Derani, Senna, Renault e Maldonado

deraniNos últimos dias tivemos notícias bem interessantes no mundo do automobilismo e é sobre elas que eu vou falar um pouco agora, não necessariamente em ordem cronológica. Quer dizer, falar não, escrever, mas vocês entenderam. Aí vai:

Curta nossa página no FACEBOOK e siga-me no TWITTER:@inacioF1

  • O Pipo Derani, amigo do blog e que já tive o prazer de receber algumas vezes no meu programa “TV Corrida” (tá tudo no YouTube) e que vem fazendo uma bela carreira na WEC, ganhou as 24 Horas de Daytona, correndo com o mesmo modelo de carro que usa na Europa. Seu resultado é um atestado da qualidade do piloto que é. Pipo fez a dura escolha de trocar a carreira cada vez mais dispendiosa nos monopostos que pelo turismo só que nessa categoria, igualmente importante, conseguiu o espaço que precisava para mostrar sua velocidade e consistência. A vitória também é engrandecedora porque foi em cima de equipes experientes e pilotos tarimbados como Rubens Barrichello, Christian Fittipaldi, Scott Dixon, Tony Kanaan, Oswaldo Negri Jr. Alexander Wurz e Scott Pruet. Aliás, o segundo lugar de Barrichello e o quarto de Christian só comprovam a qualidade dos brasileiros. Pipo fez um grande campeonato em 2015 e com essa conquista começa 2016 com ainda mais prestígio e uma valiosa experiência que cada vez mais o cacifa para a LMP1
  • Bruno Senna anunciou seu retorno à WEC, correndo exatamente na mesma categoria e com o memo modelo de carro do Pipo, uma Ligier da LMP2. Essa é uma grande notícia porque desde que correu pela Aston Martin na classe GT ele queria voltar e agora terá chances de acelerar um carro ainda mais rápido. Paralelamente a isso ele continua na Formula E e comentando a Fórmula 1 na TV inglesa Sky. Tenho certeza que o objetivo dele também é chegar à LMP1, onde já corre Lucas Di Grassi.
  • Pastor Maldonado perdeu a vaga na Renault, ex-Lotus. O motivo foi a falta de patrocínio da PDVSA, petroleira venezuelana que está sofrendo muito com a queda do preço do petróleo e má gestão da dupla Chavez/Maduro. O dinheiro simplesmente não apareceu nas datas combinadas. Maldonado nunca conseguiu se livrar da pecha de piloto pagante e aí quando a fonte secou… Para piorar, sua fama de destruidor de carros continuou praticamente inalterada, apesar de sua incontestável velocidade. Aliás, ao ele dizer que estava fora da F1 em 2016, também eliminou a possibilidade de guiar pela Manor, que ainda não definiu seus pilotos, reforçando a impressão que a grana não atrasou só pra Lotus, mas foi cortada mesmo. Quem sabe eles (Maldonado e o dinheiro) voltam em 2017 ou em mesmo esse ano em menor quantidade numa categoria menos cara?
  • A Renault apresentou seu novo carro, pilotos e pintura nessa semana. Só que na verdade é o carro do ano passado com uma pintura que ainda vai mudar até a abertura do campeonato. No fim as novidades apresentadas foram mais os pilotos e dirigentes da equipe, bem como seu plano de reconstrução, informações que não dão tantas manchetes como carro e pintura mas são vitais para entender melhor o andamento interno deles. Com o anúncio, aliás, a Renault comprova como aposta alto e a longo prazo na categoria mas extingue, uma vez mais, o nome Lotus da categoria. Essa equipe, aliás, além de Lotus essa equipe já foi Toleman, Benetton e Renault. Mas não se iluda, 2016 não será um ano de vitórias para eles.
Publicado em Uncategorized | 1 Comentário

Williams, expectativa e pressão

image

A Williams, através de seus dirigentes, fez declarações bastante positivas e até otimistas sobre seu carro de 2016.

Curta nossa página no FACEBOOK e siga-me no TWITTER:@inacioF1

Rob Smedley e Pat Symonds disseram em algumas entrevistas recentes que a evolução do carro 2016 em relação ao anterior é bem grande, sobretudo aerodinâmicamente e tudo isso é muito positivo pois está claro que para permanecer como terceira força no grid ou quem sabe até ascender para segunda, precisam dar um salto maior do que sua dura concorrência.

