65 anos de carros campeões da Fórmula 1

Separei aqui (abaixo) fotos dos carros campeões da Fórmula 1 ao longo dos 65 anos da existência da categoria. Não coloquei todos porque alguns se repetiam ou tinham poucas mudanças visíveis, então coloquei uma evolução deles a cada 5 anos, o que nos deixa com 13 modelos campeões para acompanharmos as mudanças de conceitos de engenharia, aerodinâmica, segurança e mesmo comerciais da categoria.

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Repare que a partir da foto de 1960 os carros passaram a ter o motor atrás dos pilotos, como é até hoje, e em 1965 os pneus já eram mais largos. Ainda sobre os pneus, até 1970 eles eram raiados, mas o carro já tinha asas dianteira e traseira e exibia patrocinadores. Até 1980 os chassis dos carros eram de metal, algo que já não se observa no carro de 1985. Os bicos altos se tornaram comuns a partir de 1995 (só ausente em 2015 por força de regulamento) e entre 2000 e 2005 os carros ganharam curvas e vários apêndices aerodinâmicos.

Em 2010 e 2015 os carros eram mais “limpos”, mas visivelmente mais longos, já que o reabastecimento, introduzido em 1994, havia sido proibido em 2009, os obrigando a andar com tanques maiores. Tomei a liberdade de já colocar a Mercedes W06 desse ano como virtual campeã da temporada 2015, pois salvo uma hecatombe, assim será. (Clique na imagem para ampliá-la!)

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Verstappen: tal pai, tal filho

VERSTAPPENSPai e filho que batem unidos, permanecem unidos!

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Aqui temos um clique do Jos Verstappen saindo de sua Arrows batida na curva Saint Devote no GP de Mônaco de 1996 e logo abaixo uma imagem do mesmo ângulo e da mesma curva, só que com Max Verstappen à bordo da sua Toro Rosso 19 anos depois.

Interessante notar que quando o pai e estampava o muro monegasco o filho, hoje adolescente, não era nem projeto!

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Análise “equipe-por-equipe” do GP de Mônaco

Raramente os GP´s de Mônaco trazem grandes emoções para o público, isso devido ao seu circuito travado e estreito que em nada facilita ultrapassagens, e nessa corrida não foi diferente, exceto talvez por uma certa batida e uma grande burrada. Vamos agora à nossa tradicional análise equipe-por-equipe do GP e após elas estão as tabelas atualizadas de pontos:

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MERCEDES: Lewis Hamilton teve a corrida toda nas mãos, sobrou sobre Rosberg, mas um erro absurdo de sua equipe o jogou para o terceiro lugar e com isso a diferença de pontos para Rosberg, que deveria aumentar, diminuiu. Esse erro da Mercedes é tão absurdo que fica na linha entre a pura incompetência e a burrice em sua plenitude, mas honestamente não vejo má fé da equipe para prejudicar deliberadamente Hamilton. Melhor pra Rosberg, que teve uma vitória caindo em seu colo e logo em Mônaco, e Vettel, que subiu um degrau a mais no pódio.

f1FERRARI: Se na classificação Vettel não podia fazer mais, na corrida ficou bem próximo à Rosberg o tempo todo e assim capitalizou bem mais um erro dos prateados – única condição para conseguir algo melhor que um 3º lugar, aparentemente. Kimi passou Ricciardo na estratégia de box mas depois vacilou e perdeu a posição numa dividida de curva forte mas honesta com o australiano e assim se enfraquece um pouco mais num momento em que as conversas sobre renovação de contrato começariam a esquentar.

RED BULL: Com Kvyat e Ricciardo a Red Bull eliminou de uma vez só 22 pontos que os separam da Williams, mostrando como conseguiram aproveitar bem as peculiaridades monegascas e ainda teve o lance de fair play entre Ricciardo e Kvyat, com o russo abrindo caminho para o australiano brigar com Hamilton nas voltas finais, mas recebendo o lugar de volta na última curva quando Daniel viu que não conseguiria bater o inglês.

FORCE ÍNDIA: Sergio Perez foi o piloto que melhor soube aproveitar as características únicas do principado para marcar importantes pontos para sua equipe com um carro que normalmente não possibilita esse tipo de coisa. Hulkenberg provavelmente faria o mesmo, se não tivesse sido alvejado pelo carro de Alonso na primeira volta fazendo-o passar reto e quebrar sua asa. Ainda assim chegou em 11º à frente de vários carros normalmente mais fortes.

