Fórmula Indy e conquistou seu título de forma até surpreendente, já que o franco favorito era o colombiano Juan Pablo Montoya que liderou o campeonato o ano todo pela equipe Penske.

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A corrida foi bastante movimentada, com suspense sendo mantido até o final e com diferentes estratégias sendo adotadas por Montoya e Dixon, este um conhecido poupador de combustível, fator chave, junto com algumas bandeiras amarelas, para possibilitar a vitória e o título nessa decisão.

montAo final ambos terminaram a corrida empatados na pontuação geral, mas como Dixon tinha uma vitória a mais, justamente essa em Sonoma, coube a ele ficar com o título. Montoya foi aguerrido a corrida toda, mas precisava chegar uma posição mais à frente para levar a taça de campeão e falhou nessa missão, em parte talvez por um toque em seu companheiro de equipe Will Power, o que lhe obrigou a parar para trocar o bico, jogando-o mais para trás do pelotão que não conseguiu escalar de volta à tempo da bandeirada.

Montoya, aliás, fez uma grande temporada, ganhando as 500 Milhas de Indianápolis e não cometendo erros ao mesmo tempo que foi agressivo e arrojado na medida certa nas disputas que comprou – pelo menos na grande maioria, mas a regularidade de Dixon, os pontos dobrados – condição que todos os pilotos sabiam desde o ano passado, então não vejo espaço para reclamações como as do colombiano que na entrevista pós derrota disse que Dixon fez uma temporada “de merda” e ele pagou o pato pelos pontos dobrados. O vacilo final foi dele, Montoya e foi fatal. Melhor para Dixon que agora se iguala ao seu amigo e ex-companheiro de equipe Dario Franchitti em número de títulos, quatro.

tonyOs brasileiros Helio Castroneves e Tony Kanaan (acima cumprimentando o campeão) não venceram corridas esse ano, embora tenham passado perto disso, especialmente Helio que fez 4 poles no ano. Tony fez em Sonoma uma de suas corridas mais agressivas e vistosas, realizando várias ultrapassagens e fiquei com a sensação que ele só não ultrapassou mais pilotos e terminou no pódio para minimizar a chances de um acidente que poderia tirar alguém da pista, ajudando Montoya.

De toda forma, salvo uma surpreendente mudança, os dois brasileiros quarentões devem continuar na categoria em 2016 pelas mesmas equipe atuais, Penske e Ganassi, embora isso não tenha sido oficializado. Clique nas imagens para ampliá-las!

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Vagas incertas na F1 2016

Com a confirmação de Kimi Raikkonen na Ferrari em 2016, um grande potencial de mudanças foi extinto, mas isso não quer dizer necessariamente que todas as demais vagas estejam fechadas, ao contrário: muitos pilotos ainda não foram confirmados para a próxima temporada. Vamos ver a situação de cada equipe, ressaltando que as equipes com nome em verde é onde as coisas estão definidas ou bem encaminhadas e as com nome em amarelo tem ao menos uma vaga em aberto:

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Mercedes: Lewis Hamilton e Nico Rosberg tem contratos válidos para o próximo ano e tudo anda bem internamente, então nada muda na virtual equipe campeã desse ano.

Ferrari: Sebastian Vettel e agora Kimi Raikkonen estão formalmente garantidos para o ano que vem.

Williams: Com a renovação de Kimi na Ferrari Valtteri Bottas deve ser anunciado em breve para o ano que vem, bem como Felipe Massa, que vem fazendo um bom trabalho. Ainda faltam os anúncios, portanto.

Red Bull: Mais uma equipe onde a dupla deve ser mantida, Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat estão fazendo um bom trabalho e a dupla de potenciais substitutos, Verstappen e Sainz ainda está muito crua. Em breve deve sair um anúncio.

Lotus: Romain Grosjean e Maldonado aguardam saber se a Renault vai mesmo comprar a equipe. Se o negócio sair, a chance do francês ficar aumenta mais, já que ele sempre teve boa relação com a montadora de mesma nacionalidade. Maldonado também tem grandes chances de ficar por seu contrato ser válido e por ter um grande apoio financeiro, mas mesmo esse trunfo perderia um pouco de peso se um fabricante do porte da Renault assumisse a equipe e considerasse seu histórico de incidentes.

Force Índia: Vijay Mallya já disse que se depender dele a dupla  Sérgio Perez e Nico Hulkenberg será mantida, mas resta ver se a dupla de pilotos trará o apoio financeiro necessário para assegurar a vaga e/ou se aceitam os termos contratuais propostos pelo indiano (dizem que Vijay que assinar um contrato mais longo com o alemão, mas este quer uma cláusula de saída caso uma equipe melhor o procure).