Por outro lado também pode ser perigoso ao criar expectativas mais elevadas que podem não ser correspondidas na pista, situação pela qual a própria Williams já passou em 2011 e 2013 quando acreditavam ter um carro melhor do que de fato tinham e pastaram.

Honestamente não creio num fiasco da Williams, longe disso, acredito mesmo que eles deverão ser competitivos, mas a verdade é que seus oponentes principais, Mercedes, Ferrari, Red Bull e até McLaren, tem mais dinheiro para projetar e desenvolver seus carros, então a pressão interna para que a Williams consiga extrair mais gastando menos é muito grande e fator decisivo para o sucesso dela será (ou foi, já que o FW38 a essas alturas está pronto) conseguir focar nas áreas certas, já que não podem se dar ao luxo de pegar um caminho errado.

O fato deles assumirem de forma mais aberta esse risco de criar expectativas mostra como parecem de fato estar “pensando grande” e buscando maior protagonismo, o que me agrada mais do que previsões modestas e sem sal sobre apenas marcar pontos, como figurantes assumidos. Depois disso o ideal para a Williams seria conseguir um novo fornecedor de motores, um que não tenha equipe própria para a qual sempre vai puxar a sardinha na hora de projetá-lo e configurá-lo, mas isso já é um assunto para outra coluna, quando a equipe estiver mais solidamente restabelecida como candidata real à vitórias.

Publicado em Uncategorized | 17 Comentários

Fórmula 1 2016: tem equipe atrasada

haasEm algumas semanas o silencioso – mas internamente movimentado – período de férias da Fórmula 1 será interrompido e com ele as férias desse blogueiro que vos escreve.

Curta nossa página no FACEBOOK e siga-me no TWITTER:@inacioF1

A maioria das equipes devem apresentar seus carros de 2016 após a primeira quinzena de fevereiro, dias antes da primeira sessão de testes coletivos da Fórmula 1, isso se não apresentarem no próprio dia dos testes (ou se não vazar algum vídeo de um shakedown secreto realizado antes, como a Mercedes fez em 2015). Digo a maioria porque já houve quem declarasse que vai atrasar mesmo, caso da Sauber, que participa da primeira rodada de testes com seu carro antigo, possivelmente com algumas adaptações e nova pintura, só vindo com o carro propriamente novo na segunda sessão coletiva da cada vez mais curta pré-temporada da categoria.

A causa dessa má notícia foi a última mudança do calendário dessa temporada, onde o período de testes acabou sendo adiantado e pegando a equipe suíça de contrapé. Infelizmente esse atraso significará menos tempo para Felipe Nasr e Marcus Ericsson de adaptarem ao novo carro e sobretudo para a equipe entender melhor o carro e corrigir eventuais problemas, o que numa análise mais pessimista poderia até comprometer o início de ano da Sauber, justamente quando ela poderia se destacar mais, ã exemplo de 2015 já que no resto do ano foram ficando para trás por não ter dinheiro para se desenvolver no mesmo ritmo da rivais, um cenário provável também esse ano.

 

 

Por fim a Haas anunciou que apresenta seu carro novo dia 21/02, mesmo dia que a McLaren apresenta o carro de Alonso e Button e um dia antes do início dos testes de Barcelona. Ao longo dos próximos dias as demais equipes deverão revelar quando apresentarão seus modelos e aí veremos se alguém trouxe algum conceito inovado para o grid!

Publicado em Uncategorized | 6 Comentários

Balanço de fim de ano – PARTE 4 – Mercedes e Ferrari

Encerrando o nosso “balanço equipe-por-equipe” de fim de ano, analisaremos por fim as campanhas da primeira e segunda colocadas na tabela de construtores da Fórmula 1 desse ano. E vamos a elas!