McLAREN: Finalmente a equipe dos títulos de Senna, Hakkinen, Prost, Lauda, Fittipaldo, Hunt e Hamilton pontuaram esse ano! Méritos de Jenson Button que aproveitou um circuito onde a potência do motor fala menos. Foi importante quebrar esse tabu que estava durando muito. Alonso dava mostras de também poder marcar pontos, mas (mais) uma pane em seu carro o tirou da corrida. Talvez na travada Hungria tenham outra boa chance de pontuar.

f6SAUBER: Com o equipamento limitado que dispõe, um final com pontos foi um belo bônus para o brasiliense, que por não cometer erros, aproveitar as desistências e problemas alheios e manter um bom ritmo para não perder posições nas paradas de trocas de pneus já é responsável por 16 dos 21 pontos da Sauber. Ericsson largou mais atrás e também não cometeu erros, mas ficou fora da zona de pontos.

TORO ROSSO: O melhor lance da corrida, em termos de emoção pelo menos, foi a batida de Verstappen em Grosjean e depois na barreira de proteção na St. Devote. Erro de principiante, mas que antes foi muito esperto em aproveitar-se da presença de Rosberg à sua frente dando volta em seus rivais para passá-los também (Sainz e Hulkenberg foram suas vítimas). Sainz não foi tão espetacular, mas chegou ao fim da corrida e marcou seu ponto e depois de largar lá dos boxes…

LOTUS: Maldonado é outro que dava mostras de poder terminar nos pontos, mas um problema de freios o tirou da corrida. Desde que entrou na Lotus em 2014 ele está zicado, pois que quando não bate, quebra ou o carro é lento… Grosejan sobreviveu ao impacto de Verstappen apenas rodando e perdendo valioso tempo (que suspensão forte heim!) mas assim não chegou aos pontos.

WILLIAMS: Um corrida para esquecer. Seus carros nunca estiveram competitivos e Massa ainda foi esmagado na primeira curva, o que o derrubou na corrida. Bottas não bateu, mas também foi figurante e com isso nada de pontos. Eles prometem novidades no GP do Canadá tanto no carro como no motor, vamos ver se assim voltam a abrir diferença para a sempre perigosa Red Bull.

MANOR: Mais do mesmo, coitados. Os únicos a chegar 2 voltas atrás, mesmo tendo descontando uma com a entrada do Safety-car.

TAB1 TAB2

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A roda esmigalhada de Massa após a fechada de Hulkenberg

massaLogo após contornar a primeira perna da famosa St. Devote Felipe Massa havia avançado algumas boas posições na largada do GP de Mônaco, só que no fim dessa mesma curva, no aperto típico do principado, Pastor Maldonado Nico Hulkenberg e esmagou contra o guard-rail e aí danou-se: o carro quebrou e o brasileiro arrastou-se uma volta inteira até os boxes para trocar a roda e o bico danificados, despencando para último e muito tempo atrás de todos os demais.

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Veja o estado que ficou a pobre roda dianteira direita de sua Williams após o nada sutil contato direto com a Lotus do venezuelano Force Índia do alemão, que pouco depois ainda levou um “chega pra lá” involuntário de Alonso quando a traseira do carro do espanhol desgarrou quando lhe passava. Que bom que a suspensão da Williams resistiu melhor. Clique na imagem para ampliá-la!

ATUALIZADO: Conforme os leitores atentos me lembram com vídeos, Hulkenberg foi o co-autor da obra e não Maldonado. Informação corrigida!

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15 anos depois Montoya volta a vencer as 500 Milhas de Indianápolis

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Num final de corrida extremamente tenso e disputado com Will Power e pouco antes com Scott Dixon, o colombiano Juan Pablo Montoya venceu as 500 Milhas de Indianápolis, 15 anos depois vencer na mesma pista (pela Chip Ganassi) antes de sair da Fórmula Indy rumo à Fórmula 1 e depois Nascar.