Toro Rosso: Outra equipe onde a dupla deve ser mantida, já que Max Verstappen e Carlos Sainz Jr. estão indo bem e tem grande potencial de serem aproveitadas pela matriz Red Bull ou até mesmo ter seus passes vendidos para outras interessadas.

Sauber: Felipe Nasr e Marcus Ericsson já estão garantidos para 2016 e até um anúncio oficial já aconteceu mês passado.

McLaren: Fernando Alonso é presença certa em 2016, visto que seu contrato vale até 2017, mas a outra vaga é disputada por Jenson Button (ainda favorito), a revelação e virtual campeão da GP2 Stoffel Vandoorne e o atual reserva e ex-titular Kevin Magnussen. Se for dispensado (por ter um salário alto e para dar espaço a um piloto novo que apostem mais a longo prazo), Button poderia acabar apresentando o programa Top Gear na BBC.

Manor:  A atual dupla Will Stevens e Roberto Merhi pode ser mantida ou substituída, tudo depende de quanto dinheiro vão trazer, já que esse é o critério que deve nortear a escolha dos pilotos para o ano que vem, à exemplo do que ocorreu esse ano.

Haas: Dessa equipe apenas sabemos que eles tem uma lista de 10 candidatos para suas 2 vagas e que eles querem pilotos já com alguma experiência. Além disso, por terem vínculos de parceria com a Ferrari, faz sentido pensar que pilotos ligado à escuderia italiana poderiam ter maiores chances, como Esteban Gutierrez e Jean-Eric Vergne.

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Sobre a Aston Martin na Fórmula 1 em 2016

ast1 Um dos rumores mais interessantes que circularam nos bastidores da Fórmula 1 na última etapa é o que aventa a possibilidade da famosa marca Aston Martin ingressar na categoria em breve.

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Segundo esse rumor, a marca de esportivos ingleses estaria em negociações para se tornar patrocinadora de alguma equipe (nada de motores e/ou equipe própria, portanto) que use motores da Mercedes em 2016, podendo ela ser a Force Índia, que pediria menos dinheiro para aparecer mais no carro do que em outras equipes “mais caras” que usam os motores alemães, como Williams e Lotus, sendo que essa última pode nem usar mais os motores tedescos no ano que vem, caso a negociação da Renault para recomprar a equipe sejam bem sucedidas – recentemente Vijay Mallya vazou que teria sido sondado por Alain Prost, representante da Renault, para vender parte de sua equipe. Vazar esse tipo de informação poderia ser uma ferramenta para pressionar negociações pendentes com a Lotus, no caso dos franceses (na linha “se não facilitarem nós temos outras opções”) ou com algum outro patrocinador, no caso do dirigente indiano.

ast2Há ainda o cenário onde a equipe escolhida pela Aston Martin poderia ser a Williams, visto eles estão em alta, rendem boa exposição e porque, também segundo o comentário do respeitado jornalista inglês Joe Saward, a equipe de Felipe Massa e Valtteri Bottas estaria finalizando um acordo que lhes daria tranquilidade financeira pelos próximos anos, acordo esse que seria algo maior do que um simples patrocínio, possivelmente uma parceria, aproveitando-se da excelência técnica da equipe de Grove em experiências fora da pista com outras marcas (recentemente com um protótipo da Jaguar).

Atualmente Frank e seus comandados já estariam empenhados em renegociar valores de contratos para o ano que vem, cientes que hoje valem bem mais do que quando foram assinados na “baixa” de até 2013. Vamos aguardar por novos movimentos e torcer que a marca realmente desembarque na Fórmula 1.

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O desafio da Williams

williNo GP da Bélgica vimos a Williams sofrendo numa pista que segundo a expectativa geral, deveria cair como uma luva para o estilo de carro que é o FW37, que deveria sumir nas longas retas e curvas de alta de Spa-Fracorchamps.

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Valtteri Bottas e Felipe Massa não conseguiram ultrapassar ou foram ultrapassados por carros que em tese não são tão bons como os seus, como Force Índia, Lotus, Red Bull e até Toro Rosso. Como já aventei, isso pode ser explicado parcialmente pela escolha da equipe em usar uma configuração aerodinâmica mais conservadora, que “segurava” mais o carro nos trechos de maior velocidade em troca de maior downforce para ajudar no contorno das curvas, eterno ponto fraco do carros da equipe desde o ano passado.