Curta nossa página no FACEBOOK e siga-me no TWITTER:@inacioF1

mercMERCEDES: Definitivamente foi a melhor equipe do ano, aproveitando-se sobretudo da superioridade do seu motor e total sinergia entre ele e o chassis, criados em total harmonia com plenos recursos financeiros, o que não foi o caso de suas clientes, que tiveram que adaptar seus carro ao motor e não criar os dois juntos com total liberdade de mudanças. Ainda ficamos com a impressão que o carro tinha certa folga para mais velocidade, se fosse necessário, mas como não foi, fica apenas a impressão. O ano foi de tranquilidade para a equipe sob o ponto de vista técnico, com exceção do GP de Singapura onde a estreia de um novo tipo de suspensão aliado ao tipo de piso os colocou atrás da Ferrari em competitividade, mas logo se recuperaram. Aliás, muitos, inclusive Hamilton, apontam que essa nova suspensão seria um dos fatores que possibilitaram à Rosberg uma reação impressionante nas corridas finais, mas como sempre tem sido com o alemão, foi muito pouco e tarde demais. Como campo dos pilotos o clima entre o mais rápido Lewis Hamilton e o inicialmente apático Nico Rosberg foi longe do melhor, mas também não gerou embates memoráveis como gostaríamos. O fim da gestação de alto risco alto da esposa do alemão e o episódio do boné também teriam contribuído para a tardia motivação dele. Vamos ver se isso, a tal nova suspensão e o estilo de vida popstar de Hamilton garantirão um bom pega em 2016.

vetKimFERRARI: Os italianos deram um belo salto qualitativo de 2014 para 2015, melhorando o chassis e sobretudo o motor para a temporada em que foram vice-campeões. Logo no começo do ano ficou claro que seriam a segunda força na pista, sendo menos incomodados pela terceira equipe (Williams) do que o esperado, mérito sobretudo de uma nova gestão da equipe que repensou prioridades e manteve o ritmo – e a eficiência – do desenvolvimento do carro num patamar dos mais impressionantes, com alguns raros tropeços nas pranchetas ou nas pistas. O clima interno na equipe também evoluiu muito com a saída de Fernando Alonso e a chegada de seu motivador substituto, Sebastian Vettel, que vestiu a camisa da scuderia com grande facilidade, conquistando-os e na pista sobrou sobre Kimi Raikkonen, que ainda teve certa sorte em arrancar uma renovação de contrato depois de mais um ano decepcionante ao volante, onde errou muito, bateu mais do que deveria e quando não fazia besteiras frequentemente era superado por Sebastian no cronômetro, maculando sua carreira de grandes conquistas com o recorrente fantasma da falta de motivação.

E assim fechamos o balanço dessa temporada de 2015, esperando ansiosamente pelos carros novos de 2016 e que eles proporcionem uma temporada mais interessante e disputada nas pistas, sem tantas polêmicas e brigas no campo da política de bastidores, que tanto nos chatearam durante o ano que terminou.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Balanço de fim de ano – PARTE 3 – Williams e Red Bull

Seguindo o nosso “balanço equipe-por-equipe” de fim de ano, analisaremos as campanhas da terceira e quarta colocadas na tabela de construtores da Fórmula 1 desse ano. E vamos à elas!

Curta nossa página no FACEBOOK e siga-me no TWITTER:@inacioF1

WILLIAMS: Terminando 2014 como segunda força do grid, muitos esperavam que a equipe inglesa continuasse nesse patamar em 2015, mas logo ficou claro que a Ferrari tinha dado o bote e os passado para trás. Mas não foi só mérito dos italianos, a equipe de Frank também ficou mais longe dos líderes prateados, mostrando que ficaram devendo na prancheta, gerando um carro que era deficiente em pistas mais travadas e já não era tão bom em pistas velozes. Claro que com um orçamento que é menos da metade das duas líderes isso é até compreensível, mas para piorar, no campo estratégico também ficaram devendo bastante, seja em fazer apostas muito conservadoras na hora das trocas, seja por estarem sempre entre os que mais demoravam na hora de trocar os pneus ou simplesmente por errarem demais nesse momento, chegando ao cúmulo de colocarem compostos de pneus diferentes no mesmo carro, um claro sinal de que para voltarem a ser considerados “equipe grande” ainda precisarão comer muito arroz com feijão (ou fish & chips, como bons ingleses) no contínuo processo de reestruturação interna. No fim do ano, já com foco no carro 2016, a Force Índia também era mais rápida do que eles. Com sua dupla de pilotos, a batalha entre Valtteri Bottas e Felipe Massa foi bem mais parelha em 2015 que na temporada anterior, com ambos mostrando alguns bons momentos de brilho mas também se apagando em algumas corridas, isso comparando-os apenas internamente, análise que ao meu ver deixa Bottas com uma leve vantagem sobre o brasileiro, mas ainda assim desfazendo dois mitos: que Massa perdeu a mão depois do acidente de 2009 e que Bottas é um piloto de outro mundo.