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motoOs brasileiros não foram tão bem: Tony Kanaan disputava as primeiras posições o tempo todo e chegou a liderar por 30 voltas, mas após a última parada de box perdeu a traseira do carro (pneus frios?) e rodou batendo contra o muro. Helio Castroneves exibiu ritmo bom apenas em alguns momentos, mas nunca pareceu ter reais chances de disputar a vitória vencer, e após retomar alguns posições nas voltas finais terminou em 7º lugar.

A vitória de Montoya – que já era líder do campeonato antes da prova – se deu numa corrida intensamente disputada e com vários acidentes na pista e até um nos boxes e teve direito à ultrapassagem final dele sobre Dixon com uma roda na grama, sendo também muito intensa sua disputa com seu companheiro de Penske e atual campeão Will Power nas últimas voltas.

Que corridaça, meus amigos! Pena a Band cortar a transmissão (para o famigerado futebol) antes mesmo do vencedor retornar ao pit-lane e sair do carro, tomar o leite etc. Ah, também ficou evidente uma certa superioridade do conjunto mecânico/aerodinâmico da Chevrolet sobre os Honda, conforme a tabela abaixo com o resultado completo da prova dá a entender. Esse foi o 16º triunfo da equipe de Roger Penske nessa importante prova, e no mesmo ano em que eles já haviam levado as 500 Milhas de Daytona na Nascar!
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A imagem da corrida

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Essa é uma boa imagem da corrida: Lewis Hamilton visivelmente contrariado com o 3° lugar do pódio quando liderou tranquilamente a maior parte da corrida, mas numa decisão errada da equipe foi chamado aos boxes para uma parada a mais e absolutamente desnecessária.

A equipe admtiu publicamente a culpa pelo erro, mas a m&*@# já estava feita. Hamilton elegantemente minimizou a situação na entrevista pós corrida, mas o clima deverá pesar no debriefing da equipe… Amanhã cedo sai minha “análise equipe-por-equipe” do GP de Mônaco.

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Classificação do GP de Mônaco

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E lá foi mais uma pole position para a Mercedes, sua 17ª seguida (o recorde são 24, da Williams, entre 1992 e 1993), se não me engano e numa sessão marcada por carros sendo atrapalhados pelo tráfego. Vamos ver agora “Quem ganhou e quem perdeu” nessa importante fase do fim de semana:

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QUEM GANHOU:

  • Lewis Hamilton, reagindo após a demonstração de força de Rosberg na Espanha
  • Sebastian Vettel, o melhor “do resto”.
  • Red Bull, com seus dois pilotos mostrando bem mais força num circuito onde o motor não pesa tanto e potencial para se aproximar da Williams na classificação.
  • Sérgio Perez, colocando a Force Índia numa bela sétima posição e bem à frente de Hulkenberg.
  • Maldonado, outro que fez um bom serviço com sua Lotus

QUEM PERDEU:

  • Rosberg, errando duas vezes no mesmo ponto (St. Devote) e dando adeus às suas chances de levar a pole
  • Kimi Raikkonen, mais uma vez devendo bastante para Vettel e se vendo pressionado por rumores de substituição
  • Verstappen, de quem se esperava mais após a boa demonstração nos treinos livres.
  • Williams, no pior grid do ano, em especial Bottas, já sendo eliminado no Q1, quem diria. Pontuar será difícil para a dupla.
  • Sauber, cada vez mais resoluta no fundão…
  • McLaren, com Alonso sofrendo uma (aparentemente) pane eletrônica e Button ainda a meio segundo de um Q3.
  • Carlos Sainz Jr., que não viu o sinal da pesagem obrigatória e foi punido severamente, tendo que largar dos boxes. Com isso de Maldonado pra trás todos sobem mais uma posição.
  • Grosjean, que perderá 5 posições por trocar o câmbio e largará em 15º e beneficiando Button, Hulk, Massa, Alonso e Nasr (já computando a punição de Sainz). Massa sai em 12º e Nasr em 14º.

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Isso sim era som de Fórmula 1

v12Essa é a Ferrari 412 T2 de 1995, último carro da dupla Jean Alesi e Gerhard Berger na equipe italiana e também último modelo da Fórmula 1 a usar um motor V12.

O carro acelera aqui num dos encontros anuais de carros antigos de F1 da  Ferrari na tradicional (e hoje ameaçada de ser cortada do calendário) pista de Monza. Infelizmente o vídeo retrata um carro e um tipo de motor de uma Fórmula 1 que não voltará mais, mas ainda assim fantástico!

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