Além disso, os já habitualmente não tão bons pit-stops da equipe alcançaram um novo patamar de deficiência ao conseguirem instalar pneus de compostos diferentes num mesmo carro, gerando não apenas um desempenho desequilibrado mas também uma punição de drive-trough para o “sortudo” Bottas.

pneusO que deve ser depreendido dessa decepcionante corrida? Na verdade ela não forma um quadro definitivo, mas algumas respostas são relativamente óbvias, ainda que para materializá-las nem tanto: a primeira é que a Williams precisa treinar mais os pit-stops para evitar erros crassos como o de domingo passado e ainda reverter o recorrente deficit de tempo que costuma marcar sua troca completa quando comparado às rivais Mercedes, Red Bull e Ferrari.

A segunda é que seu time técnico tem que sentar diante da prancheta e repensar os conceitos de seus projetos para sanar essas deficiências crônicas em saídas de curva que cobram a fatura desde o ano passado especialmente em circuitos mais travados (se chover então, o carro vira uma abóbora e a concorrência os vai passando com facilidade). A Williams não diminuiu sua distância para a Mercedes mas a concorrência sim – taí a Ferrari para comprovar.

Em 2014 a superioridade dos motores Mercedes, o tropeço das rivais e uma bem vinda reação na segunda temporada os garantiu como segunda força, ainda que a Red Bull é quem tenha capitalizado os vacilos da dos prateados com suas 3 vitórias, terminando à frente dos carros brancos na tabela. Só que nessa temporada a superioridade do motor não é mais suficiente para garantir à equipe alguma paz e tranquilidade, até porque Force Índia e Lotus, que também usam os motores alemães como, estão mais fortes, exigindo ainda mais claramente que a turma de Grove refine o seu chassis se quiser terminar em terceiro na tabela (a Red Bull mostra que pode reagir) e mais do que isso, se quiserem deixar claro para todos – inclusive potenciais patrocinadores e novos parceiros técnicos – que eles tem condições reais de voltar a ser uma posta real como time grande que um dia foram e ensaiam voltar a ser.

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Sobre a morte de Justin Wilson

just1 Como vocês todos já sabem, o piloto inglês Justin Wilson faleceu ontem em decorrência de um acidente sofrido nas 500 Milhas de Pocono da Fórmula Indy. Seu carro – mais precisamente seu capacete – foi atingido por um destroço do carro batido de Sage Karam, ao que tudo indica o bico (o objeto mais claro dentro do círculo vermelho na imagem cima), um pedaço sólido e pesado de fibra de carbono.

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Esse impacto aparentemente não destruiu o capacete do piloto, como podemos ver pela imagem abaixo, obtida logo após o inglês receber a pancada e chocar-se em menor velocidade contra o softwall do muro interno da pista e antes da chegada do resgate, mas o golpe em si com a pesada peça teria sido forte o bastante para ocasionar os ferimentos fatais no cérebro do piloto – se uma mola fez o que fez em Massa, imagine um bico, maior e mais pesado… Wilson, de 37 anos, já havia passado pela Fórmula 1 em 2003 quando disputou a parte inicial da temporada pela Minardi (graças a uma vaquinha entre fãs) e as 5 corridas finais pela Jaguar. Pela Fórmula Indy desde 2004, ganhou 7 corridas e ainda venceu as 24 Horas de Daytona de 2012 ao lado do brasileiro Oswaldo Negri Jr. na Le Mans Series.

just2Certamente esse terrível acidente reascende o debate sobre a importância de fechar ou não os cockpits desses carros, o que traria segurança para os pilotos contra objetos que poderiam lhes atingir.

Por outro lado, um cockpit fechado dificulta a saída do piloto em caso de uma batida onde, por exemplo o carro fique de cabeça para baixo, ou se a cobertura emperra numa colisão ou incêndio – o cocpkit dos protótipos fechados da WEC são maiores e tem portas laterais para isso – sem falar na questão visibilidade em caso de chuva ou sujeiras do carro da frente, para as quais hoje os pilotos contam com as sobre-viseiras descartadas ao longo das corridas (teriam limpadores de para-brisas com desembaçador e esguicho d´água?), além de alterar drasticamente a aerodinâmica e aparência dos carros da categoria.