RiccKviatRED BULL: A situação da Red Bull é muito parecida com a da sua irmã Toro Rosso: fizeram um grande carro – talvez o melhor do grid – mas o seu fraco e pouco confiável motor acabou com suas chances. Quando a pista estava mais escorregadia, como na segunda metade do GP dos EUA, eles até superaram as Mercedes, mas aí secou e a verdade se restabeleceu, com eles sendo passados com facilidade. Para piorar, seus dirigentes desceram a lenha na Renault o ano todo, até dispensando seus motores quando ainda não haviam garantido nenhum outro em seu lugar para o próximo ano e se ferrariam: ninguém quis fornecer para eles. Também pudera, quem quer se arriscar a ter como clientes os ingratos e boquirrotos austríacos? Com isso se desgastaram publicamente, passando recibo de maus perdedores e ainda perderam o foco no desenvolvimento de seus novo carro do ano que vem sem a certeza de que fornecedor teriam. No fim tiveram merecidamente que colocar o rabo entre as pernas e seguir com o Renault, ainda que rebatizados de Tag-Heuer e com algumas possíveis evoluções diferentes de um próprio preparador. No campo da pilotagem, Daniel Ricciardo começou o ano de forma superior, até por já estar habituado ao estilo de trabalhar da equipe e seus engenheiros, ao passo que Daniil Kvyat, oriundo da Toro Rosso, demorou um pouco para pegar a mão da coisa, mas uma vez que o fez, foi rápido e consistente, em nada devendo ao australiano. Tomara que em 2016 tenham um carro mais competitivo para fazer frente à Williams, Ferrari e até Mercedes.

Publicado em Uncategorized | 1 Comentário

Balanço de fim de ano – PARTE 2 – Force Índia, Lotus e Toro Rosso

Continuando no nosso “balanço equipe-por-equipe” de fim de ano, analisaremos as campanhas da quinta, sexta e sétima colocadas na tabela de construtores da Fórmula 1 desse ano. E vamos a elas!

Curta nossa página no FACEBOOK e siga-me no TWITTER:@inacioF1

FindiaFORCE ÍNDIA: Esse definitivamente foi a melhor temporada da equipe indiana quando analisamos sua posição final na tabela. O quinto lugar inédito, entretanto, não se deu por uma ampla superioridade ante a seus fortes rivais, mas muito pela fraqueza deles: McLaren fora de combate, Sauber apequenada, Toro Rosso limitada pelo fraco motor Renault e Lotus com sérias dificuldades financeiras no segundo semestre -tanto que em 2014 marcaram mais pontos. Isso diminui o feito da turma de Vijay Mallya? Jamais, mas mostra como o carro 2015 dele não foi necessariamente o grande responsável por essa ascensão. Aliás, o carro começou bem mal, como uma adaptação do modelo 2014, só sendo substituído pelo projeto novo de 2015 já no meio da temporada, no GP da Inglaterra, quando passou a obter resultados cada vez melhores (até um pódio para Perez) e se consolidando como quinta força com a bem vinda ajuda dos motores Mercedes. No campo dos pilotos, vimos um Sérgio Perez mais maduro e com resultados sólidos, sem se envolver nas muitas confusões ou erros bobos do passado, resultando na superação de seu prestigiado companheiro de equipe e atual campeão das 24 Horas de Le Mans, Nico Hulkenberg, esse sim autor de alguns erros bobos que lhes custaram pontos importantes, sem falar em alguns azares por quebras. Para 2016 a coisa parecia bem encaminhada para que se tornassem a equipe da Aston Martin, mas parece que essa possibilidade esfriou, aguardemos.