Enfim, de mais esse trágico acontecimento surgem mais perguntas importantes: Deve-se fechar os carros? Deve-se continuar a correr em circuitos ovais a mais de 350 Km/h com carros abertos? A Fórmula Indy deve acelerar o desenvolvimento da próxima geração de carros da categoria, programados para estrear em 2018 ou 2019? A Fórmula 1, Fórmula Indy e demais categorias de monopostos como Fórmula E, GP2, etc deveriam sentar-se todos à mesa para encontrar soluções em conjunto, ou cada uma dentro da sua realidade esportiva e orçamentária tem necessidades diferentes? Vamos aguardar os próximos movimentos em relação a essa vital busca por mais segurança. Descanse em paz, Justin Wilson e que sua família tenha forças para se reerguer…  Clique nas imagens para ampliá-las.
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Análise “equipe-por-equipe” do GP da Bélgica

O GP da Bélgica não foi tão movimentado como a corrida anterior, mas exceto pela monótona dominação de Lewis Hamilton e Nico Rosberg, teve lá seus bons momentos e até algumas tensões nos bastidores, como veremos a seguir na análise equipe-por-equipe da corrida:

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MERCEDES: A dominação de sempre, com Rosberg tropeçando na largada mas logo aproveitando as longas retas da pista para ultrapassar os carros mais lentos e passar a comboiar Hamilton até o fim. O inglês não foi perturbado uma vez sequer e assim amplia sua vantagem na tabela, caminhando para o tricampeonato e iguala a marca de 80 pódios conquistados de seu ídolo Ayrton Senna.

LOTUS: Maldonado continua com a nuvem negra de azar a perseguir suas apresentações, pois nas raras ocasiões onde não se envolve em acidentes, sofre com problemas mecânicos que o fazem abandonar, como nessa corrida. Grosjean fazia uma corrida sólida e faltando 3 voltas para o final herdou o pódio de Vettel, um doce presente para ele e para a equipe após apanharem tanto no ultimo ano e meio.

RED BULL: Ricciardo caminhava para um bom resultado, potencialmente o pódio ocupado por Grosjean, mas problemas mecânicos o tiraram da corrida. Uma pena realmente. Kvyat, entretanto, também fez uma boa apresentação, sobretudo no fim, quando superou os rivais da Ferrari, Williams e Force Índia um a um, por apostar numa troca mais tardia de pneus, o que lhe deu melhor ritmo.

FORCE ÍNDIA: Nico Hulkenberg foi outra vitima dos problemas mecânicos e logo na volta de apresentação, não tomando parte da corrida, onde tinha potencial para alcançar um bom resultado. Perez fez uma ótima largada pulando de quarto para segundo, mas Rosberg o superou e depois nas estratégias de parada acabou superado por Grosjean e finalmente por Kvyat com seus pneus mais novos, mas isso em nada diminui a boa apresentação do mexicano que segurou Massa e Raikkonen até o fim.

WILLIAMS: Essa foi uma corrida muito negativa para a equipe, tanto em resultados como em imagem. Por ser um circuito de alta velocidade, campo de excelência da Williams no ano passado, esperava-se que eles fossem confortavelmente a segunda força, mas o carro não rendia bem com pneus macios e depois com os médios eles simplesmente não tinham velocidade para superar seus rivais menos badalados como Lotus e Force Índia e ainda a Red Bull e Toro Rosso, com seus fracos motores Renault. Culpa de um ajuste com alta carga aerodinâmica para tentar compensar a falta crônica de pressão aerodinâmica na traseira? provavelmente, mas a trapalhada de colocar pneus de compostos diferentes no carro de Bottas, derrubando seu desempenho e ainda ocasionando uma punição não tem desculpas e mostra que a equipe ainda tem que avançar muito para voltar a ser um dos grandes e tem que avançar logo, senão logo mais a Red Bull os supera na tabela.

FERRARI: Largando lá de trás por enfrentar problemas mecânicos na classificação, Raikkonen parou sua escalada de pelotão na Williams de Massa e ainda foi passado, como a dupla à sua frente, pela Red Bull de Kvyat, numa apresentação, portanto, apenas modesta do ferrarista que agora teve seu contrato renovado para 2016. Vettel arriscou uma estratégia de uma parada só e se encaminhava para o pódio, mas o uso prolongado do último jogo de pneus se mostrou demasiado e um deles estourou, no que, na minha visão, é uma falha da Pirelli. O uso excessivo podia derrubar o desempenho do composto a ponto de Vettel ficar lento e ser ultrapassado por todos, mas não deveria estourar.

TORO ROSSO: Com problemas mecânicos Carlos Sainz largou uma volta depois e dos boxes, fazendo figuração até abandonar, ao passo que Verstappen mostrou-se muito aguerrido, passando Nasr numa manobra de grande arrojo mas errando a dose quando investia contra Kimi, mostrando que talento tem, mas ainda lhe falta um pouco mais de tempo de estrada para saber dosar o ímpeto.

SAUBER: Mais uma vez Ericsson marcou um pontinho solitário e circunstancial, mas essa é a realidade da Sauber, que despencou na tabela com todas as equipes, exceto a McLaren e a Manor a superando em desempenho e resultados. Felipe Nasr, que se classificou com um amortecedor quebrado soltou os cachorros na equipe após a corrida numa entrevista ao Livio Oricchio: “Tive problema no freio desde a terceira volta, uma roda bloqueava o tempo todo e precisei aliviar o ritmo. Minha corrida foi comprometida por isso. No final, também, o pneu dianteiro esquerdo tinha um furo e veio esvaziando” A equipe confirmou os problemas, mas disse que a culpa é do fabricante do disco de freio. Realmente uma pena, pois Nasr pode fazer mais do que vem conseguindo.

McLAREN: O que disse após os treinos da sexta-feira e que alguns acharam precipitado se confirmou: o novo motor Honda que prometia encostar nos Ferrari foi uma decepção e a dupla Alonso e Button chegaram uma volta atrás e só superou a da Manor e ainda alcançou o nada honroso recorde da perda de hipotéticas 105 posições no grid por troca de peças ao longo do final de semana. Realmente triste.

MANOR: Ao menos seus dois carros chegaram ao final dessa corrida, cumprindo tabela para chegar ao ano que vem…

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Análise “quem ganhou, quem perdeu” da classificação do GP da Bélgica

hamDepois das longas férias do verão europeu, muitos esperavam que o jogo de forças entre as equipes visse um pouco mais equilibrado, mas ao menos na classificação a Mercedes continuou dando as cartas com desconcertante facilidade. Vamos ver agora a análise de “Quem ganhou, quem perdeu” nessa importante fase do fim de semana:

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QUEM GANHOU:

  • Lewis Hamilton, colocando quase meio segundo na orelha de Rosberg no momento decisivo da classificação. Agora precisa largar bem amanhã e agora as regras de largada mudaram, não tem mais equipe contando pelo rádio como eles devem ajustar a embreagem.
  • Valtteri Bottas, o melhor do resto, largando na terceira posição e 4 posições à frente de seu companheiro de equipe, apesar da pequena diferença no cronômetro.
  • Romain Grosjean, surpreendendo com a Lotus na segunda fila, mostrando como o fator motor é importante nessa pista.
  • Perez, na mesma descrição de Grosjean, com o adicional de ser a única Force Índia no Q3.
  • Daniel Ricciardo, conseguindo colocar um carro de motor Renault no Top 6, uma marca nada desprezível e ainda superando uma Williams.
  • Carlos Sainz, passando para o Q3.
  • Marcus Ericsson, superando Felipe Nasr com uma atipicamente confortável vantagem.

QUEM PERDEU:

  • Nico Rosberg, que chegou a ser mais rápido que Hamilton no Q2, mas depois foi ofuscado e não reagiu.
  • Ferrari, com Vettel largando numa nada honrosa 9ª colocação após emitir um tweet de parabéns ao aleão por largar em 3º, esquecendo que ainda era o Q2. Queimaram a lingua. Para piorar um problema hidráulico ceifou as chances de Kimi Raikkonen tentar uma boa posição.
  • Felipe Massa, 4 posições atrás de Bottas numa disputa cuja diferença foi pouco maior que 1 décimo, mas que no grid significa largar de uma turma carne de pescoço para ultrapassar, a maioria com motores iguais ao seu…
  • Nico Hulkenberg, cometendo um erro no contorno da primeira curva de sua última volta rápida que lhe custou o Q3.
  • Kvyat, também longe de Ricciardo no grid, ainda que próximo no cronômetro.
  • Verstappen, num fim de semana ruim e ainda punido com a perda de 10 posições por trocar o motor.
  • Felipe Nasr, 4 décimos atrás de Ericsson, que não é nenhum gênio nas pistas. OP brasileiro se queixou de falta de aderência do último jogo de pneus.
  • As McLaren, que segundo o coordenador de motores estaria mais próxima da Ferrari, nunca esteve tão mal numa classificação, com Button a mais de 1 segundo de seu rival mais próximo à frente e Alonso a 1,5s (para vocês terem uma ideia, a velocidade máxima de Alonso e Button na classificação foi de 318 km/h, contra 341 de Perez) e ainda acumulam um caminhão de punições por trocas de motor e outras peças correlatas.

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