lot2LOTUS: Com a troca para os motores Mercedes em 2015 a equipe voltaria a disputar as primeiras posições, certo? Errado. O carro até que começou bem o ano, disputando os pontos com regularidade, mas a já frágil situação financeira da equipe foi se aprofundando ao longo do ano e aí o desenvolvimento do carro parou por completo, comprometendo o desempenho da irregular dupla Romain Grosjean e sobretudo Pastor Maldonado, que ainda jogaram alguns pontos importantes fora. Mas tenho que fazer uma ressalva: O venezuelano se meteu em mais confusões que o francês, claro, mas também enfrentou mais abandonos por problemas mecânicos de seu carro. O fato é que a equipe decepcionou esse ano, sobretudo depois que começaram a negociar a venda para a Renault, momento em que os donos suspenderam todos os gastos (até comida os mecânicos e pilotos tiveram que filar em outras equipes) de forma irresponsável e o resultado foi ficar atrás da Force Índia e Red Bull, que chegaram a ser rivais reais dos indianos. Para 2016 a equipe volta a ser Renault e portanto terá mais um ano de transição.

f1toroTORO ROSSO: O carro da equipe era bom, tanto que em pistas travadas, onde o motor importava menos, o bom desempenho aparecia mais, mas – e sempre tem um “mas” – o motor Renault, com suas quebras e falta de potência, continuou sendo um grande limitador, obrigando seus pilotos a exigir tudo ao volante e mesmo assim nem sempre pontuar, apesar das razoáveis evoluções trazidas ao longo do ano para essa equipe sem um grande orçamento. O estreante Carlos Sainz foi bem na primeira metade do ano, equilibrando a disputa com seu badalado companheiro, o ainda adolescente Max Verstappen. Na segunda metade do ano, entretanto, Verstappen se mostrou mais espetacular, sobretudo em voltas rápidas e disputas de posição, embora isso não diminua o bom ano do azarado espanhol que abandonou 7 vezes por quebra do motor. Vamos ver se em 2016, quando usarão os velhos motores Ferrari desse ano, a coisa melhora um pouco.

Na próxima semana viremos com Red Bull e Williams e depois Ferrari e Mercedes!

Publicado em Uncategorized | 2 Comentários

Balanço de fim de ano: Sauber, McLaren e Manor

Iniciando nosso tradicional “balanço de fim de ano”, vamos analisar as 3 equipes do fim do pelotão, que de comum tem o fato de nesse ano não terem vivido seus melhores momentos. Em um caso específico, longe disso:

Curta nossa página no FACEBOOK e siga-me no TWITTER:@inacioF1

F4SAUBER: A equipe suíça começou o ano em alta, mérito sobretudo de um carro bem nascido, com um bom motor e sobretudo confiável, algo que grande parte de suas rivais não era, o que lhes garantiu bons pontos logo no começo do ano quando Nasr chegou num excelente 5º lugar na Austrália – exatamente graças aos abandonos e falta de forma dos rivais. Só que aí a verdade dos fatos foi se restabelecendo: com um  orçamento muito limitado a equipe foi ficando para trás no desenvolvimento do carro, cujas deficiências e limitações foram se fazendo cada vez mais perceptíveis e assim os pontos foram rareando, dependendo muito do azar alheio, já que na pista fora ultrapassados por Toro Rosso, Lotus, Force Índia, além das outras já naturalmente favoritas. No fim do ano ainda ficaram tensos com a possibilidade da McLaren os alcançar, o que não ocorreu, garantido um valioso 8º lugar na tabela, um belo avanço em relação ao ano zerado de 2014. Mas as chances de repetição de um cenário difícil em 2016, já que as limitações financeiras permanecem e ainda com mais dificuldades, são grandes, já que McLaren e até Haas devem vir para a disputa do meio do pelotão com mais força. No campo dos pilotos Felipe Nasr começou o ano por cima, sobrando até, mas pouco a pouco Marcus Ericsson encontrou seu equilíbrio mental e mostrou-se um forte oponente, especialmente por não enfrentar dificuldades os freios como Nasr e apesar do placar de pontos amplamente favorável ao brasileiro, a verdade é que na pista o desempenho dos dois foi bem próximo sobretudo  nos dois terços finais do campeonato, o que significa que em 2016 devemos ter uma disputa bem intensa entre eles

McLAREN: Esse foi o campeonato mais desastroso da equipe em mais de 30 anos, mérito sobretudo dos fracos, pouco confiáveis e limitados motores da Honda. Em determinando momento todos da equipe já sabiam o que precisava ser mudado no motor, mas não poderiam fazê-lo antes do fim do ano devido às limitações do regulamento, então não havia muito o que fazer, desmotivando seus pilotos (especialmente Alonso) e cumprindo a agenda de corridas sem grandes esperanças. O carro em si poderia ser até bom, mas o fato é que seu potencial nunca foi plenamente explorado por essa falta de potência, então nem sabemos de fato se o primeiro projeto do engenheiro Peter Prodromou, ex-Red Bull, tinha de fato grande velocidade ou defeitos. Até por 2015 ter sido um ano tão horrível, 2016 deverá ser bem melhor para a equipe, que contará com os motores Honda profundamente retrabalhados e – assim esperamos – mais competitivos. No placar de pontos o quase aposentado Jenson Button superou Fernando Alonso, algo bastante notável, mas parcialmente creditável à desmotivação do espanhol ao volante de um carro tão problemático. A relação entre os dois, entretanto foi bem harmônica, com o espanhol tendo mais azares que o inglês na pista. Com um carro melhor ano que vem espero que Alonso retome sua motivação e dê mais trabalho à Button.

manorMANOR – No início do ano todos sabiam que se arrastariam na pista, já que conseguiram garantir sua participação em cima da hora e não tinham um carro novo, usando o já ruim modelo de 2014 com motores antigos. Ao longo do ano o novo dono abortou a ideia de estrear o carro novo para focar no modelo 2016, garantindo assim a inconteste rabeira em todas as corridas, sempre guiados por pilotos pagantes, com o vice campeão da GP2 Alexander Rossi claramente como o melhor deles. No fim do ano os nomes mais importantes da chefia anunciaram sua saída da equipe por discordar dos rumos escolhidos pelo tal novo dono e com isso, apesar de garantirem os ótimos motores Mercedes para 2016, poderemos ter mais um ano de fim de grid para a equipe…

No próximo capítulo desse “balanço de fim de ano” analisaremos as campanhas da Toro Rosso, Lotus e Force Índia!

Publicado em Uncategorized | 3 Comentários

As não-notícias da Fórmula 1

Com o fim da temporada de 2015 e o início do período de “férias” da categoria, que na verdade é palco do silencioso mas vital desenvolvimento final dos carros de 2016, a Fórmula 1 entra em seu período de “não-notícias”, onde quase nada importante ocorre mais ainda assim é divulgado.

Curta nossa página no FACEBOOK e siga-me no TWITTER:@inacioF1

Sem grandes acontecimentos, sites de automobilismo do mundo inteiro se dedicam a esmiuçar ou até apimentar declarações polêmicas de pilotos – Nico Rosberg e Lewis Hamilton estão se mostrando particularmente bons em fornecer matéria prima – além de especulações sobre os carros da próxima temporada e quase tudo que seria apenas nota de rodapé ao longo do ano ganha potencial para manchete. Exemplos? “Rosberg rebate principal argumento de Hamilton”, ou “McLaren diz que carro 2016 já é melhor que o de 2015”.

A primeira notícia é pouco relevante já que só serve para jogar mais lenha numa relação notadamente desgastada sem nada acrescentar, já que não se enfrentarão nas pistas pelos próximos 3 meses. A outra é óbvia, pois nessa fase do ano todas as equipes, sem exceção, exaltam seus novos projetos para tentar atrair novos patrocinadores, agradar os atuais, motivar seus funcionários e manter-se na mídia. Se nos guiássemos por esse tipo de declarações, acharíamos que todos os 22 carros do grid 2016 terminarão entre os 10 primeiros na temporada seguinte.

Com tudo isso indico que leiam com cautela grande parte do que está saindo por aí, dando uma boa peneirada no que realmente importa. De minha parte me comprometo a fazer nosso tradicional “Balanço de fim de temporada equipe-por-equipe” e selecionarei bem as notícias que comentarei aqui nessa entressafra, buscando trazer mais curiosidades do que “não-notícias” para lhes poupar o tempo e paciência!

Publicado em Uncategorized | 6 Comentários